China interferiu nas eleições americanas de 2020, afirma FBI
China interferiu nas eleições americanas de 2020, afirma FBI
“A primeira vítima da guerra é a verdade.” — Rudyard Kipling
No dia 17 de março de 2021, a MSNBC estampava em seu site de opinião a seguinte manchete:
“Trump’s lie about Chinese election interference is debunked. Its effects still linger.” – (A mentira de Trump sobre a interferência eleitoral chinesa foi desmentida. Mas seus efeitos ainda persistem.)
O artigo, assinado por Marc Ambinder, ex-correspondente da Casa Branca e autor de livros sobre segurança nacional, afirmava categoricamente que a China não havia interferido nas eleições presidenciais de 2020 em favor de Joe Biden. A narrativa da peça era clara: Trump mentiu, seus aliados manipularam a inteligência nacional, e os efeitos de sua retórica racista e paranoica ecoavam no ataque de 6 de janeiro ao Capitólio e na violência contra asiático-americanos.
Quatro anos depois, documentos entregues ao Senado dos Estados Unidos pelo ex-diretor de inteligência do FBI, Kash Patel, revelam uma outra história. Uma história silenciada.
Os documentos esquecidos: China, carteiras falsas e cédulas eleitorais
Em junho de 2024, Patel entregou ao senador Chuck Grassley um conjunto de documentos desclassificados que mostram que o FBI recebeu, em agosto de 2020, um alerta de inteligência sobre uma operação do Partido Comunista Chinês (PCC) para fabricar carteiras de motorista falsas com o objetivo de gerar identidades eleitorais falsas para envio de cédulas por correspondência a favor de Joe Biden.
Segundo Patel, as informações eram substanciais o suficiente para uma investigação formal. Mas em vez disso, o FBI recolheu os relatórios poucas semanas depois, alegando que a fonte precisava ser reentrevistada. O público nunca soube.
Em paralelo, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) interceptou quase 20 mil carteiras falsas, vindas da China, no mesmo período em que a inteligência havia levantado o alerta. A coincidência não foi investigada. As conexões, jamais consideradas.
MSNBC: opinião ou desinformação institucionalizada?
Ambinder não apenas se apoiou em um relatório oficial do Conselho Nacional de Inteligência (NIC), como ignorou completamente a possibilidade de que informações relevantes estivessem sendo suprimidas por interesses internos. Em seu artigo, desqualificou qualquer crítica como “racismo disfarçado de geopolítica” e equiparou a dúvida sobre a China à “Big Lie” que motivou a invasão do Capitólio.
Mas o que agora se sabe é que, no mínimo, havia relatórios internos não divulgados que apontavam para uma possível tentativa de manipulação eleitoral. Ao afirmar que o caso estava “encerrado”, Ambinder manipulou a opinião pública com viés ideológico e blindou um governo que mal havia começado.
Não se trata mais de erro jornalístico. Trata-se de negligência deliberada travestida de opinião autorizada.
O custo da mentira: segurança nacional e liberdade de imprensa
O artigo da MSNBC serviu como munição para calar vozes dissidentes. Quem falava em interferência chinesa era rotulado de “conspiracionista”. Quem buscava investigar era acusado de “espalhar desinformação”. A própria imprensa se tornou câmara de eco da censura oficial.
Agora, com os documentos revelados por Patel, emerge a necessidade de um acerto de contas: com a imprensa, com o sistema de inteligência, e com a própria história.
Afinal, se a China de fato buscou interferir nas eleições de 2020, e se o FBI escondeu essas evidências, então quem mentiu de verdade?
E mais: quantas outras verdades ainda estão enterradas sob a narrativa oficial?
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Fontes:
• MSNBC Opinion, Marc Ambinder, 17/03/2021 • Just the News, Kash Patel, junho de 2024 • Relatórios da CBP (2020), documentos desclassificados entregues ao Senado





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