RESUMO DE NOTÍCIAS – 03/06/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 03/06/2025
O Brasil do PT quebrou o Brasil, ministro da Previdência sorri com criminosos do INSS e Polícia Civil investiga vínculo do Comando Vermelho com a Al-Qaeda
Descalabro no Brasil do PT
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias e a resistência do Congresso em autorizar aumento de carga tributária, depois da tentativa do governo de garfar mais dinheiro por meio do IOF, deixaram muito claro que o Brasil vive um descalabro econômico. O governo gastador não tem como fechar suas contas. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já admitiu que a situação é muito delicada. E o quadro foi confirmado pelo presidente da Associação Nacional das Corretoras de Valores (Ancord), Rafael Furlanetti. Ele espera que a polêmica gerada pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras seja “um indutor no debate público sobre a necessidade de um Estado mais eficiente e que atenda à população”.
A questão é que Lula não quer cortar despesas, não quer o equilíbrio fiscal. Por exemplo, ontem, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos autorizou a realização de concursos públicos para preenchimento de 2 mil vagas em diversos ministérios, agências reguladoras, institutos e Forças Armadas. E o Lula sancionou o reajuste do salário de funcionários federais. O aumento foi proposto pelo governo em abril. O projeto foi enviado em regime de urgência constitucional ao Congresso, que teve 45 dias para analisar o texto, que foi aprovado e publicado ontem no Diário Oficial da União. O reajuste vai representar um gasto de quase R$ 74 bilhões até 2027.
O terceiro mandato do Lula encerrou cinco anos seguidos de redução no número de servidores federais. Houve aumento tanto em 2023 quanto em 2024, quando havia 574.930 funcionários públicos na ativa, o maior contingente desde 2021. Não é à toa que a administração pública está entre os setores que mais têm gerado empregos no país… A maior queda no quadro de servidores federais foi registrada no governo Bolsonaro, que também promoveu a maior digitalização dos serviços públicos da história.
Como as contas do governo não fecham e o Congresso não vai aceitar o aumento do IOF, Lula chamou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para uma reunião ontem. A ideia agora é tirar R$ 35 bilhões do setor de óleo e gás, que anteciparia ao governo pagamentos do pré-sal e pagaria mais caro por concessões para exploração de petróleo. E Haddad falou que a corrida do governo atrás de mais dinheiro envolve ainda pelo menos uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei “relativamente amplo”, além de uma possível medida provisória “para ajustar temas que precisam entrar em vigor imediatamente”.
Ministro encalacrado
O atual ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), se reuniu com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, no Ministério no início do governo Lula, em janeiro de 2023. O encontro teve ainda a participação de três dirigentes do INSS suspeitos de terem recebido propina para favorecer entidades envolvidas nas fraudes dos descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.
Na época, Wolney era deputado federal, mas já tinha sido indicado para ser secretário-executivo do Ministério, cargo que assumiu um mês depois da reunião. Ele foi o número 2 de Carlos Lupi na pasta até maio deste ano, quando o ex-ministro deixou o governo, depois da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, sobre os desvios bilionários.
Além do Careca do INSS, estavam na reunião realizada no dia 12 de janeiro os então diretores do INSS André Fidélis (Benefícios) e Alexandre Guimarães (Governança), e o procurador-geral do órgão, Virgílio Oliveira Filho, afastado do cargo em abril por decisão judicial. O encontro não apareceu na agenda oficial de nenhum deles, mas foi registrado em foto. Como Wolney ainda era deputado na ocasião, não havia exigência de divulgar a agenda.
O Careca do INSS, que aparece sorridente na foto da reunião com Wolney, é apontado pela PF como o principal operador do esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Segundo a investigação, o lobista recebia dinheiro das entidades envolvidas nas fraudes contra aposentados e pagava propina a dirigentes do INSS.
Comunistas patriotas?
