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RESUMO DE NOTÍCIAS – 01/07/2025

4 de out.
5 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 01/07/2025

O Estado inchado pelo PT, mais condenações absurdas e o poder paralelo de Bolsonaro

A máquina estatal do PT

O governo Lula continua inchando a máquina estatal. Não é à toa que em qualquer pesquisa sobre emprego a administração pública apareça entre as áreas que estão gerando mais vagas.

O edital da 2ª edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) foi publicado ontem em edição extra do Diário Oficial da União.

A seleção deste ano reúne 3.652 vagas para cargos em várias áreas de níveis médio, técnico e superior. Os salários iniciais variam entre R$ 4 mil e R$ 17 mil.

As inscrições começam amanhã.

E ainda tem as cotas…

Nesta edição do CNU, o governo anunciou medidas para ampliar a diversidade entre os aprovados. Com isso, a distribuição de cotas ficou da seguinte forma: 25% para pessoas negras; 3% para pessoas indígenas; 2% para pessoas quilombolas; 5% para pessoas com deficiência.

Viva as mulheres!

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ainda anunciou que as mulheres terão, no mínimo, 50% das vagas garantidas na segunda fase do Concurso Nacional Unificado, conhecido como o “Enem dos Concursos”. Segundo a ministra, essa equiparação entre homens e mulheres será aplicada exclusivamente na transição da primeira para a segunda fase — ou seja, da prova objetiva para a discursiva. A medida, portanto, não garante reserva de vagas para mulheres no resultado final do concurso.

O governo apresentou um exemplo para ilustrar como será feita a seleção para a segunda fase, conforme a nova regra. Para isso, foi considerado um cargo hipotético com 20 vagas. Nesse cenário, serão convocados para a prova discursiva candidatos em número equivalente a nove vezes o total de vagas, totalizando, no exemplo, 180 pessoas. Segundo as regras, dessas 180 pessoas, 117 seriam da ampla concorrência (65%) e as demais 63 seriam candidatos cotistas (35%). Caso as 117 pessoas da ampla concorrência sejam 65 homens e 52 mulheres, serão convocadas mais 13 mulheres, igualando o número de homens e mulheres em 65 cada. Isso significa que todos os homens classificados serão convocados para a prova discursiva. Ou seja, não haverá exclusão de candidatos, mas sim a inclusão de mais mulheres para assegurar a equiparação.

Com Bolsonaro, menos Estado

O governo Bolsonaro foi o terceiro da história a cortar mais servidores federais. Do início do mandato dele, em 2019, até 2022, houve uma redução do quadro de 7,5%. O número de funcionários públicos passou de 631 mil para 583 mil, corte de 47.051 vagas.

O presidente que mais reduziu o número de servidores federais foi Fernando Collor, seguido por Fernando Henrique Cardoso em seu primeiro mandato.

Além dos cortes de vagas, o governo Bolsonaro promoveu o maior processo da história de digitalização dos serviços públicos…

Mais condenações absurdas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou a 17 anos de prisão o homem acusado de furtar uma bola assinada pelo jogador de futebol Neymar Jr. durante a invasão ao edifício do Congresso Nacional, em 8 de janeiro de 2023.

Nelson Ribeiro Fonseca Júnior foi condenado pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, furto qualificado, associação criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado.

Há poucos dias, o ministro Alexandre de Moraes votou para condenar também a 17 anos de prisão o mecânico Fábio Alexandre de Oliveira por participação nos atos do 8 de Janeiro. Ele foi filmado, do lado de fora do Supremo, sentado em uma cadeira de ministro da Corte e insultando Moraes. Para o ministro, o mecânico cometeu os crimes de: abolição violenta do estado democrático de direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração de patrimônio tombado; e associação criminosa armada.

O caso é analisado pelo plenário virtual da Primeira Turma da Corte. Alexandre de Moraes é o relator da ação penal contra o mecânico. O julgamento vai até 5 de agosto.

