RESUMO DE NOTÍCIAS – 04/08/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 04/08/2025
A “justiça paralela” de Moraes
O jornalista americano Michael Shellenberger divulgou novas informações sobre os abusos, arbítrios e as ilegalidades cometidos por Alexandre de Moraes contra manifestantes do 8 de Janeiro. Com base em trocas de mensagens reveladas em mais uma série de reportagens, Shellenberger prova que Moraes fez de tudo para manter presas pessoas que participaram dos atos. Os arquivos mostram que as prisões foram motivadas por questões políticas. Num trecho da reportagem, o jornalista afirma que “Moraes serviu aos interesses de Lula, atropelando as leis para criminalizar o discurso de opositores”.
Os assessores do ministro do STF operaram por meio de um grupo secreto de WhatsApp que criava “certidões de inteligência ilegais”. Os manifestantes foram mantidos presos, enquanto eram realizadas varreduras em suas redes sociais. O “discurso” on-line considerado “criminoso” era às vezes apenas uma postagem sobre a importância de se cumprir a Constituição.
A chefe de gabinete do ministro, Cristina Yukiko Kusahara, chegou a pedir liberdade provisória para as pessoas, mas Moraes não queria soltar ninguém sem antes “ver na rede se tinha alguma coisa”. E a repressão judicial excessiva contra os manifestantes ajudou a legitimar a narrativa de que o 8 de Janeiro foi uma “tentativa de golpe de Estado” coordenada. E isso ainda é usado no processo em andamento no STF contra Jair Bolsonaro e seus aliados.
O Brasil nas ruas de novo
A imprensa que desistiu de ser imprensa insiste em brigar contra os fatos e contra imagens… Apesar da multidão que foi à rua ontem nas manifestações “Reaja, Brasil!”, em pelo menos 20 estados, os jornalistas enviesados preferiram a cegueira. Eles fingem que sabem contar o público de uma manifestação… Tem ONG dizendo que na Paulista havia apenas 37,6 mil pessoas. E os jornalecos, claro, resolveram abraçar esse número.
Os atos foram enormes. Na Paulista, Silas Malafaia não gostou da ausência de governadores que pensam em concorrer à presidência da República. Do caminhão de som, ele perguntou o seguinte: “Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Cadê? Onde é que eles estão? Era para estarem aqui, minha gente. Sabe o que fica provado? Que, até aqui, Bolsonaro é insubstituível”.
Nenhum governador “de direita” compareceu ao ato na Paulista, nem Tarcísio de Freitas, de São Paulo, nem Ronaldo Caiado, de Goiás, nem Romeu Zema, de Minas, nem Ratinho Júnior, do Paraná. Malafaia sugeriu que os presidenciáveis não teriam ido por medo do STF: “Estão com medo do STF, né? Por isso que não chegaram até aqui? Arrumaram desculpa. Por isso, minha gente, que 2026 é Bolsonaro”.
Na semana passada, Malafaia já tinha criticado os quatro governadores por não se posicionarem contra os abusos, arbítrios e as ilegalidades praticados por Alexandre de Moraes, o principal alvo das manifestações de domingo: “Vocês já viram esses governadores alguma vez criticarem Alexandre de Moraes e a omissão do STF? Nunca! Só bravata política”.
Lula fala em “implantar o socialismo”
Enquanto o povo nas ruas de todo o Brasil pedia justiça, respeito às leis, à Constituição, pedia liberdade, em Brasília o PT realizava seu Encontro Nacional… Foi mais um show de horrores. Em seu discurso, Lula disse que o que se espera de um partido de esquerda é que “alcance o socialismo”…
O petista disse que os Estados Unidos já deram um golpe no Brasil, e ele afirmou que quer negociar com Trump “em igualdade de condições”, mas declarou que não vai desistir de buscar fazer negócios em outras moedas que não o dólar….
Quem esteve com Lula no evento do PT foi Fidel Antonio Castro Smirnov, neto do ex-ditador cubano Fidel Castro. Ele é conhecido como “Fidelito”.
Edinho Silva, que assumiu a presidência do PT, afirmou que Donald Trump é “o maior líder fascista do século 21”.
