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RESUMO DE NOTÍCIAS – 06/08/2025

4 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 06/08/2025

Tarifaço contra a tirania, clima ruim para Lula e as pautas mais importantes para o Brasil

O tarifaço do Trump contra a tirania no Brasil

Entram em vigor hoje as tarifas de importação de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o Brasil. Com isso, parte dos produtos brasileiros vai pagar a mais alta taxa do mundo para entrar nos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump assinou na quarta-feira o decreto que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. A medida, no entanto, prevê uma longa lista de exceções como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

Como motivo principal para a adoção do tarifaço, os Estados Unidos citam “perseguição política, intimidação, assédio, censura e processos judiciais” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, classificando essas ações como “graves abusos de direitos humanos” e um enfraquecimento do Estado de Direito no Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é citado no texto como responsável por “ameaçar, perseguir e intimidar milhares de seus opositores políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, frequentemente em coordenação com outros membros do STF”.

A Casa Branca informou que “o presidente Trump está defendendo empresas americanas contra extorsão, protegendo cidadãos americanos contra perseguição política, salvaguardando a liberdade de expressão americana contra censura e protegendo a economia americana de ser sujeita a decretos arbitrários de um juiz estrangeiro tirânico”.

O clima está muito ruim para o Lula

Lula não tem o menor interesse em negociar com Donald Trump. Ele ainda mantém a aliança com os tiranos do STF, e tudo o que quer é a eliminação de seus opositores. Ontem, discursando em evento no Palácio do Planalto, o petista disse o seguinte: “Eu não vou ligar para o Trump para comercializar porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para a COP, porque quero saber o que ele pensa da questão climática”.

O que Trump pensa da questão climática é que o mundo não vai acabar depois de amanhã… Que o clima na Terra sempre mudou, que o ser humano deve, claro, poluir menos o planeta, mas que nenhum cientista sério consegue determinar quanto a ação humana influencia o clima.

Sobre a COP30, os escândalos não param. Duas empreiteiras vinculadas ao deputado federal Antônio Doido (MDB-PA) estão sendo investigadas por desvios de verbas públicas. Elas têm contratos milionários com o governo do Pará e venceram duas licitações da COP30. Uma de R$ 142 milhões e a outra de R$ 123 milhões, totalizando quase R$ 300 milhões.

Há também denúncias de desmatamento em área de preservação na região de Belém para a execução de obras para o evento sobre o clima. E um escândalo internacional: hotéis e até motéis de Belém estão cobrando diárias astronômicas no período da COP30, o que gerou pedidos de representantes de vários países para que o encontro fosse transferido para outro lugar.

O presidente da Áustria, Van der Bellen, anunciou que não vai participar da COP 30, em Belém, por causa dos altos custos da viagem. O comunicado do cancelamento foi divulgado pela emissora pública de rádio e televisão da Áustria: “Os custos particularmente altos para a participação do Presidente Federal na COP deste ano, além da delegação austríaca de negociadores, não estão dentro da estrutura orçamentária apertada da Chancelaria Presidencial por razões logísticas”.

As pautas mais importantes para o Brasil

Na volta do recesso parlamentar, deputados e senadores de oposição fizeram um protesto em frente ao Congresso ontem de manhã. Eles apresentaram as pautas que realmente importam para o Brasil e exigem que sejam levadas adiante. As principais são: impeachment de Alexandre de Moraes, anistia para os inocentes do 8 de Janeiro e fim do foro privilegiado para os parlamentares.

Como o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, têm seus próprios interesses como prioritários, a oposição resolveu obstruir a pauta das duas casas.

Deputados da oposição pernoitaram de ontem para hoje no plenário da Câmara dos Deputados. Eles organizaram uma lista de revezamento para permanecer no plenário da Casa, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. São três grupos de deputados com turnos programados a cada três horas.

Na Globo News, três “comentaristas” chamaram o movimento da oposição de “chantagem”, “motim”, “circo” e “um mal para a democracia”. Apenas um deles fez uma previsão correta: “Isso é só um aquecimento do que vai acontecer se Bolsonaro for preso. Se isso acontecer, vai ser muito pior”.

Em defesa do impeachment de Moraes

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve uma conversa sobre o travamento da pauta do Legislativo com os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), pedindo apoio à obstrução dos trabalhos no Congresso.

Rueda e Nogueira, cujas legendas formam uma federação, aceitaram participar da ofensiva pela paralisação dos trabalhos no Legislativo e orientaram as bancadas dessa forma.

Falta agora União Brasil e PP desembarcarem do governo Lula, entregarem os ministérios que têm e apoiar as pautas mais importantes para o Brasil.

