CV faz toque de recolher e ameaça moradores em meio à guerra pelo controle do RJ
Publicado originalmente por Redação Timeline em 14/06/2026
Terroristas estariam ameaçando cidadãos comuns em uma guerra declarada, segundo investigação da polícia civil do estado do Rio de Janeiro
RIO DE JANEIRO, 14 de junho de 2026 — A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a circulação de mensagens atribuídas ao Comando Vermelho (CV) que impõem toque de recolher e fazem ameaças diretas a moradores de comunidades da Zona Oeste da capital fluminense. O caso ocorre em meio à escalada da disputa territorial entre traficantes e grupos milicianos.
Segundo a reportagem do Metrópoles, o material começou a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens na segunda-feira, 8 de junho. No comunicado, criminosos afirmam que moradores de regiões como Taquara, Curicica, Biquinha, Colônia e Cidade de Deus não deveriam sair de casa. A mensagem alega a existência de uma “guerra” entre o Comando Vermelho e milicianos e contém ameaças explícitas contra a população civil.
A imagem reproduzida na reportagem traz uma ordem direta de “toque de recolher” e afirma que quem descumprir a determinação corre risco de morte. O conteúdo exemplifica o grau de poder coercitivo que organizações criminosas tentam exercer sobre áreas sob sua influência.
Diante da circulação da mensagem, a Polícia Militar reforçou o policiamento nas regiões citadas. Equipes foram mobilizadas para ampliar a presença ostensiva e monitorar possíveis movimentações criminosas.
Paralelamente, a Polícia Civil abriu procedimentos para investigar a origem do comunicado. Os investigadores buscam determinar se a mensagem partiu efetivamente de integrantes da facção ou se foi criada e disseminada por terceiros com o objetivo de provocar pânico entre os moradores.
A disputa entre facções do tráfico e grupos milicianos tornou-se um dos principais fatores de violência criminosa na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, confrontos têm se intensificado à medida que organizações criminosas buscam expandir suas áreas de influência em territórios historicamente controlados por milícias.
O episódio evidencia uma realidade cada vez mais presente em partes do estado: populações inteiras submetidas à autoridade paralela de grupos armados terroristas que desafiam o monopólio estatal da força. Quando terroristas conseguem determinar horários de circulação, impor regras de convivência e ameaçar civis sem distinção, o problema deixa de ser apenas policial e passa a representar um desafio direto à soberania do Estado sobre seu próprio território.




Comentários