E Janja, como a maioria dos participantes, compareceu usando uma roupa vermelha e um lenço de apoio aos palestinos… Esses que reclamam que estão passando fome, enquanto divulgam fotos e imagens de reféns israelenses esqueléticos…
Moraes apela para instituição financeira suspeita
O ministro do STF Alexandre de Moraes, sancionado pelos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky, mantinha uma chave PIX ativa em seu CPF na fintech QESH IP LTDA. A descoberta foi feita quando se tentou fazer uma transferência via PIX, usando como chave o CPF de Moraes.
O comprovante não deixa dúvida: a chave estava ativa e registrada com o mesmo CPF citado em processos judiciais. Ela foi eliminada apenas no fim da manhã desta segunda-feira.
Moraes foi sancionado pelo governo americano por graves violações de direitos humanos — incluindo censura, perseguição e congelamento de ativos de jornalistas. E qualquer empresa que mantenha conta ativa para um sancionado pode ser punida.
A QESH IP LTDA., sediada em Minas Gerais, é uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central. Fundada por Cristiano Pantaleão Maschio e administrada por Ana Carolina Maschio, a empresa se diz inovadora no setor de fintechs.
Em setembro de 2024, a QESH sofreu um vazamento massivo de dados. Foram 53.383 chaves PIX expostas. O próprio Banco Central confirmou “falhas nos sistemas da instituição” e anunciou sanções contra a QESH.
É essa fintech instável, com histórico de vazamentos, que mantinha uma conta ativa para um agente público sancionado por crimes contra a liberdade. E que, ainda assim, opera normalmente no sistema financeiro nacional.
As punições devem estar a caminho. Os Estados Unidos podem investigar e sancionar a QESH, suspender o acesso da fintech a bancos correspondentes nos Estados Unidos, incluir a empresa em listas restritivas e cobrar ação imediata do Banco Central do Brasil.
O que houve com bancos que não respeitaram a Magnitsky
O maior banco da França, o BNP Paribas, já teve de pagar multa de US$ 8,9 bilhões de dólares, em 2014, por descumprir medidas impostas pela Lei Magnitsky, agora usada pelos Estados Unidos para sancionar o ministro Alexandre de Moraes.
A punição ao banco francês foi estabelecida por violações cometidas contra o embargo dos Estados Unidos a Cuba, Irã e Sudão, países incluídos em listas de sanções internacionais. As transações consideradas ilegais ocorreram entre 2004 e 2012, totalizando US$ 30 bilhões.
O BNP Paribas concordou em pagar a multa para evitar julgamento em tribunal americano. A instituição também foi proibida de realizar determinadas operações em dólar e obrigada a demitir 13 funcionários envolvidos nas irregularidades.
Também já foi punido pelo governo americano por facilitar transações que envolviam sancionados pela Lei Magnitsky o ING Bank, da Holanda, que, em 2018, pagou US$ 900 milhões para encerrar investigações. E dois bancos alemães também já foram investigados por negócios com sancionados: o Commerzbank e o Deutsche Bank.
Quadro de saúde de Daniel Silveira se agrava
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou nesse domingo que o diretor da penitenciária onde o ex-deputado federal Daniel Silveira está preso informe, no prazo de 48 horas, se o estabelecimento prisional tem condições de oferecer o tratamento pós-operatório de que o ex-congressista necessita. Silveira foi submetido em julho a uma cirurgia no joelho.
Silveira cumpre pena em regime semiaberto na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, no Estado do Rio de Janeiro. Em 26 de julho, ele passou por uma cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior e reparo de menisco do joelho direito.
Pouco antes de publicada a decisão de Moraes, a defesa de Silveira tinha protocolado um “terceiro pedido de extrema urgência”, solicitando um “retorno urgente” de Silveira ao hospital no qual foi submetido à cirurgia. De acordo com o documento, a mãe do ex-deputado entrou em contato com a defesa depois de visitar o filho e relatar que ele está há dias com febre. Os advogados, então, disseram ter entrado em contato com o médico responsável pela cirurgia, e que ele “informou a necessidade urgente de o requerente retornar para o hospital para fazer avaliação médica especializada”.
Moraes bota tornozeleira no senador Marcos do Val
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) vai passar a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, a partir de hoje, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). A instalação do equipamento foi feita depois de Do Val voltar ao Brasil. Ele saiu do país sem autorização e passou 10 dias nos Estados Unidos.
