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RESUMO DE NOTÍCIAS – 05/03/2025

Oct 4
5 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 05/03/2025

Discurso de Trump, o debate não tem fim e a Quarta-Feira de Cinzas

Discurso do Trump - 1

O presidente Donald Trump fez nessa terça-feira, no Congresso dos Estados Unidos, o seu primeiro / discurso anual do Estado da União do novo mandato. Em 1h e 40 minutos, ele apresentou um balanço das primeiras seis semanas de governo, que foram muito movimentadas.

O presidente usou a tribuna do Capitólio para falar contra políticas de diversidade fomentadas pelo governo federal dos Estados Unidos, internamente e em todo o mundo: "Nós acabamos com a tirania da chamada política de diversidade, equidade e inclusão de todo o governo federal. Nosso país não será mais 'woke' ".

A presença de Elon Musk nas galerias foi destacada pelo presidente republicano, que usou um trecho do seu discurso para agradecer o trabalho do bilionário à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Musk vem desmontando agências governamentais, diminuindo o número de funcionários federais e acessando dados sensíveis do governo, o que tem gerado reação de alguns juízes federais.

 

Discurso do Trump - 2

A novidade no discurso de Trump teve a ver com a tentativa de um acordo para o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia. O presidente americano disse que recebeu uma carta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciando a intenção de retomar as negociações com os Estados Unidos. Essa foi a primeira menção amigável de Trump a Zelensky depois do bate-boca entre os dois na última sexta-feira.

O presidente da Ucrânia está buscando uma reaproximação. Ele fez postagens elogiosas a Trump, lamentou a reunião desastrosa na Casa Branca e afirmou que a Ucrânia está comprometida em buscar a paz. Zelensky disse que está “pronto para trabalhar sob a forte liderança do presidente americano” e desejou que “a cooperação e a comunicação sejam construtivas”.

 

Discurso do Trump – 3

Durante o discurso de Donald Trump no Congresso dos Estados Unidos, a estratégia dos democratas foi levantar placas ou escrever recados em tempo real para apontar supostas mentiras ou marcar posição.

A maioria das mulheres democratas usava roupas rosas, cor escolhida para destacar a bancada feminina de oposição, três vezes maior do que a das congressistas republicanas. Então, rosa voltou a ser a cor das meninas? Mesmo que elas tenham votado contra a proibição de que homens participem de competições esportivas contra mulheres...

O deputado democrata Al Green, do Texas, que insistiu em gritar durante o discurso de Trump, acabou sendo retirado do plenário do Capitólio por ordem do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.

 

Não é o fim do debate

Tem artigo hoje na Folha de São Paulo de um acadêmico da Universidade Federal da Bahia criticando o dono do Washington Post, um jornal conservador. O bilionário Jeff Bezos comprou o tradicional jornal em 2013 e, recentemente, reforçou os princípios da publicação: “Vamos escrever diariamente em apoio e defesa de dois pilares: liberdades individuais e mercados livres. Claro, também abordaremos outros temas, mas pontos de vista contrários a esses pilares serão deixados para que outros veículos publiquem”.

O professor baiano afirma que, dessa forma, Bezos está se recusando ao debate e que, por isso, o empresário não é um democrata... Sim, um regime não é democrático apenas porque você pode falar o que quiser, mas porque todos podem falar o que quiserem, inclusive quem não tem as mesmas ideias, as mesmas opiniões que você. O que Bezos deixa claro é que o debate não se dará internamente no Washington Post, que tem uma linha editorial liberal, conservadora... A discussão será entre o jornal de Bezos e outros veículos de comunicação.

O que o autor do artigo de hoje na Folha – ele, sim, um antidemocrático – acha é que pode protestar contra Bezos porque ele não definiu para o seu jornal uma linha editorial plural. Ou seja, ele se acha no direito de apontar que caminhos um veículo privado de comunicação deve seguir, mas se diz um defensor da liberdade. Numa analogia talvez grosseira com o futebol, seria como exigir que o Flamengo fosse a campo contra o Vasco, incorporando ao seu elenco alguns jogadores do adversário e vice-versa.

 

Notícias do Carnaval

Segunda rodada de notícias importantíssimas sobre o Carnaval:

“Marina Ruy Barbosa posa seminua e usa truque para cobrir parte íntima”;

“Ex-BBB dispensa calcinha e deixa tapa-sexo à mostra em microvestido”;

“Musa da Portela desfila apenas com pedras coladas nos seios”;

“Mostraram demais! Musas passam perrengues com tapa-sexo e tapa-mamilo”;

“Ex-BBB Alane passa por perrengue e termina desfile com bumbum ralado e sangrando”.

 

Quarta-feira de cinzas

Para católicos praticantes, a Quarta-feira de Cinzas é uma celebração rica em significado e necessária para a preparação rumo à Páscoa, daqui a 40 dias. Tradicionalmente, é a data que marca o fim da folia e o início de um tempo de recolhimento — como se fosse necessária uma fronteira entre a festa da carne e o período de penitência chamado de quaresma.

Nas missas, há um momento em que o padre e seus ministros abençoam cada um colocando um pouquinho de cinzas sobre a cabeça ou fazendo uma cruz na testa. Há duas possibilidades de frase a serem ditas neste momento, cabendo ao sacerdote decidir: “Convertei-vos e crede no Evangelho” é um lembrete da necessidade cristã de mudança de vida, de abrir mão dos prazeres em prol de uma experiência mais próxima de Deus; “Das cinzas vieste, às cinzas retornarás” recorda a brevidade da vida.

Esse dia nasceu como uma manifestação de devoção popular entre os séculos 3º e 4º. Os cristãos, nesse dia, para se prepararem para a quaresma, impunham sobre si as cinzas em sinal de penitência pública. As cinzas carregam duas simbologias. A primeira é a ideia da efemeridade da vida, do fato de que quando Deus disse no Antigo Testamento que das cinzas viemos e às cinzas voltaremos, era para lembrar que o ser humano é pequeno diante da grandeza de Deus.

A segunda questão é a do arrependimento, da penitência. É uma leitura cristã, do Novo Testamento, porque Cristo, segundo os evangelhos canônicos, questionou algumas tradições do mundo judaico, o legalismo de alguns doutores da lei. Nesse contexto, o período da quaresma começa com essa reflexão interna da importância do arrependimento, da penitência, de reformular o que nós somos e como estamos vivendo.

Segundo a tradição católica, as cinzas utilizadas nessa missa de Quarta-Feira que marca o início da quaresma são obtidas a partir da queima de um produto de outra missa, realizada no ano anterior. As cinzas deveriam vir das folhas do domingo de Ramos, celebrado no ano precedente. Acrescentam a elas água benta e incenso. Os ramos usados na liturgia do ano passado são queimados, e as cinzas são guardadas. Isso mostra o ciclo da liturgia e da vida cristã, que nunca acaba. Fecha-se um ciclo, começa outro. Não é um momento de sentimento negativo, não envolve tristeza, mas penitência, conversão, mudança de vida.

E os cristãos não católicos? Em geral, eles não têm nenhum ritual próprio para a Quarta-feira de Cinzas.

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