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Newsletter Semanal TL

3 de out.
5 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 23/01/2026

Suspeitas sobre Toffoli e o resort Tayayá, caso Master, decisões no STF e INSS, marcha pró‑Bolsonaro e cenário internacional.

O resort do magistrado

A semana foi marcada pelo surgimento de novas suspeitas sobre a ligação entre o ministro do STF Dias Toffoli e o resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná. Originalmente e oficialmente, o negócio pertencia aos dois irmãos do magistrado – José Eugênio e José Carlos, que é padre – e um primo dele. O empreendimento teve a participação de fundos de investimentos da cadeia do fraudulento Banco Master, que Toffoli faz de tudo para que não seja investigado. Depois, o resort foi integralmente vendido a um advogado ligado aos irmãos Batista, aqueles que se livraram de uma multa de R$ 10,3 bilhões graças a Toffoli.

De repente, parte das cotas passou a pertencer a uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, com supervalorização de ativos em curto período e dificuldade para identificar o destinatário final do dinheiro… É um procedimento semelhante ao identificado pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master…

Hospedados no resort, dois repórteres do portal Metrópoles descobriram que Toffoli tem uma casa na área reservada a hóspedes de alto padrão e um iate. Para os funcionários, o ministro do STF é o verdadeiro dono de tudo. Até um cassino frequentado por crianças os jornalistas descobriram no Tayayá…

Desde dezembro de 2022, Toffoli passou pelo menos 168 dias no resort. É como se ele tivesse passado um dia por semana, toda semana, no Tayayá. Só as diárias dos seguranças do ministro nessas viagens consumiram R$ 548,9 mil dos cofres públicos.

A novela do Tayayá Resort continua…

Na quarta-feira, repórteres do Estadão estiveram na casa de José Eugênio Dias Toffoli, um dos irmãos do ministro, que seria um dos donos originais do Tayayá Resort… É um imóvel simples, de classe média, em Marília, no interior de São Paulo, com visíveis problemas de conservação. Os jornalistas do Estadão conversaram com a cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, mulher de José Eugênio.

Ela afirmou desconhecer qualquer ligação do marido com o resort… Nas redes sociais da cunhada de Toffoli foram encontradas fotos dela com o marido no Tayayá…

Ainda na quarta, José Eugênio divulgou uma nota em que afirma que foi dono de parte do empreendimento, mas que vendeu sua participação, o que ele afirma que foi relatado na declaração de imposto de renda.

Dias Toffoli continua na relatoria do caso Master

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou o pedido de deputados da oposição para que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deixe a relatoria do caso Master.

Os parlamentares representaram à PGR pedido de impedimento e suspeição para afastar Toffoli por causa da viagem do ministro a Lima, no Peru, em 28 de novembro, em avião particular, acompanhado de um advogado que trabalha para um dos investigados na ação, o ex-diretor do Master Luiz Antônio Bull.

Edson Fachin publica nota contraditória

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, publicou, na noite de quinta-feira, uma nota contraditória. Ele sai em defesa da atuação do ministro Dias Toffoli como relator do caso Master e também da atuação da Polícia Federal nas investigações… Não dá. Toffoli tem tentado atrapalhar o trabalho da PF desde o início. Ou Fachin defende um ou defende o outro.

Sobre todas as suspeitas envolvendo Toffoli no caso do resort Tayayá, nenhuma palavra. E as cobranças que estão sendo feitas para que sejam dadas explicações, de certa forma, viraram “ataques às instituições democráticas”.

A nota do presidente do STF ainda termina com um erro de concordância verbal: “Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz (sic) bem ao Estado de Direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas”…

O que faz bem ao Brasil é um Supremo que respeite as leis, a Constituição e seja formado verdadeiramente por ministros com notável saber jurídico e reputação ilibada…

Alvo na investigação do INSS vai para casa

Na terça-feira, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, converteu em domiciliar a prisão preventiva de Silvio Feitoza, um dos alvos na investigação sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Preso em dezembro, em uma das fases da Operação Sem Desconto, Feitoza é apontado como gestor financeiro de um esquema que desviou bilhões de segurados do INSS, por meio de descontos fraudulentos.

Desde que foi preso, Feitoza apresentou piora no quadro de saúde e precisou passar por uma cirurgia para desobstrução de artérias coronárias.

Enquanto isso, todos os pedidos de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro continuam sendo negados…

Caminhada pela liberdade e pela justiça

Parlamentares que participam da “caminhada pela liberdade e pela justiça”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmam que o grupo não vai passar pela Papudinha, no Complexo da Papuda, onde Jair Bolsonaro está preso. O próprio deputado disse que a região é área de segurança nacional, e seria arriscado. Pelo mesmo motivo, a praça dos Três Poderes também foi descartada. A concentração final, no domingo, vai ser na Praça do Cruzeiro, a cerca de 6 quilômetros da Praça dos Três Poderes.

A caminhada começou no interior de Minas Gerais, na segunda-feira, e vai percorrer no total 240 quilômetros até Brasília. O ato foi convocado como uma reação contra a prisão de Bolsonaro e em defesa dos condenados pelos atos do 8 de Janeiro.

Tarcísio de Freitas confirma sua candidatura à reeleição

Na quinta-feira, em publicação na rede social X, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou sua candidatura à reeleição.

Tarcísio não citou o nome do senador Flávio Bolsonaro, anunciado como pré-candidato à Presidência da República pelo pai. E confirmou que remarcou a visita a Jair Bolsonaro na Papudinha para a próxima quinta-feira.

Pouca gente percebeu, mas na publicação original no X Tarcísio escreveu: “Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo”. Rapidamente, a publicação foi apagada e reapareceu com a expressão ‘pré-candidato’, em vez de ‘candidato’.

Venezuela cooperando com os EUA

Delcy Rodríguez, a atual presidente interina da Venezuela, que era vice de Nicolás Maduro, aceitou cooperar com os Estados Unidos antes mesmo da captura do ditador, no começo de janeiro. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian.

As discussões teriam começado entre março e junho do ano passado. Além da presidente venezuelana interina, o presidente da Assembleia Nacional e irmão de Delcy, Jorge Rodríguez, também participou das conversas.

Durante os contatos, a atual presidente interina da Venezuela teria dito que Maduro precisava sair do poder. Mesmo assim, autoridades ouvidas pelo The Guardian afirmaram que Delcy não teria ajudado na queda de Maduro, e se limitou a prometer cooperação com os americanos, se o ditador caísse.

Hamas deve entregar suas armas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu prazo de três semanas para que haja uma certeza de que o Hamas vai entregar suas armas. Se isso não for feito, Trump falou em resposta militar rápida.

Em entrevista coletiva depois do discurso que fez na quarta-feira, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump disse que o desarmamento foi um compromisso assumido pelo Hamas e que, “se os terroristas não entregarem as armas, serão eliminados muito rapidamente”.

O plano de Trump inclui a formação de um Conselho de Paz internacional, a reconstrução de Gaza e o estabelecimento de um governo pós-guerra.

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