RESUMO DE NOTÍCIAS – 04/06/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 04/06/2025
Lula leva pancada certeira de Eduardo Bolsonaro e perde cada vez mais eleitores; a perseguição contra parlamentares e outras piadas de mau gosto no Brasil do PT
Eduardo rebate Lula
O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu a Lula, que disse, em entrevista coletiva ontem, que o parlamentar pede intervenção americana na política brasileira e que isso é uma “prática terrorista e antipatriótica”. Eduardo gravou um vídeo e afirmou que “o Brasil terá um Bolsonaro na Presidência”, sem especificar quem da família se candidatará ou ele acha que venceria a disputa em 2026.
Eduardo declarou que “terrorismo é o que o Lula faz”, ao criticar a política de segurança do governo e a alta dos preços. Disse que o petista “deixa o narcotráfico livre” e penaliza os mais pobres, que “não conseguem nem comprar uma caixinha de ovo”. No vídeo divulgado nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro declarou que Lula não teria “moral” para falar de interferência americana. Segundo o congressista, o petista “só é presidente porque a administração do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden interferiu nas eleições do Brasil”.
O deputado licenciado também declarou que está fora do Brasil para “defender a liberdade do povo brasileiro”, enquanto, segundo ele, Lula busca “voltou à cena do crime” para prejudicar aposentados, citando as investigações que apuram fraude no INSS.
Mais um parlamentar exilado
O PCO (Partido da Causa Operária), ligado ao comunismo, usou seu perfil no X para apoiar a decisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) de deixar o Brasil depois de ter sido condenada a 10 anos de prisão pelo STF. De acordo com o presidente da legenda, Rui Costa Pimenta, Zambelli é “o 2º deputado exilado” e sua condenação “é claramente persecutória”: “Isso mostra a situação a que chegamos. Podemos acabar com um monte de gente exilada do país por causa do STF. É uma crise. A condenação dela é claramente persecutória, não tem nada de legal. É uma perseguição política, e isso dá margem a essa situação que vemos”.
O PCO disse que, quando alguém é confrontado por “um tribunal como o STF”, tem “toda razão em sair do país para não ser perseguido”. O partido já havia criticado a Corte depois da condenação de Débora Rodrigues dos Santos, a mulher que pichou a estátua “A Justiça” com um batom no 8 de Janeiro, a 14 anos de prisão: “Tem gente de esquerda que ainda acredita que isso vai dar um bom resultado, mas não vai dar”, declarou o partido.
A juíza Ludmila Lins Grilo também se manifestou nas redes sociais sobre a decisão da deputada Carla Zambelli de deixar o Brasil: “Toda minha solidariedade à deputada Carla Zambelli, mais uma exilada da ditadura judicial brasileira. Só um alerta aos desavisados, maliciosos ou burros mesmo: foragido é todo aquele procurado pela Justiça, por motivos JUSTOS e dentro da lei. No caso de Zambelli, sua condenação é INJUSTA, persecutória e por motivos políticos, não se configurando, assim, a condição de foragida, mas, sim, a de EXILADA POLÍTICA”.
Mais dois parlamentares no alvo
Não é só o coach Pablo Marçal, ex-candidato à prefeitura de São Paulo, que está pagando a conta pela divulgação de um laudo médico falso contra o seu adversário Guilherme Boulos (PSOL). Dois vereadores filiados ao União Brasil podem perder suas cadeiras na Câmara paulistana por conta desse laudo…
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, condenou o vereador Rubinho Nunes à inelegibilidade e cassou o seu mandato. A sentença foi publicada na segunda. Ele aceitou um pedido feito por um candidato a vereador pelo PSOL que acusou Rubinho de abuso dos meios de comunicação por ter compartilhado o laudo nas suas redes sociais.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso, tanto para o Tribunal Regional Eleitoral quanto para o Tribunal Superior Eleitoral. Porém, se ela for mantida, outro vereador, também do União Brasil, vai perder a cadeira. Adrilles Jorge foi eleito por média — ele entrou por conta da quantidade de votos que o partido, como um todo, fez. Se Rubinho perder o mandato, o número total de votos do União Brasil cai, e quem foi eleito por média perde a cadeira também.