“É verdade essa cartinha”

O governo Lula enviará uma carta em resposta às críticas da revista britânica Economist, que afirmou no último domingo que o chefe do Executivo “perdeu a influência no exterior” e está “cada vez mais impopular no Brasil”. A correspondência será enviada à embaixada brasileira em Londres.

No conteúdo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defende o posicionamento do Brasil sobre a condenação dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, enquanto a revista afirma que o entendimento isola o governo Lula de outras democracias ocidentais.

Mauro Vieira poderia seguir o exemplo do menino de 5 anos que escreveu um bilhete para a mãe, em 2018, fingindo ser a professora dele, para não ir à escola. Em vez de “é verdade esse ‘bilete’”, ministro, escreva no fim do seu texto: “É verdade essa cartinha”…

PT apela ao Supremo de novo

Apesar da resistência de uma ala do governo e do PT, Lula decidiu brigar na Justiça pela reativação do decreto com elevações no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que foi derrubado na semana passada pelo Congresso Nacional.

A Advocacia-Geral da União vai protocolar uma ação no STF hoje. A ideia é questionar a constitucionalidade da decisão do Congresso, com base na análise técnica e jurídica.

Empresários e políticos que estiveram ontem na casa de João Doria em jantar em homenagem ao presidente da Câmara relataram que Hugo Motta disse que a judicialização do IOF “pode ser caminho ruim adotado pelo governo federal para criar um confronto entre poderes, no caso Legislativo e Supremo Tribunal Federal”.

Nas palavras de um empresário, “ele fez uma crítica educada e pontual ao governo, mas afirmou, sim, que recorrer ao STF para derrubar a decisão do Congresso vai afastar ainda mais Executivo e Legislativo”.

Mais um editorial esquizofrênico

O jornal O Globo publicou hoje o editorial “Lula é quem mais tem a perder com o ‘nós contra eles’”. O subtítulo é: “PT erra ao tentar manter aumento de impostos e ao dizer que só os mais ricos pagarão a conta”. O texto cita a fala do presidente da Câmara, Hugo Motta: “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”. Aí, no fim do editorial, o O Globo volta ser O Globo: “A política do ‘nós contra eles já foi tentada pelo petismo no passado e deu no que deu. Aqueles que o PT considerava seus rivais se agruparam, se tornaram politicamente mais fortes e constituíram uma nova oposição, de onde surgiu um governo extremista que ameaçou a democracia”.

É por essas e outras que o jornaleco não serve mais nem para embalar peixe…

A conversinha da Míriam Leitão

Também no O Globo, Miriam Leitão, segue em seus delírios. Na capa do jornal de hoje, a chamada para o seu artigo é: “Não há na economia nada que justifique clima apocalíptico”. Já o título da coluna é: “A natureza da crise não é econômica”. Míriam resolve ignorar que o governo já não tem dinheiro para fechar suas contas, que o déficit fiscal e a dívida do governo geral são grandes, que a inflação está acima do teto da meta… Dados divulgados ontem pelo Banco Central, por exemplo, apontam que a dívida pública bruta do Brasil chegou a 76,1% do PIB em maio, aumento de 0,2 ponto percentual em relação a abril. E, de novo, Míriam aponta o Congresso como culpado pelos problemas: “A crise é política e tem sido exacerbada pelo Congresso”.

Concurso de canalhices

A Folha de São Paulo publicou hoje a reportagem “Bolsonaro propõe criar ‘poder paralelo’ no Congresso mesmo se a direita chegar ao Planalto”. Essa idiotice surgiu da fala de Bolsonaro na Paulista no domingo. Ele disse que para mudar o país necessita de 50% do Senado e da Câmara e que nem precisa ser presidente. Aí vem a Folha com o seguinte: “O ex-presidente Jair Bolsonaro quer ter a maioria do Congresso Nacional em 2027 como forma de criar uma espécie de poder paralelo para fazer frente ao STF. O cálculo leva em conta até mesmo o cenário em que um sucessor no bolsonarismo venceria a disputa pelo Palácio do Planalto”. Seria o primeiro “poder paralelo” legalmente constituído da história mundial…

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