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Operação conjunta entre EUA e Venezuela elimina líder do Tren de Aragua

Oct 3
3 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 14/06/2026

Héctor Guerrero, conhecido como “Niño Guerrero”, era apontado como fundador e principal comandante da facção criminosa venezuelana classificada como organização terrorista pelos Estados Unidos


WASHINGTON, 13 de junho de 2026 — Uma operação realizada em cooperação entre autoridades dos Estados Unidos e da Venezuela resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder máximo da organização terrorista Tren de Aragua.

O anúncio foi feito na madrugada pelo presidente americano Donald Trump, que afirmou que a ação contou com participação do Comando Sul dos Estados Unidos e teve como objetivo neutralizar o principal chefe da facção venezuelana. Pouco depois, o governo de Caracas confirmou a operação e informou que Guerrero foi morto durante confrontos ocorridos no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela.

Segundo as autoridades venezuelanas, a ação foi realizada com apoio tecnológico especializado e envolveu mecanismos de cooperação e troca de informações de inteligência entre os dois países.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Trump afirmou que a operação eliminou o líder de uma das organizações terroristas mais violentas do continente. O presidente americano destacou ainda que a ação foi coordenada em conjunto com autoridades venezuelanas.

Quem era Niño Guerrero

Considerado o fundador e principal comandante do Tren de Aragua, Guerrero era procurado internacionalmente por diversos crimes ligados ao crime organizado transnacional.

Promotores federais dos Estados Unidos o acusavam de associação criminosa, tráfico internacional de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e tráfico de armas. O Departamento de Estado americano chegou a oferecer recompensa milionária por informações que levassem à sua captura.

Seu nome figurava entre os principais alvos da ofensiva internacional contra organizações terroristas latino-americanas.

A expansão do Tren de Aragua

Criado dentro da prisão de Tocorón, no estado venezuelano de Aragua, o Tren de Aragua se transformou em uma das maiores organizações terroristas da América Latina.

Ao longo da última década, o grupo expandiu suas operações para diversos países da região, incluindo Colômbia, Peru, Chile, Equador e Brasil. A facção é investigada por envolvimento em tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, exploração sexual, assassinatos por encomenda, garimpo ilegal e contrabando.

No Brasil, autoridades apontam a presença da organização principalmente na região Norte, especialmente em áreas próximas à fronteira com a Venezuela.

Organização terrorista

Em 2025, o governo Donald Trump classificou oficialmente o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira, ampliando os instrumentos legais disponíveis para o combate ao grupo.

A medida colocou a facção no mesmo patamar de outras organizações consideradas ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos e abriu caminho para operações internacionais mais agressivas contra seus integrantes.

Desde então, Washington intensificou ações de inteligência, sanções financeiras e operações de repressão contra membros da organização.

Futuro da facção

A morte de Niño Guerrero representa o golpe mais significativo já sofrido pelo Tren de Aragua desde a ocupação militar da prisão de Tocorón pelo governo venezuelano, em 2023.

Especialistas avaliam que a eliminação de seu principal líder pode provocar disputas internas pelo comando da organização e acelerar um processo de fragmentação da estrutura criminosa. Ainda assim, autoridades alertam que a rede construída pela facção ao longo dos últimos anos permanece ativa em diversos países da América Latina.

Até o momento, nem os Estados Unidos nem a Venezuela divulgaram detalhes adicionais sobre a operação ou sobre possíveis alvos secundários atingidos durante a ação.

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