Fux pressionou por solução rápida para crise do BRB
Publicado originalmente por Redação Timeline em 29/05/2026
Ministro da Fazenda afirma que magistrado pediu saída “o quanto antes” para evitar impactos sobre recursos do Judiciário ligados ao Banco de Brasília
BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) ganhou um novo capítulo após o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, revelar que o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, pressionou por uma solução rápida para o caso devido ao envolvimento direto de recursos ligados ao Judiciário.
Segundo Durigan, Fux demonstrou preocupação com os depósitos administrados por tribunais de Justiça que estão vinculados ao BRB e teria defendido uma saída “o quanto antes” para evitar riscos maiores ao sistema.
A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e expõe a dimensão institucional da crise enfrentada pelo banco público do Distrito Federal.
Nos bastidores de Brasília, cresce a preocupação sobre os impactos das operações do BRB com o Banco Master, alvo de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades financeiras e movimentações bilionárias.
O caso levou o Governo do Distrito Federal a buscar socorro emergencial junto ao Supremo Tribunal Federal para viabilizar uma operação de capitalização bilionária do banco.
O acordo costurado no STF prevê um financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o caixa do BRB. A operação pode chegar a cerca de R$ 6,5 bilhões.
Segundo Durigan, a preocupação central era impedir qualquer instabilidade que pudesse atingir depósitos judiciais e valores administrados por tribunais estaduais que mantêm recursos no banco.
O temor aumentou após a deterioração financeira provocada pela exposição do BRB a operações ligadas ao Banco Master, instituição que passou a ser investigada em apurações envolvendo fundos públicos, movimentações suspeitas e riscos ao sistema financeiro.
A situação gerou tensão entre autoridades do Judiciário e integrantes da equipe econômica, principalmente pelo potencial impacto institucional caso o banco enfrentasse dificuldades mais graves.
O BRB administra pagamentos de servidores públicos, programas sociais e bilhões em depósitos judiciais, além de concentrar parte importante da movimentação financeira do Distrito Federal.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a crise ultrapassou a esfera bancária e passou a representar um risco político e institucional para Brasília.
A fala de Durigan também reforça o peso que o Supremo passou a exercer nas negociações para salvar o banco público. O STF mediou reuniões entre representantes do Governo do Distrito Federal, da União e da equipe econômica para acelerar uma solução emergencial.
O acordo firmado prevê que os recursos usados na capitalização não sairão diretamente dos cofres da União, mas do Fundo Garantidor de Créditos, abastecido por instituições financeiras privadas.
Mesmo assim, o caso segue cercado de tensão política e financeira, especialmente após investigações apontarem possíveis irregularidades em operações envolvendo o Banco Master e recursos públicos administrados pelo BRB.
A preocupação agora é evitar que a crise de confiança se espalhe para outros setores do sistema financeiro e provoque novos questionamentos sobre a segurança dos recursos administrados pelo banco estatal.




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