Pesquisa GERP: Flávio marca 45% contra 42% de Lula no segundo turno
Publicado originalmente por Redação Timeline em 09/07/2026
A diferença está dentro da margem de erro, mas coloca o senador à frente numericamente do atual presidente
BRASÍLIA, 8 de julho de 2026 — A nova pesquisa nacional do instituto Gerp mostra que a eleição presidencial de 2026 está aberta — e que o principal nome da direita hoje é Flávio Bolsonaro.
No cenário principal de primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecem empatados com 36% das intenções de voto. O empate é numérico e também técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 3 e 7 de julho de 2026. O levantamento foi contratado pela Associação das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) e registrado no TSE sob o número BR-03067/2026.
O dado central não é apenas o empate. É o fato de que Flávio aparece competitivo contra Lula, vence numericamente o presidente no segundo turno e abre vantagem contra os possíveis substitutos do petista.
Na simulação de segundo turno, Flávio marca 45% contra 42% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro, mas coloca o senador à frente numericamente do atual presidente.
Contra Fernando Haddad, Flávio venceria por 45% a 32%. Contra Geraldo Alckmin, por 44% a 34%. Os números mostram que, sem Lula, o campo governista perde força de forma significativa.
A pesquisa também testa Michelle Bolsonaro como alternativa da direita. Ela aparece com 33% contra 37% de Lula no primeiro turno, em empate técnico. O resultado confirma que Michelle segue como ativo eleitoral relevante, mas, neste momento, Flávio apresenta desempenho mais forte no confronto direto com o petista.
A rejeição continua sendo um dos principais obstáculos para os dois polos da disputa. Lula é rejeitado por 49% dos entrevistados. Flávio Bolsonaro aparece com 40%. Michelle Bolsonaro tem 18% de rejeição, e Haddad, 16%.
O levantamento mostra uma eleição ainda marcada pela polarização, mas com uma diferença importante: a direita já aparece com um nome capaz de enfrentar Lula em condição de igualdade.
Lula preserva força entre seus segmentos tradicionais, especialmente eleitores de menor renda e no Nordeste. Flávio, por outro lado, concentra melhor desempenho entre homens, evangélicos, eleitores de renda mais alta e regiões onde o voto conservador avançou nos últimos ciclos eleitorais.
Essa divisão indica que a disputa de 2026 não será apenas entre dois candidatos. Será uma disputa entre dois blocos sociais já consolidados.
Para Lula, o desafio será reduzir a rejeição e impedir que Flávio herde de forma orgânica o voto bolsonarista. Para Flávio, o desafio será ampliar sua votação entre mulheres, eleitores de centro e segmentos que ainda não se identificam integralmente com a direita.
A pesquisa Gerp não antecipa o resultado da eleição. Mas mostra que, a menos de quatro meses do primeiro turno, o cenário nacional está longe de estar resolvido.
E, neste momento, o dado político mais relevante é claro: Flávio Bolsonaro entrou no jogo presidencial empatado com Lula.




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