O jornalista Octávio Guedes disse na Globo News que “a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos dá uma oportunidade para a esquerda brasileira disputar a palavra ‘pátria’”. No comentário, ele cita que, depois da Segunda Guerra Mundial, uma fala de Luís Carlos Prestes “imprimiu na opinião pública a ideia de que comunistas eram traidores da pátria, e agora o filho 03 de Jair Bolsonaro deixa a dúvida sobre quem está sob as ordens de uma potência estrangeira”…
Guedes segue com suas distorções e hipocrisia… Ele diz que “diretamente dos Estados Unidos, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro dá o pretexto ideal para a esquerda brasileira, finalmente, disputar a palavra ‘pátria’ com a direita nacional, uma briga que tem quase 80 anos”. E o comentarista começa a historinha: “Depois da Segunda Guerra, o deputado Luís Carlos Prestes, do Partido Comunista, foi questionado numa entrevista sobre quem ele apoiaria caso o Brasil entrasse em guerra contra a União Soviética. Ele respondeu que lutaria contra um governo brasileiro capturado pelo imperialismo americano. Ou seja, ficou entendido que os comunistas lutariam pela União Soviética e não pelo Brasil. Daí por diante, as expressões ‘trair a pátria’, ‘nossa bandeira jamais será vermelha’ e similares viraram uma associação à esquerda – por terem orientação e linha de raciocínio internacionalista traçadas por Moscou. Antes disso, o episódio da Intentona Comunista, em 1935, quando militares comunistas mataram companheiros de farda, reforçou a ideia de traição à pátria associada aos ‘vermelhos’”.
Octávio Guedes, depois de distorcer completamente o trabalho que Eduardo Bolsonaro tem feito nos Estados Unidos, conclui: “A atuação de Eduardo, a instigar o governo dos Estados Unidos contra ministros do STF no Brasil, coloca a esquerda em posição para disputar patriotismo. Quem, afinal, está sob as ordens de uma potência estrangeira contra o seu próprio país? Ou, relembrando o fator Prestes: ‘Se houvesse uma guerra entre os Estados Unidos, do Trump, e o Brasil, do Lula, de que lado os Bolsonaros ficariam?’”.
Saiu no Poder360
O portal Poder360 deu a real sobre a situação do jornalista Allan dos Santos, em reportagem sobre as sanções que devem ser impostas a Alexandre de Moraes. A matéria diz o seguinte: “No caso de Allan dos Santos, um jornalista que atua de forma crítica em relação ao governo do PT, Moraes emitiu um mandado de prisão por meio da Interpol, a polícia internacional. Só que o governo dos Estados Unidos nunca aquiesceu a respeito desse mandado, pois no pedido do STF não está claro qual o crime que Santos teria cometido, exceto fazer críticas à esquerda brasileira – o que é considerado liberdade de expressão na lei norte-americana e não permite a extradição de uma pessoa”.
A China no Brasil
A USP (Universidade de São Paulo) inaugurou o Centro USP-China, grupo vinculado diretamente à reitoria que centraliza as iniciativas de colaboração entre a universidade brasileira e instituições chinesas. O centro estabeleceu 4 eixos temáticos para suas atividades: ciências agrárias; geociências e meio ambiente; ciências da saúde; e línguas, cinema, design e arquitetura. Temas como sustentabilidade, big data e inteligência artificial serão incorporados em todos os eixos.
A criação do centro resulta da primeira visita oficial de um reitor da USP à China, em novembro de 2023. A viagem representou um marco nas relações acadêmicas entre os dois países. O evento reuniu dirigentes universitários, pesquisadores, representantes diplomáticos, estudantes de graduação e pós-graduação, além de representantes do governo brasileiro, empresários e membros de outras universidades.
CV é terror
Nas primeiras horas da manhã de hoje, a Polícia Civil do Rio de Janeiro começou uma operação para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no estado e também em São Paulo. Entre os envolvidos nas investigações, estão o cantor MC Poze do Rodo; a mulher dele, Vivi Noronha; e um terrorista da Al-Qaeda identificado como Mohamed Farah de Almeida.
O objetivo da operação policial é desarticular um esquema de lavagem de dinheiro controlado pelo Comando Vermelho (CV). Durante as investigações conduzidas pelas delegacias de Roubos e Furtos (DRF) e de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Polícia Civil descobriu que Mohamed seria um dos suspeitos que atuam em um esquema de empresas, eventos e restaurantes de fachada.
