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RESUMO DE NOTÍCIAS – 02/05/2025

Oct 4
6 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 02/05/2025

Os que permitiram a roubalheira no INSS, Sóstenes peita Dino e o vazio do Primeiro de Maio

Ninguém fez nada

O ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz adiou pela sexta vez o julgamento de recursos apresentados pelas defesas das entidades que realizaram descontos indevidos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

E o ministro acusou o Metrópoles de publicar “fake news”. O portal revelou que Cedraz retardou o julgamento das defesas por quase um ano. Isso acabou beneficiando as associações, porque o andamento do processo no Tribunal de Contas poderia levar ao fim de todos os descontos indevidos, o que só aconteceu na última terça-feira, e por decisão da Controladoria-Geral da União (CGU), depois da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

Bem ao “estilo Alexandre de Moraes”, o ministro do TCU declarou o seguinte: “Entendo que não é mais possível a gente continuar aceitando as fake news em nenhum tipo de veículo. Isso agride uma instituição respeitada como o TCU. Pessoas que contribuíram para isso mereciam uma atenção especial no bojo de inúmeros processos que existem no Brasil sobre as fake news”.

Durante a discussão do processo, Aroldo Cedraz ressaltou que o TCU tomou uma série de medidas cautelares, em junho de 2024, para combater a fraude do INSS. Na ocasião, de fato, o tribunal determinou a suspensão de novos descontos nas aposentadorias. Só que foram mantidos os descontos indevidos que já estavam sendo realizados e somavam R$ 3 bilhões ao ano.

E o Lupi?

Pesquisa Atlas/Intel divulgada nessa quinta-feira mostra que 85,3% dos brasileiros defendem que Lula demita o ministro da Previdência, Carlos Lupi, por causa do escândalo no INSS. O ideal seria se Lula pudesse, ele próprio, se demitir…

Enfim, uma reação

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), enviou um ofício ao ministro do STF Flávio Dino em resposta à intimação em que o magistrado pede explicações em até 48 horas ao congressista sobre as declarações que fez sobre o acordo de distribuição de emendas de comissões. Sóstenes declarou no ofício a Dino que não prestará esclarecimentos e citou a Constituição Federal: “Na qualidade de deputado federal e líder do PL, amparado no disposto no artigo 53 da Constituição Federal, consigno que fico eximido de apresentar quaisquer explicações sobre o conteúdo da referida entrevista, concedida exclusivamente no âmbito do exercício do mandato”.

O artigo 53 da Constituição Federal estabelece a inviolabilidade de deputados e senadores, civil e penalmente, por suas opiniões, palavras e votos. O congressista também citou o parágrafo 6º do artigo 53, que dispensa deputados e senadores de testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas por causa do mandato.

O líder do PL na Câmara disse ao jornal O Globo que poderia romper um pacto com o presidente da Casa, Hugo Motta, como parte da estratégia para pressioná-lo a pautar o projeto que dá anistia para os envolvidos no 8 de Janeiro. Sóstenes disse que tem um acordo com Motta que estabelece que 30% do valor total das emendas de comissão fiquem com o partido que a comanda e os outros 70% sejam distribuídos pelo presidente da Câmara às outras siglas. Ele afirmou o seguinte: “Se for preciso uma medida extrema, vamos desrespeitar esse acordo e passar a gerenciar 100% do valor das emendas das comissões que presidimos, dividindo o montante entre os deputados que votaram pela urgência da anistia”.

Segundo Dino, se as declarações forem verdadeiras, poderiam indicar que as emendas de comissão estariam novamente desrespeitando a lei aprovada pelo Congresso que estabelece regras para a destinação de emendas de congressistas e o plano do Legislativo homologado pelo Supremo, que se compromete a identificar os deputados e senadores que indicarem e apoiarem os recursos. O ministro disse que fez o pedido para evitar que o acordo citado por Sóstenes configure uma modalidade de “orçamento secreto”. Balela, a ideia é impedir que o PL da Anistia avance.

Cadê o povo?