A determinação foi cumprida em operação da Polícia Federal no aeroporto de Brasília, no início da manhã. Do Val foi abordado pela polícia assim que desembarcou.
Em agosto do ano passado, Moraes determinou a apreensão dos passaportes de Do Val, inclusive o diplomático, e o bloqueio de R$ 50 milhões da conta dele, no âmbito de um inquérito aberto pela PF para apurar “ofensas e ataques” contra investigadores da instituição.
Em 15 de julho, do Val encaminhou um pedido ao STF para viajar com a família a Orlando. No dia seguinte, Moraes negou o requerimento, afirmando que não havia motivo para revogar as medidas cautelares, já que a investigação da qual do Val é alvo ainda está em curso.
O senador Marcos do Val já cumpria outras medidas cautelares. Também por determinação de Moraes, ele teve sua conta bancária, cartões de crédito e transações via PIX bloqueados.
Do Val é suspeito de obstrução de Justiça após publicar nas redes sociais informações sobre o delegado da PF Fábio Schor, envolvido em investigações fajutas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Traficante lança livro na Flip, em Paraty
O deputado estadual do Paraná Renato Freitas, do PT, esteve ontem no evento de divulgação do último livro do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, considerado um dos principais chefes do Comando Vermelho. Foi durante a 23ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip.
A obra, intitulada “A Cor da Lei”, é a quarta escrita pelo traficante, que está preso desde agosto de 1996. O evento foi promovido pela Kotter Editorial, que lançou o livro, e pela Academia Brasileira de Letras do Cárcere, ABL Cárcere, na qual VP ocupa a cadeira nº 1…
Marcinho VP nega que continue chefiando o CV. Mesmo assim, seu último livro foi lançado no dia 12 de julho no Complexo do Alemão, no Rio, uma área historicamente dominada pelo Comando Vermelho.
A foto do vereador com o livro de VP não foi postada por ele, e sim por um perfil de Marcinho VP no Instagram – a conta é administrada por terceiros e tem 137 mil seguidores.
Em fevereiro de 2022, quando era vereador de Curitiba, Renato Freitas entrou numa igreja no Centro Histórico da capital com um grupo de manifestantes. O caso aconteceu na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Seria um protesto contra o assassinato do congolês Moïse Kabagambe no Rio de Janeiro. O padre Luiz Hass celebrava uma missa e precisou interromper o culto.
O petista teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Curitiba, mas o ministro do STF Luís Roberto Barroso restabeleceu o mandato… Na decisão, o ministro disse que a cassação resultou em “restrição ao direito fundamental à liberdade de expressão do parlamentar, exercida em defesa de grupo vulnerável, submetido a constantes episódios de violência”: “Em respeito ao voto popular, tal punição deve resultar de procedimento que observe com rigor as exigências legais”.
A gastança sem fim do governo Lula
Os gastos da União com diárias e passagens somaram R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025. É uma alta de 8,5%, na comparação com o mesmo período em 2024 (R$ 1,5 bilhão), em valores corrigidos pela inflação a preços de junho. E é o maior valor real para um primeiro semestre desde 2014, no governo Dilma Rousseff (PT): R$ 2 bilhões. A série histórica teve início em 2011.
Ministro-chefe da Casa Civil envolvido em escândalo
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a existência de indícios de envolvimento do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), em crimes praticados na compra de respiradores para pacientes de covid durante sua gestão como governador da Bahia, em 2020. Gonet pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino que envie o inquérito sobre esse caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deverá retomar as investigações.
Em sua primeira manifestação no inquérito, Gonet relatou que o ex-governador “assinou contrato com previsão de pagamento antecipado integral e sem garantias ao ente público”. A petição ainda será analisada. Na época, Rui Costa era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste. Ele assinou um contrato com uma empresa sem capacidade técnica e autorizou o pagamento adiantado, mas os respiradores nunca foram entregues. O caso envolve um prejuízo de R$ 48 milhões na compra dos equipamentos pelo consórcio.
A assessoria do ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que não existe nenhum fato que o vincule “a qualquer irregularidade na compra dos respiradores”.




Comments