Corte de Roma decide em julho sobre extradição de Zambelli
Publicado originalmente por Redação Timeline em 18/06/2026
O processo envolve a condenação da ex-parlamentar no Brasil, que recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal
ROMA, 17 de junho de 2026 — A Corte de Cassação de Roma, instância máxima da Justiça italiana, voltará a analisar no próximo dia 1º de julho o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Desta vez, o processo está relacionado à condenação da ex-parlamentar por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após o episódio em que perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo durante o período eleitoral de 2022.
No Brasil, Zambelli foi condenada a cinco anos e três meses de prisão pelo caso. A Corte de Apelação de Roma já se manifestou favoravelmente à extradição, mas a defesa da ex-deputada recorreu da decisão, levando o processo à Corte de Cassação.
O julgamento ocorre poucas semanas após uma decisão que representou uma vitória para a defesa da ex-parlamentar. Em maio, a Corte de Cassação anulou outro pedido de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras, referente à condenação de dez anos e oito meses de prisão por suposta participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
Na ocasião, magistrados italianos apontaram questionamentos sobre a imparcialidade do julgamento conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, argumentando que ele próprio teria sido uma das vítimas dos ataques cibernéticos investigados no processo.
Agora, os juízes italianos examinarão exclusivamente o caso envolvendo a perseguição armada ocorrida às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
Caso a Corte de Cassação mantenha o entendimento favorável à extradição, a palavra final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Pela legislação italiana, ele terá até 45 dias para decidir se autoriza ou não a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras após o encerramento da tramitação judicial.
A decisão é acompanhada com atenção tanto no Brasil quanto na Itália, por envolver uma das figuras mais conhecidas da oposição ao governo Lula e por ocorrer em meio ao debate internacional sobre os processos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.




Comments