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RESUMO DE NOTÍCIAS – 01/09/2025

Oct 4
5 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 01/09/2025

A falcatrua do STF, Tarcísio promete indulto a Bolsonaro e ex-ministro de Lula e Dilma é liberado pelo Supremo

O ato final da falcatrua no STF

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que começa amanhã, está mudando a rotina na área central de Brasília. O Palácio do Planalto amanheceu hoje cercado por grades. A Secretaria de Segurança do Distrito Federal montou um esquema especial de segurança, que reúne forças locais e nacionais.

O monitoramento tem equipamentos de última geração, incluindo drones com capacidade de imagem térmica, que permitem varreduras diurnas e noturnas. Na Praça dos Três Poderes, o policiamento está ampliado, com atenção às vias de acesso (S1 e S2).

O Supremo Tribunal Federal vai “analisar” a denúncia contra Bolsonaro e outros sete réus, entre os dias 2 e 12 de setembro. Haverá sessões a partir de amanhã, seguindo o seguinte cronograma: 2/9 (terça) – das 9h às 12h / das 14h às 19h; 3/9 (quarta) – das 9h às 12h; 9/9 (terça) – das 9h às 12h / das 14h às 19h; 10/9 (quarta) – das 9h às 12h; 12/9 (sexta) – das 9h às 12h / das 14h às 19h.

Se condenado, Bolsonaro vai imediatamente para a prisão?

Há muitas especulações sobre os diferentes cenários que podem surgir a partir da decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Em uma eventual decisão pela condenação de Jair Bolsonaro, a dúvida é se ele já partiria para o regime fechado, em uma cela na Papuda ou na Superintendência da Polícia Federal, ou qual prazo seria necessário para isso ocorrer.

Pela jurisprudência do STF, em caso de condenação com prisão em regime fechado, o réu só pode ser preso após esgotados os primeiros embargos, que são recursos dentro do processo, ou seja, não há precedentes para que Bolsonaro seja condenado e preso em regime fechado no mesmo dia.

Só que, como Bolsonaro já está em prisão domiciliar, a Corte pode inventar que há risco de fuga e ordenar a ida para o regime fechado num presídio. Alexandre de Moraes tem dito que quer que Bolsonaro cumpra a pena na Papuda. Mais do que isso, ele tem o desejo de criar no presídio uma “ala golpista”…

Os crimes impossíveis

Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio tombado.

Os outros réus do chamado “núcleo crucial” são: o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do GSI general Augusto Heleno; o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa Civil general Walter Braga Netto.

A Primeira Turma será a responsável por “analisar” a ação penal e decidir se condena ou absolve os réus. O colegiado é composto por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino.

Maioria dos “réus” não estará no STF

A maioria dos réus por “tentativa de golpe de Estado” deverá acompanhar pela televisão o julgamento na Primeira Turma do STF. Até agora, o único que confirmou a intenção de ir pessoalmente à Corte foi o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa.

O general Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024 na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, acompanhará o julgamento por videoconferência. E outros quatro réus confirmaram que não comparecerão, orientados por suas defesas. O general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, assistirão ao julgamento de casa.

Ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) ainda não anunciou como acompanhará as sessões.

Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, ainda é dúvida. A recomendação da defesa também é para que ele não compareça ao STF, por causa da saúde debilitada e do longo período do julgamento.

Tarcísio de Freitas promete indulto a Bolsonaro

Às vésperas do julgamento de Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, subiu o tom nas críticas ao Judiciário. Apontado como possível candidato ao Planalto em 2026, ele afirmou que, caso assumisse o cargo, um eventual perdão ao ex-presidente seria seu “primeiro ato”.

Em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC, Tarcísio classificou as investigações contra Bolsonaro como algo “desarrazoado”. Ele acrescentou ainda que não vê elementos para uma condenação e que não “confia na Justiça”.

Perguntado sobre a possibilidade de conceder um indulto a Bolsonaro, Tarcísio respondeu o seguinte: “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado. Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas, infelizmente, hoje não posso falar que confio na Justiça, por tudo que temos visto”.

Mais um petista é liberado pelo STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal confirmou, na última sexta-feira, a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou todas as provas da Operação Lava Jato contra o petista Paulo Bernardo, ex-ministro de Dilma Rousseff e Lula. No julgamento, realizado no plenário virtual da Corte, os ministros Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques seguiram o voto do relator, enquanto Edson Fachin e André Mendonça divergiram de Toffoli.

Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento durante os primeiros dois mandatos do governo Lula, entre 2005 e 2010, e ministro das Comunicações no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014. Ele foi um dos alvos da operação Lava Jato em razão de uma investigação sobre a gestão do crédito consignado de servidores federais. Dias Toffoli tinha anulado todos os atos da operação contra Paulo Bernardo no início de junho.

A AGU que não defende os interesses da União

Por meio da Advocacia-Geral da União, o governo Lula vai pagar R$ 200 mil a um escritório de advocacia italiano para atuar nas primeiras fases do processo contra Carla Zambelli. Condenada no Brasil a 15 anos de prisão e à perda do mandato, a deputada foi presa na Itália em julho.

O valor do contrato firmado pela AGU com o escritório Gentiloni Silveri se refere à fase atual do processo, chamada fase cautelar, quando é analisada a manutenção da prisão da parlamentar brasileira.

Ainda não existe cálculo sobre o custo da contratação para a ação principal contra Zambelli. Para essa etapa, a negociação com o escritório segue em andamento.

A previsão é que o processo se estenda por um longo período, até a possível extradição da deputada, o que interfere no valor final da contratação.

Bispo pede proteção contra o comunismo

O bispo Dom Adair José Guimarães, da Diocese de Formosa, em Goiás, pediu durante oração no sábado que Nossa Senhora Aparecida livre o país do comunismo. Foi durante o evento religioso “Desperta, Brasil”, no estádio Mané Garrincha, em Brasília: “Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, venha sobre vós a bênção que nos impede de ter fome, guerra, doença e o comunismo”. O bispo foi muito aplaudido.

Essa não foi a primeira vez que o bispo se manifestou sobre política. Em 2024, Dom Adair saiu em defesa dos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticou a ditadura no Brasil.

Trump quer melhorar sistema eleitoral americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai assinar um decreto para tornar obrigatório o uso de documento de identificação por todos os eleitores: “O documento de identidade do eleitor deve fazer parte de cada voto. Sem exceções”.

E a Folha de São Paulo deu essa notícia, com a seguinte manchete: “Em nova investida contra sistema eleitoral, Trump diz que exigirá identificação de eleitor para voto”…

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