Fux e Nunes Marques denunciam a Fachin “PF paralela” e ameaças a familiares
Ministros do STF apontam perseguição institucional, vazamentos contra escritórios de seus filhos e alertam que outros magistrados podem ter sido alvos de espionagem
BRASÍLIA, 8 de setembro de 2026 — Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Nunes Marques reuniram-se em caráter de urgência nesta terça-feira com o presidente da Corte, Edson Fachin, para denunciar o que classificaram como uma “perseguição inadmissível” conduzida por uma estrutura paralela de inteligência da Polícia Federal.
Ambos os magistrados relataram ter recebido recados indiretos de que suas rotinas e as atividades profissionais de seus filhos — que atuam na advocacia privada — seriam alvo de devassas caso manifestassem apoio ao ministro André Mendonça. Além de constarem em relatórios encaminhados pelo ministro Alexandre de Moraes, Fux e Nunes Marques suspeitam que vazamentos recentes à imprensa sobre os escritórios de advocacia de Rodrigo Fux e Kevin de Carvalho Marques tenham sido abastecidos ilegalmente pela corporação.
Segundo os relatos levados ao comando do tribunal, reportagens publicadas nos últimos meses detalharam o crescimento de ações e a conquista de clientes de grande porte, como a JBS e o Banco Master, logo após o início da atuação dos advogados. Durante o encontro, os ministros alertaram Fachin sobre a possibilidade de o próprio presidente da Corte e outros integrantes do STF terem sido alvos das mesmas práticas de espionagem.
O quadro se soma às revelações feitas por André Mendonça, que também se tornou alvo de reportagens baseadas em mensagens externas ao inquérito do Master e passou a adotar rígidos protocolos de contrainteligência em seu gabinete, além de se desligar de atividades no exterior para mitigar a exposição midiática.
A audiência com a presidência do STF ocorre horas após Mendonça ordenar o afastamento imediato de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF e do diretor de inteligência Leandro Almada. No despacho, Mendonça instaurou procedimento para apurar a autoria, os mandantes e o alcance da estrutura institucional responsável pela produção dos dossiês.




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