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RESUMO DE NOTÍCIAS – 06/05/2025

4 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 06/05/2025

Roubalheira sem fim, o ódio que é amor e as mentiras da China.

E só piora…

O roubo contra aposentados e pensionistas foi muito maior do que parecia há alguns dias… Os descontos indevidos não começaram em 2019… O “insuspeito” G1 fez matéria com beneficiários do INSS, e há relatos de descontos efetuados desde 2006. Primeiro, como se fossem parcelas de um empréstimo não solicitado. Depois, contribuições para sindicatos e associações não autorizadas a descontar os valores. Beneficiários afirmam que tentaram por muitos anos cancelar as cobranças indevidas e só conseguiram em 2021, com Bolsonaro na presidência.

E a investigação da Polícia Federal sobre o caso — que envolve cerca de R$ 6 bilhões em cobranças indevidas de aposentados e pensionistas — atingiu também empréstimos consignados suspeitos realizados por meio do Instituto Nacional do Seguro Social. A nova linha de investigação mira empréstimos liberados indevidamente, sem solicitação ou autorização dos beneficiários. Apenas em 2023, quase R$ 90 bilhões em empréstimos consignados foram liberados para aposentados e pensionistas do INSS. Segundo uma auditoria do Tribunal de Contas da União, mais de 35 mil reclamações referentes a empréstimos indevidos foram feitas em 2023.

Seis por meia dúzia

Nomeado novo ministro da Previdência por Lula, Wolney Queiroz (PDT-PE) foi, quando era deputado federal, coautor de emenda que afrouxou as regras de controle do INSS sobre descontos associativos aplicados em aposentadorias e pensões. Em 2019, com Bolsonaro na Previdência, foi editada a Medida Provisória 871, que foi transformada em lei, com várias ações para combater fraudes no INSS. Uma delas exigia que o desconto fosse revalidado pela entidade recebedora anualmente. Ou seja, as entidades precisariam comprovar todo ano que os descontos tinham sido autorizados pelos filiados. Só que o texto foi alterado pelo Congresso para elevar o prazo para três anos. O novo ministro da Previdência foi um dos cinco autores da emenda que permitiu essa mudança.

Mais falcatrua?

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, foi oficialmente acionista da Construcap, construtora que integra o consórcio vencedor da concessão milionária para exploração comercial do Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará. A área está ligada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério chefiado por Marina Silva. Atualmente, o secretário-executivo não aparece no quadro de sócios e administradores da construtora, mas a empresa pertence à sua família, e o irmão dele, Roberto Ribeiro Capobianco, alvo da Lava Jato em 2016, é o presidente.

O acordo de concessão em Jericoacoara prevê que o consórcio vencedor poderá explorar economicamente o fluxo de visitantes aos atrativos turísticos do parque nacional, com a cobrança de ingressos. O próprio ICMBio fiscalizará tudo e, segundo decisão da Justiça Federal, poderá conceder o licenciamento para obras no parque nacional, sem necessidade de licenciamento municipal.

As mulheres

Com baixa aprovação entre as mulheres, Lula resolveu fazer mais uma troca no Ministério. Ele demitiu a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, do PT, e convidou Márcia Lopes, ex-ministra do Desenvolvimento Social em 2010, para assumir a pasta. Cida Gonçalves caiu por desgastes internos e pela avaliação de falta de resultado.

Apesar de Cida ser amiga da Janja, pesaram contra ela acusações de assédio moral. Em fevereiro, ela depôs sobre o caso à Comissão de Ética da Presidência. Segundo relatos de servidoras – que gravaram situações anexadas ao processo –, as denúncias envolviam ameaças de demissão, cobrança de trabalho em curto prazo, tratamento hostil, manifestações de preconceito e gritos. A agora ex-ministra negou as acusações, e o processo foi arquivado.

Nísia está devendo

Demitida do Ministério da Saúde em fevereiro, a socióloga Nísia Trindade está na mira do Tribunal de Contas da União. Em dezembro do ano passado, a área técnica do TCU emitiu um parecer no qual pedia a ela que pagasse aos cofres públicos R$ 11 milhões por supostos danos ao erário.

Com assinatura do auditor Sérgio Brandão Sanchez, o documento afirma que Nísia Trindade não comprovou a regularidade da aplicação de recursos repassados pela União em um contrato com a Fundação Oswaldo Cruz, quando a Fiocruz era presidida por ela.

De acordo com o auditor, houve erros na metodologia aplicada em uma pesquisa produzida pela Fundação sobre o uso de drogas. Segundo o parecer, Nísia “deixou de tomar as providências ao seu alcance, necessárias ao atingimento dos objetivos previstos no objeto do ajuste, seja por ser o objeto inservível, seja por não ter alcançado funcionalidade”.

A quantia deve ser devolvida ao Fundo Nacional Antidrogas. O parecer ainda precisa ser aprovado pelo ministro relator do caso, Antonio Anastasia, e pelos outros membros em plenário. A data do julgamento ainda não foi definida.

