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Prefeitura anuncia ação contra Governo Federal após morte de jovem em rope jump

3 de out.
2 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 14/06/2026

Administração de Limeira acusa governo federal de omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto e cobra responsabilidades após tragédia que chocou o país


LIMEIRA, 14 de junho de 2026 — A Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, anunciou que irá ingressar na Justiça contra o governo federal após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na chamada Ponte do Esqueleto, estrutura abandonada localizada entre Limeira e Cordeirópolis.

A jovem morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa à corda de segurança. O acidente, registrado em vídeo e amplamente divulgado nas redes sociais, levou à prisão de pessoas ligadas à organização da atividade, que agora são investigadas pelas autoridades.

Em nota oficial, a prefeitura afirmou que vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área desde o início de 2025 e classificou como “insustentável e inaceitável” a continuidade da omissão em relação à segurança do local. Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso da ponte pertence à União.

O prefeito Murilo Félix afirmou que tanto a prefeitura quanto a Câmara Municipal já haviam encaminhado pedidos formais para que medidas de proteção fossem adotadas. Segundo ele, nenhuma ação concreta teria sido implementada, apesar dos riscos conhecidos há anos.

A Ponte do Esqueleto é uma antiga estrutura ferroviária desativada há décadas e que atualmente integra o patrimônio da União. O local se tornou ponto frequente para esportes radicais, apesar do histórico de acidentes. Em 2024, um ciclista morreu após uma queda na mesma ponte, o que já havia gerado alertas sobre a necessidade de restrição de acesso e reforço da segurança.

Enquanto a prefeitura prepara a ação judicial contra o governo federal, a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e a eventual responsabilidade dos organizadores do evento. A administração municipal afirmou que colaborará com as investigações e manifestou solidariedade à família da jovem.

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