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RESUMO DE NOTÍCIAS – 03/10/2025

Oct 4
3 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 03/10/2025

Moraes aposta em mais perseguição, Gilmar Mendes finge demência e professor universitário é agredido por alunos comunistas

Moraes quer dados cadastrais de perfis em redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de uma investigação de ameaças contra Flávio Dino. O pedido inicial foi feito por Dino à Polícia Federal. O ministro relatou ter passado a receber ameaças à sua vida depois do voto dado pela condenação dos réus do núcleo central da “trama golpista”.

A PF relatou o seguinte sobre o pedido de Dino: “Nesse sentido, afirma que, logo após proferir o seu voto no âmbito da ação penal nº 2668, passou a ser destinatário de graves ameaças contra a sua vida e integridade física veiculadas pela internet. Aduziu que, entre os traços que chamam atenção, há constante alusão a eventos ocorridos no Nepal, o que parece sugerir uma ação concertada com caráter de incitação”.

O órgão acionou Moraes na última terça, e o ministro deu a decisão no dia seguinte. O relator relacionou a apuração ao inquérito das milícias digitais. Na decisão, Moraes também determina a investigação de ameaças contra o delegado da Polícia Federal que conduziu as investigações do caso da “tentativa de golpe no Brasil”, Fábio Shor.

O relator deu ainda 40 horas para as empresas Meta, TikTok, X (ex-Twitter) e YouTube fornecerem os dados cadastrais dos perfis citados. O ofício inclui capturas de tela de diversos comentários feitos em perfis nas redes sociais e mais de 50 publicações.

O inquérito das milícias digitais foi aberto pelo Supremo em julho de 2021, no mesmo dia em que Moraes encerrou o inquérito dos atos antidemocráticos. A investigação tem como foco o surgimento de uma “organização criminosa de atuação digital e com núcleos separados para produção, publicação, financiamento e uso político de desinformação para atentar contra a democracia”.

Gilmar Mendes finge demência ao falar da Magnitsky

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que os bancos têm entendido que a Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, não é extensiva ao Brasil. “Até aqui, os bancos têm interpretado que as sanções não são extensíveis ou aplicáveis. É esse o entendimento”, afirmou Gilmar, que conversou com jornalistas ontem depois de um evento em Lisboa.

O ministro citou ainda a decisão do ministro Flávio Dino, de agosto, que declarou que leis estrangeiras não têm efeito automático e devem passar pela Justiça brasileira antes de atingir bens ou empresas localizadas em território nacional…

Em seus delírios, Gilmar Mendes já falou em um projeto de lei “antiembargos”, contra a aplicação da Lei Magnitsky e outros tipos de sanção, que estaria “sendo articulada entre os Poderes”…

Mais um artigo na imprensa reconhece ilegalidades do STF

Mais um jornal, mais uma vez, reconhece que o STF cometeu nos últimos anos uma série de abusos, arbítrios e ilegalidades. De novo, um texto, esse assinado pelo economista Fábio Giambiagi no Estadão, defende que contra Bolsonaro, seus aliados e apoiadores valia tudo…Isso teria sido necessário, “para salvar a democracia”. Agora, no entanto, é hora de voltar à normalidade. Canalhas!

Professor universitário é agredido por comunistas

Um professor de relações comerciais internacionais da Unesp de Franca, em São Paulo, foi agredido por alunos. Gabriel Cepaluni disse que a agressão “foi resultado de uma ação articulada com motivações ideológicas, e não de um conflito individual”: “Críticas acadêmicas sempre foram bem-vindas e fazem parte da universidade, mas o que ocorreu não foi crítica, foi violência e tentativa de silenciamento”.

O docente relatou ter sido surpreendido por um grupo de alunos que o acusaram de “racismo, fascismo e assédio”, situação que escalou quando ele tentou registrar o ocorrido com o celular e entrar em sala de aula.

Durante o tumulto, Cepaluni afirma ter recebido socos e empurrões na cabeça e no rosto, além de sofrer danos materiais, como roupas rasgadas, óculos desaparecidos, chapéu extraviado e furto de itens de sua mochila. O professor afirmou que muitos agressores nem eram seus alunos e disse que não revidou, que tentou apenas se proteger dos golpes e buscar ajuda: “Desde o início tentei dialogar, mas jamais imaginei que enfrentaria violência física dentro da universidade. Eu sabia que se revidasse perderia a razão”.

Pelo lado do movimento estudantil, Gabrielle Nascimento, representante da União da Juventude Comunista da Unesp, declarou nas redes sociais que o protesto foi uma manifestação política legítima contra o docente. Ela o acusou de assédio e de defender ideias consideradas perigosas e elitistas. Gabrielle alegou que o professor teria rompido a barreira dos estudantes e agredido alunos, resultando em ferimentos em quatro deles, sem detalhar as lesões.

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