Noblat, o ódio e a hipocrisia

Ricardo Noblat assinou coluna no portal Metrópoles, criticando declarações recentes do governador da Bahia. Ele escreveu o seguinte: “O discurso do ódio é uma marca dos extremistas da direita, aqui e em toda parte. Os da esquerda, por vergonha ou falta de prática, evitam utilizá-lo. De resto, o discurso do ódio parece coisa da era digital, embora não seja, e os esquerdistas são analógicos. De vez em quando, porém, uma voz da esquerda ensaia um passo na mesma direção. Foi o que aconteceu na última sexta-feira com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, do PT. Reunido em América Dourada, a 427 quilômetros de Salvador, com deputados federais e prefeitos da região, ele disse: ‘Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta e quem votou nele podia pagar também. Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo para vala’. Até ‘fazia no pacote’, a declaração não tinha nada de mais. A partir daí, o ódio entrou em cena”.

Bom, de ódio Ricardo Noblat entende. Citando apenas dois exemplos, no último domingo, ele publicou artigo com o seguinte título: “Vá para o inferno, Bolsonaro. E não faça por lá o que fez por aqui”. Foi só mais uma postagem fazendo o mesmo que o governador da Bahia… Em 2021, Noblat publicou no antigo Twitter: “Se Trump optar pelo suicídio, Bolsonaro deveria imitá-lo. Mas para que esperar pela derrota na eleição? Por que não fazer isso hoje, já, agora, neste momento? Para o bem do Brasil, nenhum minuto sem Bolsonaro será cedo demais”. Ou seja, Noblat é como Lula, é só amor.

Núcleo 4

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal analisa hoje a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra sete acusados de integrar o chamado núcleo 4 da “trama golpista” que teria tentado manter Jair Bolsonaro na presidência. O julgamento do núcleo 3 já tinha sido remarcado para os dias 20 e 21 de maio.

Segundo a PGR, o núcleo 4 foi responsável por uma “operação estratégica de desinformação, com ataques às urnas eletrônicas, disseminação de conteúdo falso e pressão sobre as Forças Armadas para aderirem ao plano golpista”. Os denunciados são investigados ainda pelo “uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência para atividades ilegais”. As ações, de acordo com a acusação, tinham como objetivo “gerar instabilidade social e atacar instituições e autoridades que ameaçassem os interesses do grupo”.

O núcleo 4 é formado principalmente por militares da reserva ou da ativa, além de um agente da Polícia Federal e um engenheiro. São eles:

Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;

Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal;

Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;

Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;

Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal e ex-integrante da Abin;

Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército.

Os crimes apontados pela PGR são: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; tentativa de golpe de Estado; dano qualificado, pela violência e grave ameaça, contra patrimônio da União; e destruição de patrimônio tombado.

Desde março, o Supremo já tornou réus 14 acusados pela “trama golpista”, incluindo Jair Bolsonaro, o general Walter Braga Netto, e o deputado federal Alexandre Ramagem. Ao todo, a Procuradoria-Geral da República denunciou 34 investigados.

Os chimpanzés

O analfabetismo funcional atinge 29% da população brasileira de 15 a 64 anos, aponta o Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional), estudo da Ação Educativa iniciado em 2001. Até 2009, o índice registrou queda contínua, mas, desde então, está praticamente inalterado.

O Inaf divide o analfabetismo funcional em dois níveis. O absoluto, em que a pessoa não consegue ler palavras ou um número, inclui 7% dos brasileiros. O outro é o rudimentar (22%), quando sabem ler e escrever, mas têm dificuldade para entender textos longos ou fazer contas…

A China mente e omite

O americano Wall Street Journal publicou reportagem sugerindo que o governo da China estaria manipulando dados para mascarar a realidade econômica do país. O artigo aponta que índices como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), desemprego entre jovens, dados do setor imobiliário e investimentos estrangeiros deixaram de ser divulgados ou passaram a usar metodologias não transparentes. O diário cita como exemplos cálculos que instituições financeiras americanas adotam desde 2023 para extrair dados do país asiático. Segundo a reportagem, o banco Goldman Sachs começou a cruzar dados de outras fontes com os números do governo, para apurar o avanço do PIB chinês. O resultado foi um crescimento de 3,7% em 2024. O Rhodium Group – empresa de pesquisa sediada em Nova York – aponta para um crescimento de 2,4% no ano passado. Os dados oficiais da China mostraram um crescimento de 5% no período, atingindo as metas do país.

A reportagem aponta outros indicadores suspeitos. Sobre o desemprego de jovens, a taxa ficou 5 meses sem ser divulgada. Era de 21,5% e, quando voltou a ser anunciada, estava em 14,5%, com o governo chinês dizendo que 62 milhões de jovens que estão estudando não podem ser incluídos, mesmo que estejam procurando emprego. Os dados de mortos cremados (a maioria, no caso da China) pararam de ser divulgados em 2022… A produção de shoyu, tradicional molho de soja muito consumido na China, sempre foi um indicador econômico, mas os dados pararam de ser divulgados em maio de 2021… Sobre investimento estrangeiro, as duas principais bolsas chinesas deixaram de publicar dados em tempo real sobre entradas e saídas em abril de 2024. O Partido Comunista Chinês também parou de divulgar, em 2022, os dados sobre vendas de imóveis habitacionais no país.

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