Cai, Lula, cai
Nova pesquisa Quaest aponta que a desaprovação ao governo Lula cresceu mais uma vez e a aprovação caiu. Aqueles que rejeitam a gestão do petista agora são 57%, o pior índice de todo o mandato. Aqueles que ainda apoiam Lula somam 40%; também é a taxa mais baixa desde que Lula voltou à presidência.
A Quaest perguntou ainda quem é o principal responsável pelo escândalo no INSS. Para 31% dos entrevistados a culpa é do Lula. Para 8%, o responsável é o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
E, de olho nas eleições do ano que vem, o governo planeja uma série de campanhas publicitárias e ações para promover três programas já a partir de junho. Além do Pé-de-Meia, voltado para estudantes do ensino médio, dois programas na área da energia são apostas para o que os ministros chamam de “virada de mesa”.
Um é a gratuidade de energia para consumidores de baixa renda com consumo de até 80 kWh. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o custo do programa Luz do Povo será diluído na conta dos outros consumidores…
Silveira também jura que o Gás para Todos não vai trazer problemas ao Orçamento… O Ministério de Minas e Energia anunciou que uma família de baixa renda com quatro pessoas ou mais terá direito a seis botijões de gás por ano.
E Lula admitiu, em coletiva ontem, que vai endividar ainda mais os brasileiros… Ele disse que estão sendo preparadas linhas de crédito para reforma de casas e compra de motocicletas para entregadores, aqueles que ele ainda não desistiu de taxar, obrigando a categoria a ter vínculo trabalhista com os aplicativos.
Censura pesada
Em meio a críticas do presidente do Google no Brasil e a pedidos de “ponderação” da Meta, o Supremo Tribunal Federal retoma hoje o julgamento sobre a responsabilização das redes sociais por conteúdos ilícitos postados pelos usuários como “discursos de ódio”, “desinformação”, “incitação à violência” e crimes contra crianças.
As discussões esquentaram nos últimos dias fora do STF. Na esfera política, Lula quer apressar a “regulação” das redes e espera receber em breve um enviado do ditador da China, Xi Jinping, para discutir o tema. Se é para censurar, melhor ter a orientação de quem entende do assunto…
No STF, a discussão é sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet. É ele que estabelece a remoção de conteúdo somente por meio de decisões judiciais. Pelo previsto na lei atual, as big techs não podem ser responsabilizadas por danos causados por conteúdo publicado por terceiros, a menos que haja ordem específica da Justiça.
Moraes acha que engana
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral será inflexível na defesa da democracia contra inimigos, sejam “nacionais”, sejam “internacionais”: “Pouco importa quem são ou quais serão os inimigos da democracia, os inimigos do Estado de Direito, sejam inimigos nacionais, sejam inimigos internacionais. Um país soberano como o Brasil saberá defender sua democracia”.
Moraes discursou na cerimônia de descerramento da fotografia dele na galeria de ex-presidentes do TSE. A celebração foi concorrida, prestigiada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, ministros de governo, colegas de Moraes no STF, entre outras autoridades.
Em seu discurso, Moraes disse o seguinte: “O TSE, a Justiça Eleitoral, o Poder Judiciário brasileiro, nós somos absolutamente inflexíveis na defesa do Estado de Direito. Esse TSE deu mostras nas sucessivas tentativas de que só tem uma missão, a grande missão de realizar as eleições e de mostrar ao povo que aqueles que a maioria da população escolhe serão empossados e governarão”.
Limpando a cagada
Alexandre de Moraes determinou a edição da gravação e das transcrições de trecho do depoimento do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, no caso da “tentativa de golpe de Estado”. Moraes determinou a remoção de uma expressão usada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, captada pelo microfone.
Paulo Gonet se referiu a um erro ao fazer uma pergunta durante o depoimento de Aldo Rebelo no STF, no último dia 23 de maio. Ele perguntou se a Marinha poderia agir sozinha, em caso de “golpe”… Em seguida, ele murmurou “fiz uma cagada”. Ontem, Moraes ordenou a remoção do trecho, citando normas contra “expressões ofensivas”.