Além de ter um histórico relevante no sistema financeiro informal ligado ao CV, ele é procurado pela polícia federal dos Estados Unidos, o FBI, por supostamente ser operador de valores para a Al-Qaeda, segundo dados obtidos por meio de cooperação internacional.
A megaoperação tem como objetivo desarticular um esquema usado pelo Comando Vermelho para lavar fortunas provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas. A facção teria usado empresas em nome de Vivi Noronha, mulher do MC Poze do Rodo, para lavar R$ 250 milhões do CV.
Além das buscas na casa do cantor, a Justiça autorizou o bloqueio e a indisponibilidade de bens e valores de mais de 35 contas bancárias. O esquema usava pessoas físicas e jurídicas para dissimular a origem ilícita dos valores, supostamente investidos em fuzis, cocaína e na consolidação territorial da facção.
O dinheiro que entrava no caixa das empresas de Vivi Noronha teria sido depositado nas contas por criminosos do CV, que, posteriormente, recebiam os valores “limpos”. Nos últimos dias, Vivi Noronha usou as mídias sociais para acusar policiais civis de furto, supostamente ocorrido durante as buscas no âmbito da operação que levou o MC à prisão.
Para a Polícia Civil, a “narcocultura” tem fortalecido a influência do tráfico no país e ajudado a inspirar na juventude uma imagem glamourizada da vida criminosa: “O que se vende como liberdade de expressão ou arte da ‘periferia’ é, muitas vezes, narcocultura financiada pelo Comando Vermelho, usada para recrutar, dominar e iludir”.
O deputado estadual do Rio de Janeiro Márcio Gualberto, policial civil por 20 anos, fez duras críticas à soltura do MC Poze do Rodo. Em suas redes sociais ele questionou o juiz que mandou soltar o rapper e transcreveu um trecho da decisão que permitiu a soltura do “cantor”, que assumiu ter ligação com o Comando Vermelho: “Verifica-se que a prisão temporária não é exatamente a solução almejada pela população, pois todos nós imaginamos como funciona a máquina criminosa do Comando Vermelho. É preciso prender os chefes, aqueles que pegam em armas e negociam drogas. O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade. Registre-se, na oportunidade, que aqueles que levam fortuna do INSS contra idosos ficam tranquilos por nada acontecer e, ao mesmo tempo, prende-se um jovem que trabalha cantando e ganhando seu pão de cada dia, podendo responder à investigação e ao processo criminal em liberdade. Tais extremos não combinam. Outros cantores se encontram em semelhante atuação artística e, no entanto, não foram, pelo que se sabe, objeto de investigação.”
Terrorismo nos EUA
O egípcio Mohamed Sabry Soliman, de 45 anos, planejou o ataque contra judeus que deixou 12 feridos na cidade de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos, durante um ano. Ele é um imigrante ilegal que entrou nos Estados Unidos com visto de turista em 2022. A informação foi divulgada pelo FBI.
Soliman jogou coquetéis molotov contra pessoas que participavam de um ato pela libertação de reféns israelenses na Faixa de Gaza, no domingo. Os feridos foram socorridos e levados a hospitais. Dois deles permanecem em estado crítico. As identidades das vítimas não foram divulgadas.
O evento que foi alvo de Soliman era uma caminhada do movimento Run For Their Lives (Corra Pela Vida Deles, em tradução livre). O grupo, que se define como uma organização apolítica, realiza marchas semanais em todo o mundo para protestar contra os “reféns ainda detidos pelo Hamas” na Faixa de Gaza.
Durante o ataque, Soliman gritava “Palestina livre”, além de frases de cunho antissemita, como “acabem com os sionistas” e “eles são assassinos”. Ele carregava um recipiente plástico preto em que levava 14 coquetéis molotov. Nas proximidades do ataque, num Toyota Prius prata 2015 registrado no nome do imigrante egípcio foi encontrado um galão de gasolina e resquícios dos mesmos materiais usados nas bombas incendiárias.




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