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Flávio: “Quero proteger seu filho; Lula protege traficantes”

Oct 3
2 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 03/06/2026

Pré-candidato à Presidência defende classificação de PCC e CV como organizações terroristas e critica política de segurança e diplomacia do governo federal


BELO HORIZONTE, 3 de junho de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, elevou o tom das críticas ao governo Lula ao defender uma política mais dura de combate ao crime organizado e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (3), o parlamentar afirmou que o governo federal adota uma postura equivocada diante das facções criminosas e acusou Lula da Silva de priorizar a proteção de criminosos em vez da segurança da população.

“Eu quero proteger o seu filho. Lula quer proteger traficantes”, declarou o senador ao comentar a discussão sobre o enquadramento das maiores facções do país como organizações terroristas.

Flávio argumentou que o combate ao crime organizado precisa ultrapassar as fronteiras nacionais e envolver cooperação internacional, compartilhamento de inteligência e integração tecnológica entre os países da América do Sul.

Segundo ele, as facções criminosas operam estruturas transnacionais que exigem uma resposta coordenada entre governos para enfraquecer suas fontes de financiamento e sua capacidade operacional.

O senador destacou a região da Tríplice Fronteira como uma das áreas estratégicas para o enfrentamento ao tráfico de drogas, armas e à lavagem de dinheiro.

“É preciso asfixiar financeiramente essas organizações. É esse dinheiro que compra armamento pesado, financia o tráfico e permite que elas controlem territórios inteiros”, afirmou.

Durante a entrevista para a mídia O TEMPO, Flávio também comemorou a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e defendeu que o Brasil adote posição semelhante.

Na avaliação do parlamentar, o reconhecimento formal dessas facções como grupos terroristas ampliaria os instrumentos de cooperação internacional e fortaleceria o combate ao crime organizado.

“O mundo está começando a enxergar a dimensão da ameaça representada por essas organizações. Outros países já avançaram nessa direção e o Brasil não pode ficar para trás”, declarou.

Além da pauta da segurança pública, Flávio Bolsonaro voltou suas críticas para a política externa conduzida pelo regime de Lula.

Segundo ele, o Brasil perdeu influência internacional e passou a enfrentar dificuldades diplomáticas que podem resultar em prejuízos econômicos para o país.

O senador afirmou que pretende atuar politicamente para evitar novas barreiras comerciais e criticou o que classificou como isolamento do governo brasileiro em relação a parceiros estratégicos.

“O Brasil precisa voltar a ter protagonismo internacional e ser respeitado pelas grandes potências. Hoje vemos um país com menos influência e menos capacidade de diálogo”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão política entre governo e oposição e à intensificação das movimentações para a eleição presidencial de 2026.

Com a segurança pública se consolidando como uma das principais preocupações dos brasileiros, o tema tende a ocupar posição central no debate eleitoral dos próximos meses.

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