Piada de mau gosto
O humorista Léo Lins foi condenado a oito anos e três meses de prisão por propagar conteúdo contra minorias e grupos vulneráveis. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal, que entrou com uma ação contra o humorista em 2023. Além da pena, o réu deverá pagar uma multa de R$ 1,4 milhão e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos. Ainda cabe recurso.
O vídeo, que foi gravado em 2022, mostra o humorista fazendo declarações ofensivas contra negros, idosos, obesos, pessoas com HIV, homossexuais, indígenas, nordestinos, evangélicos, judeus e pessoas com deficiência. Até agosto de 2023, quando foi retirada do ar por decisão judicial, a gravação acumulava mais de 3 milhões de visualizações na plataforma.
Segundo a decisão da juíza Bárbara de Lima Iseppi, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, o alcance da publicação na internet e a diversidade de grupos atingidos foram fatores considerados para o agravamento da pena. A Justiça também entendeu como agravante o fato de que as declarações foram feitas em um “contexto de diversão e descontração”.
Para a Justiça, apresentações como a do comediante incentivam a propagação de violência verbal e fomentam a intolerância e a atividade artística de humor não serve como “passe-livre” para a prática de crimes, e que a liberdade de expressão não pode ser usada como justificativa para “disseminar discurso de ódio”.
A decisão judicial que condenou Léo Lins baseou-se em uma lei sancionada no começo do governo Lula, em janeiro de 2023. A norma equiparou a injúria racial ao crime de racismo, tornando condutas consideradas ofensivas a minorias imprescritíveis e inafiançáveis, com pena máxima aumentada de três para cinco anos. A juíza Bárbara de Lima Iseppi entendeu que o humorista cometeu racismo e aplicou o rigor da nova legislação.
A perseguição a humoristas, a quem conta piadas é típica de regimes tirânicos. Na União Soviética, milhões de pessoas foram levadas para campos de concentração, os gulags, simplesmente por fazer troça dos tiranos… Na Alemanha nazista, ficou famoso o caso de Marianne Elise. Ela trabalhava numa fábrica de armamentos em Berlim. Uma colega de trabalho a denunciou ao regime porque Marianne teria contado a seguinte piada: “Hitler e Hermann Göring subiram no topo de uma torre de rádio em Berlim. Hitler diz ao aliado que quer fazer algo para colocar um sorriso no rosto dos berlinenses… E Göring responde: ‘Então, pule’”.
A Corte Popular Nazista chegou a um veredito contra Marianne Elise em 26 de junho de 1943: “Ela fez afirmações maliciosas sobre o Führer e o povo alemão”. Marianne foi executada numa guilhotina logo depois da sentença.
Agroterrorismo chinês
O diretor do FBI, Kash Patel, anunciou que foi preso uma cidadã chinesa nos Estados Unidos que supostamente contrabandeou um patógeno biológico perigoso para o país. Yunqing Jian é acusada de ter contrabandeado um fungo perigoso chamado Fusarium graminearum, um agente agroterrorista, para os Estados Unidos para pesquisas na Universidade de Michigan, na qual ela trabalha.
Esse fungo pode causar uma doença chamada “galha da cabeça”, que afeta o trigo, a cevada, o milho e o arroz, causando problemas de saúde significativos tanto em humanos quanto em animais… É responsável por bilhões de dólares em perdas econômicas em todo o mundo a cada ano.
As evidências também indicam que Jian expressou lealdade ao Partido Comunista Chinês e recebeu financiamento do governo chinês para um trabalho semelhante sobre esse patógeno na China. O namorado dela, Zunyong Liu — também acusado na denúncia — trabalha em uma universidade chinesa na qual realiza pesquisas sobre o mesmo patógeno.
Liu é acusado de ter mentido e, em seguida, admitido que também contrabandeou Fusarium graminearum para os Estados Unidos, usando o Aeroporto Metropolitano de Detroit, para que ele também pudesse realizar pesquisas na Universidade de Michigan.
Os dois chineses são acusados de conspiração, contrabando de mercadorias para os Estados Unidos, declarações falsas e fraude de visto. E o caso é mais uma indicação de que o PCCh está trabalhando dia e noite para enviar agentes e pesquisadores para se infiltrar em instituições dos Estados Unidos e atingir o suprimento de alimentos do país.




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