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EUA preparam retomada de sanções contra Alexandre de Moraes e aliados

Oct 3
3 min read

STF abre sessão histórica sob pressão internacional e ameaça de sanções dos EUA


WASHINGTON, 15 de setembro de 2026 — O governo dos Estados Unidos já prepara a retomada de sanções econômicas formais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e magistrados aliados, em meio a um momento em que a mais alta Corte do Brasil abre uma sessão plenária extraordinária que põe à prova a credibilidade das instituições nacionais perante o mundo. O Departamento do Tesouro norte-americano já estruturou um rascunho de medidas restritivas com base na Lei Magnitsky e aguarda apenas o posicionamento oficial do secretário de Estado, Marco Rubio, para chancelar as penalidades, uma iniciativa de Washington com potencial de abalar diretamente o sistema financeiro e diversas empresas brasileiras.

A investida de Washington ocorre após Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, terem sido alvo de sanções prévias em 2025, as quais acabaram suspensas de forma célere após intensa costura diplomática conduzida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O avanço agora formalizado pelo Executivo norte-americano retira a blindagem anterior e expõe o país ao risco de isolamento regulatório internacional, coincidindo com a abertura do julgamento em Brasília sobre a conduta do magistrado no âmbito do escândalo de cerca de dez bilhões de dólares envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A movimentação do Tesouro dos Estados Unidos ganha tração na esteira da desclassificação do sigilo judicial da Operação Compliance Zero, ordenada pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, após embates diretos com o relator do inquérito, ministro André Mendonça. O levantamento do segredo de justiça expôs relatórios da Polícia Federal que apontam troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro, além de identificar repasses financeiros da instituição bancária ao escritório de advocacia de Viviane Barci, deflagrando uma das mais agudas crises institucionais brasileiras desde o retorno à democracia.

Na véspera da sessão transmitida ao vivo para todo o país, Moraes quebrou o silêncio para rebater as suspeitas, assegurando que mais de noventa por cento dos registros contidos nas anotações do banqueiro são criações fictícias que nunca existiram em conversas reais por aplicativo. O ministro protocolou manifestação junto à presidência da Corte acusando Mendonça de agir com finalidades eleitorais e de conduzir uma manobra de vingança vinculada aos condenados pelos episódios de oito de janeiro, apontando ainda a suposta retenção de cento e oitenta peças dos autos. Mendonça rebateu categoricamente as afirmações, declarou imprestável a compilação apresentada pela defesa do colega, justificou discrepâncias técnicas pelo funcionamento do sistema digital do tribunal e explicou ter ouvido delegados da Polícia Federal cautelarmente por constarem os nomes da cúpula da corporação e da Procuradoria-Geral da República no material apreendido.

Apesar de pedidos de adiamento formulados pelo ministro Gilmar Mendes, Fachin manteve a pauta extraordinária, destacou o processo referente a Mendonça para julgamento posterior, assumiu pessoalmente a relatoria dos expedientes que envolvem Moraes e determinou um aparato de contenção que envolveu reforço policial na Praça dos Três Poderes, fiscalização aérea por drones e até discussões sobre o afastamento físico entre os assentos dos dois ministros na bancada. Nos bastidores, gabinetes de ministros mobilizaram equipes periciais para periciar os dados do aparelho de Vorcaro e contrapor o relatório oficial apresentado em plenário.

A abertura dos autos ampliou ainda mais o perímetro do escândalo, atraindo a atenção de agências reguladoras e do sistema financeiro. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras comunicou movimentações financeiras com autoridades detentoras de foro especial, segregando registros atinentes a ministros de tribunais superiores, enquanto relatórios policiais apontaram apurações preliminares sobre o ministro Dias Toffoli. As peças revelaram ainda a cooptação de agentes para violação de sistemas de inteligência, consultoria de supervisores do Banco Central a Vorcaro e gestões de emissários do empresário junto a lideranças do Primeiro Comando da Capital para obter proteção carcerária durante sua prisão no encerramento de 2025.

No tabuleiro político, as apurações atingiram a oposição, incluindo a inclusão do senador Flávio Bolsonaro como investigado no inquérito Dark Horse e anotações da Polícia Federal sobre diretrizes dadas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro para transferências a um fundo no território norte-americano. Em resposta pública ao agravamento da crise, o presidente Lula sustentou que a legislação deve ser aplicada igualmente a qualquer autoridade sobre a qual incidam responsabilidades comprovadas, enquanto a pressão externa vinda de Washington adiciona um nível inédito de gravidade ao desfecho do processo.

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