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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Oct 3
2 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 08/04/2026

Antes de mais nada, desejamos sucesso a todo jornalismo independente que não depende de verbas estatais e vive exclusivamente de seus assinantes — modelo que o Terça Livre ajudou a consolidar desde 2014, quando muitos ainda duvidavam da viabilidade de uma imprensa verdadeiramente livre das grandes corporações.

Dito isso, é importante esclarecer os fatos.

Não houve acordo formal de saída. Houve um pedido unilateral de retirada por parte de um sócio, em um momento em que a empresa se encontrava em plena operação e com obrigações financeiras relevantes.

Em uma empresa operacional, ativos como câmeras, estúdio e estrutura não são “bens divisíveis”. São instrumentos essenciais da atividade. Sua retirada implicaria, na prática, o encerramento das operações.

A legislação societária americana impõe o dever de preservação da continuidade da companhia. Nenhum gestor responsável pode desmontar a operação para viabilizar a saída de um sócio. No nosso caso, além da legislação, existe um compromisso direto com o público que confiou no projeto e o sustenta.

Portanto, não se trata de alguém “ficar com equipamentos”, mas sim da manutenção dos ativos dentro da empresa para garantir sua continuidade.

Inclusive, foi apresentada uma proposta de compensação financeira proporcional à participação societária (40%), como alternativa à saída. Essa proposta não foi aceita, tendo sido escolhida a retirada sem a formalização de um acordo.

A empresa segue ativa, cumprindo seus compromissos com os assinantes. Os conteúdos continuam disponíveis, as obrigações seguem sendo honradas e o projeto permanece em funcionamento — o que só é possível porque sua estrutura foi preservada.

A retirada de um participante de um projeto como este envolve aspectos que vão muito além de questões meramente financeiras, incluindo decisões estratégicas, operacionais e pessoais. Por responsabilidade e respeito às partes envolvidas, esses detalhes permanecerão na esfera privada.

Todas as decisões tomadas tiveram um único objetivo: preservar a empresa, seus assinantes e a continuidade do projeto.

Divergências societárias existem. O que importa é que sejam tratadas com responsabilidade, dentro dos canais adequados e com base nos fatos.

Allan dos Santos não “ficou” com os equipamentos da Timeline. Ele não abandonou o projeto. Ele permaneceu e garantiu sua continuidade.

Em breve a TV será uma realidade para a tristeza dos censores e alegria dos assinantes. ❤️

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