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, compareceu ao ato do Dia do Trabalhador organizado por centrais sindicais em São Paulo nessa quinta-feira. E ele atribuiu o esvaziamento do evento a um movimento de “retomada” por parte das organizações: “Eu acho que as centrais estão em um processo de retomada. Hoje não foi um público que eles estavam acostumados a fazer no passado. Evidentemente que eu acredito que a capacidade estrutural de mobilização também não foi a mesma que eles tiveram no passado, tudo isso faz parte de um processo. Tenho certeza de que, no ano que vem, pode ter mais público do que neste ano, e, em 2027, pode ter mais do que em 2026, e assim sucessivamente”.

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) encontrou outra explicação para a falta de público nos eventos organizados por comunistas e socialistas no Dia do Trabalhador. Em entrevista à CNN, ela disse que o problema foi a proximidade do show da cantora Lady Gaga, marcado para sábado, no Rio de Janeiro: “Estamos nas ruas neste 1º de maio evocando o conjunto dos trabalhadores. Infelizmente, a cidade de São Paulo está um pouco desfalcada por conta do show da Lady Gaga, mas, mesmo assim, o povo veio, e seguiremos nas ruas até que a proposta seja aprovada na Câmara dos Deputados”.

As manifestações reuniram sindicatos e grupos de trabalhadores em defesa de pautas como o fim da jornada de trabalho 6 por 1 (6 dias de trabalho para 1 de descanso). Erika Hilton é autora do projeto que propõe a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas.

Pega o ladrão

A repórter Jéssica Stuque, da CNN, que fez a entrevista com Erika Hilton na Avenida Paulista teve sua mochila furtada durante sua entrada ao vivo. Ela ficou sem a carteira, com documentos, cartões de crédito e dinheiro, kit de maquiagem, cadernos de anotação…

Eduardo Suplicy já passou por situação assim duas vezes. Em 2013, na Virada Cultural em São Paulo, ele teve a carteira e o celular roubados… Suplicy e a cantora Daniela Mercury, que se apresentava, fizeram do palco um apelo para que devolvessem os pertences… Não deu certo.

Em 2016, em manifestação, também em São Paulo, contra o então presidente Michel Temer, Eduardo Suplicy teve a carteira furtada… Ele pediu nas redes sociais que a devolvessem, mas ficou por isso mesmo…

E, nas manifestações promovidas por Jair Bolsonaro, quem teve pertences furtados?

Lula, cervejinha e guerra

Mesmo que esteja fora dos últimos círculos de negociações sobre a guerra da Ucrânia, Lula será uma espécie de “mensageiro da paz” durante sua viagem para a Rússia, agora em maio. Foi o que declarou o assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim.

Amorim disse que o governo brasileiro vê como “positivas” as recentes iniciativas de paz sobre a Ucrânia. Por isso, ele voltou a defender a proposta conjunta apresentada por Brasil e China, além do grupo “Amigos da Paz”, lançada no último ano por “países interessados em uma solução pacífica para o conflito”.

O tal grupo “Amigos da Paz” reúne nações do “Sul Global”: África do Sul, Argélia, Bolívia, Brasil, Cazaquistão, China, Colômbia, Egito, Indonésia, México, Quênia, Turquia e Zâmbia.

Apesar da esperança de Celso Amorim de que as discussões de paz possam voltar a envolver o Brasil, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já criticou o plano lançado por Lula e Xi Jinping.

Durante entrevista, em setembro de 2024, o líder ucraniano classificou o plano como “destrutivo”. Na época, Zelensky voltou a alfinetar Lula e disse que o presidente brasileiro mantinha posturas “pró-Rússia”.

O Conclave

Hoje de manhã, bombeiros foram vistos instalando a chaminé da Capela Sistina, no Vaticano, que anunciará o novo papa. Esse procedimento marca o início dos preparativos para a escolha do sucessor do papa Francisco, que morreu em 21 de abril.

O conclave, reunião dos cardeais da Igreja Católica para eleger o novo pontífice, está marcado para começar na quarta-feira, 7 de maio. Desde a segunda passada, a Capela Sistina está fechada para visitação para dar início às preparações.

A chaminé é um dos principais símbolos do processo: dela sairá a fumaça que informa ao mundo o andamento da votação. Fumaça preta indica que não houve consenso entre os 135 cardeais votantes. Já a fumaça branca confirma que o novo papa foi escolhido.

A fumaça é gerada pela queima das cédulas de votação. Cada cardeal escreve o nome do candidato. Para a eleição ser válida, é necessário o apoio de pelo menos dois terços dos cardeais presentes.

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