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CREDN aprova missão aos EUA para acompanhar caso Ramagem

Oct 3
2 min read

Os parlamentares poderão, em nome do Poder Legislativo, somar forças com as autoridades americanas para que politicagem petista seja travada


Brasília, 15 de abril de 2026 – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira requerimento que autoriza o envio de uma missão oficial aos Estados Unidos para acompanhar a situação do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, atualmente sob custódia das autoridades migratórias americanas.

O pedido, apresentado pelo deputado Hélio Lopes (PL-RJ), prevê o deslocamento de parlamentares com o objetivo de verificar a assistência consular prestada ao brasileiro e o cumprimento de garantias fundamentais, além da observância do Tratado de Extradição firmado entre Brasil e Estados Unidos, instituído pelo Decreto nº 55.750/1965.

A iniciativa foi aprovada no âmbito da comissão e autoriza a realização da viagem com ônus para a Câmara dos Deputados. Segundo o texto, a missão busca “fiscalizar a assistência consular e o cumprimento das garantias fundamentais” no contexto da custódia de Ramagem.

O caso ganhou repercussão após a detenção do ex-parlamentar por autoridades de imigração dos Estados Unidos. De acordo com informações públicas, a medida decorre de questões migratórias, e não de acusação criminal no território americano. Ramagem possui um pedido de asilo em tramitação, o que lhe garante o direito de ter o caso analisado por um juiz de imigração.

Parlamentares favoráveis ao requerimento afirmam que a presença de uma comitiva brasileira pode contribuir para acompanhar de perto as condições de custódia e assegurar que os direitos do cidadão brasileiro sejam respeitados durante o processo. A expectativa é de que a missão também dialogue com autoridades diplomáticas e acompanhe eventuais desdobramentos legais.

É importante destacar, no entanto, que iniciativas legislativas estrangeiras não têm efeito direto sobre procedimentos conduzidos por autoridades judiciais dos Estados Unidos. Ainda assim, observam que a mobilização política pode ampliar a visibilidade do caso e reforçar a atuação consular.

A data da eventual viagem e a composição da delegação ainda não foram divulgadas

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