RESUMO DE NOTÍCIAS – 04/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 04/11/2025
Moraes quer Bolsonaro na Papuda, Defensoria aponta ilegalidades de Moraes e Gonet; CV fala em “ministro que solta bandido”
Moraes prepara cela para Bolsonaro na Papuda
O ministro Alexandre de Moraes planeja enviar o ex-presidente Jair Bolsonaro para cela especial com paredes brancas, ar-condicionado e televisão no presídio da Papuda, em Brasília. Segundo pessoas próximas ao ministro, ele já viu imagens e aprovou a instalação.
O espaço está sendo adaptado para receber o ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar. Aliados de Bolsonaro acreditam que o STF vai determinar a transferência na semana que vem, depois de rejeitar os embargos declaratórios protocolados pela defesa.
Mesmo assim, a expectativa é de que Bolsonaro passe poucas semanas na Papuda. Até mesmo ministros próximos a Moraes sustentam que a Suprema Corte deve aceitar um pedido da defesa do ex-presidente para restabelecer a prisão domiciliar, por motivos de saúde.
O mesmo benefício foi concedido, em maio deste ano, ao também ex-presidente Fernando Collor, condenado a 8 anos e 10 meses de reclusão por corrupção.
O que interessa neste momento, parece, é produzir imagens de Bolsonaro na cadeia…
Defensoria Pública da União critica Moraes e Gonet
O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre 14 e 25 de novembro, em plenário virtual, os ministros da Primeira Turma analisam se Eduardo vira réu pelo crime de coação.
Denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por coação em razão da atuação nos Estados Unidos, a Justiça brasileira não conseguiu notificar Eduardo do processo. Por isso, o relator da ação no STF, ministro Alexandre de Moraes, determinou que a Defensoria Pública da União (DPU) o defendesse.
A DPU se recusou a assumir o caso, argumentando corretamente que Eduardo Bolsonaro deveria ter sido citado por carta rogatória, e não por edital.
Na última sexta-feira, a Defensoria pediu ao STF a rejeição da denúncia. Em manifestação enviada a Moraes, o defensor público Antônio Ezequiel Inácio Barbosa afirmou que a tipificação do crime feita por Gonet está equivocada. O delito de coação exige “violência ou grave ameaça”, o que não está presente no caso.
Barbosa alegou que as manifestações de Eduardo em articulações políticas nos Estados Unidos configuram declarações públicas sobre reuniões internacionais e que o parlamentar não detém poder para impor ou retirar sanções econômicas.
Segundo a DPU, a acusação “confunde manifestação política com coação processual”. Por isso, pede a rejeição da denúncia e que as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos sejam reconhecidas como exercício regular de direito e liberdade de expressão, protegidos pela imunidade parlamentar.
Agência de “checagem” produz relatório alucinado
A patética agência de “checagem” Lupa divulgou um “relatório” sobre mensagens trocadas em grupos públicos de WhatsApp. O “estudo” chama-se “O Brasil do Zap” e “analisou” 100 mil grupos públicos do aplicativo entre julho de 2024 e julho de 2025.
O “relatório” diz que “narrativas sobre o STF e teorias conspiratórias sobre fraude nas urnas eletrônicas são as desinformações que mais circulam em grupos públicos de WhatsApp no Brasil”.
O ministro Alexandre de Moraes é um dos principais focos de “ataques”. É chamado de “aLEIxandre”, “imperialista com vestes de Deus” e “assessor do diabo”. O ministro Gilmar Mendes é apelidado de “Laxante” por soltar criminosos.
A Lupa afirma que “a narrativa central é a de que o Judiciário age para perseguir adversários e manipular a democracia, promovendo a censura e instaurando uma ditadura”.
Comando Vermelho fala em “ministro que solta bandido”
Mensagens trocadas entre integrantes do Comando Vermelho obtidas pela polícia na investigação que levou à operação no Rio de Janeiro na semana passada mostram uma negociação para o pagamento de R$ 15 mil a policiais para libertar um comparsa preso.
O traficante identificado como Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, foi escalado para negociar a soltura do preso com os policiais. Em uma troca de mensagens por WhatsApp com outros integrantes do CV, BMW diz que os policiais “quer R$ 15 mil” para libertar o comparsa que tinha sido capturado.
Na conversa, a integrante do CV que acionou BMW, identificada como Danielle Silva dos Santos, pressionou o aliado para que ele pagasse o valor pedido. “Manda logo [o dinheiro], solta o moleque”, escreveu a criminosa.
Em meio à resistência de BMW, Danielle insistiu para que fossem enviados os R$ 15 mil para os policiais: “Era pra você mandar tudo, que isso, BM… Não tem esse valor pra dar? Nesse valor, nosso ministro solta ele depois…”
E a referência a um “ministro que solta bandidos” em mensagens trocadas por integrantes de uma facção criminosa não animou ainda a imprensa a se debruçar sobre a história. O Uol deu a notícia. O jornal carioca O Globo também, mas apenas em sua versão digital.
Comando Vermelho tem mais integrantes do que exércitos regulares
O Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do Brasil, reúne hoje cerca de 30 mil integrantes, número superior ao efetivo militar de países como Uruguai e Paraguai. As informações estão no relatório da organização InSight Crime, publicado originalmente em 2020 e atualizado este ano.
O Uruguai tem aproximadamente 21 mil militares ativos, enquanto o Paraguai possui cerca de 14 mil. O contingente do CV, portanto, já ultrapassa os exércitos regulares desses dois países.
Segundo o relatório, o Comando Vermelho mantém controle de metade do território do Rio de Janeiro e presença ativa em rotas internacionais do tráfico de drogas. A facção disputa espaço com o Terceiro Comando Puro e com milícias.
Atualmente, o grupo mantém presença em todas as regiões do Brasil, com forte influência nas prisões e nas favelas do estado do Rio. O estudo descreve a facção como “uma ameaça nacional e transnacional”, com ramificações que ultrapassam o território brasileiro.
Segurança Pública ou clima, o que é mais importante?
Na manhã do último domingo, dois jornalistas sul-americanos foram assaltados no centro histórico de Belém, no Pará. Os profissionais, uma argentina e um chileno, caminhavam rumo à Estação das Docas, perto do Mercado Ver-o-Peso, quando foram abordados por dois criminosos armados com uma faca e um facão.
O roubo foi durante o dia. Os assaltantes levaram uma carteira com documentos, um relógio e um colar. Nenhum dos jornalistas sofreu ferimentos.
Dois agentes da Polícia Rodoviária Federal, que estavam à paisana, presenciaram o crime. Eles iniciaram uma perseguição aos criminosos. Um dos assaltantes pulou no rio para escapar, mas foi capturado. O segundo conseguiu fugir. Os agentes recuperaram os itens roubados, que foram devolvidos aos jornalistas.




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