O senador Ciro Nogueira, que foi ministro de Bolsonaro e visitou o ex-presidente ontem, ainda não assinou o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Está esperando o quê?

Outros senadores que ainda aparecem entre os indefinidos sobre o tema estão sob pressão popular. Romário, que é do PL, foi um dos que fecharam suas redes sociais para comentários.

A mulher de Moraes na mira da Magnitsky

Depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avança para aplicar sanções à mulher do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes.

A Casa Branca passou a discutir um conjunto de medidas em resposta à prisão de Bolsonaro. Entre elas, a ampliação do tarifaço ao Brasil, a aplicação da Lei Magnitsky a mais integrantes do Supremo e a suspensão do visto de juízes auxiliares da Corte, de autoridades da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, e de políticos com atuação no STF.

Até o momento, as restrições a Viviane Barci de Moraes são a medida mais concreta em análise. Washington entende que sancionar a advogada seria uma “extensão” das medidas que já afetam Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky.

Na visão da Casa Branca, a sanção impactará, de forma significativa, as atividades do escritório Barci de Moraes, ao impedir que seja contratado por americanos e pessoas e empresas que tenham negócios com os Estados Unidos.

Barroso caminha para o seu próprio “perdeu, mané”

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, 67 anos, tem demonstrado frustração com a divisão da Corte, pela qual ele tem boa parcela de culpa. Nos bastidores, Barroso aparenta se sentir impotente para mudar esse quadro. Quem conversa com o presidente do Supremo fica com a impressão de que ele pode sair do Tribunal depois de deixar a presidência, no fim de setembro.

De todos os 11 ministros do STF, Barroso é o que tem mais ligações com os Estados Unidos. A família tem imóvel (declarado) em Miami. E ele passa temporadas de estudos em Harvard. Agora, tudo pode ter ficado fora de seu alcance, com o cancelamento de seu visto para entrada nos Estados Unidos.

Se Barroso realmente decidir sair, Lula vai indicar mais um ministro para o STF – já nomeou dois neste terceiro mandato: Cristiano Zanin e Flávio Dino. Há quatro candidatos: Bruno Dantas (ministro do TCU), Jorge Messias (ministro da AGU), Rodrigo Pacheco (senador por Minas Gerais pelo PSD) e Vinicius Carvalho (ministro da CGU).

O meio acerto da canalha Folha de São Paulo

A Folha de São Paulo publicou hoje em sua matéria principal que o STF pode derrubar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A manchete é: “Prisão de Bolsonaro isola Moraes no STF e pode ser reconsiderada”. O texto diz o seguinte: “Ministros do Supremo Tribunal Federal consideraram a decisão de Alexandre de Moraes de colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar exagerada, desnecessária e insustentável juridicamente. A avaliação, que isola Moraes em momento delicado, é a de que sua decisão debilita o STF justamente quando o tribunal e ele próprio estão sob ataque do governo americano. Há expectativa de que o ministro reconsidere sua decisão”.

A Folha também publicou o editorial “Bolsonaro tem direito à livre expressão”. O subtítulo é: “Alexandre de Moraes erra ao determinar a prisão domiciliar de ex-presidente, e a maioria de seus colegas deveria reinstituir a garantia constitucional que não abandona nem sequer quem cumpre pena em prisões”.

O texto pinta Jair Bolsonaro como um “ditador”, um “desqualificado que ataca a imprensa”, um “aventureiro do autoritarismo”, “um inimigo da Constituição e das liberdades civis”, que, “se não fosse parado”, teria dado um golpe de Estado. Esse delírio permeia quase todo o artigo. Até que na parte final o editorial diz: “O Brasil deve reconhecer que Jair Bolsonaro detém ampla liberdade de se defender na Justiça e de se expressar onde quer que seja, inclusive nas redes sociais. Democratas não se transformam em tiranos para combater a tirania. A pretexto de enfrentar a ameaça autoritária, o ministro Alexandre de Moraes, apoiado pela maioria dos colegas, desenvolveu teoria e prática estranhas à Carta. As ordens de censura, muitas vezes exaradas em despachos secretos que não permitem defesa, tornaram-se lugar-comum. Moraes errou ao pretender silenciar Bolsonaro numa ordenação kafkiana, impossível de cumprir. Moraes erra ao mandar prender o ex-presidente por ter se comunicado com apoiadores em atos organizados pela direita. A maioria dos colegas de Alexandre de Moraes precisa reinstituir esse princípio basilar da ordem democrática. O espírito de corpo ou de defesa contra assédio estrangeiro não justifica relativizar garantias constitucionais”.

Sem Bolsonaro, “está na hora de cumprir as leis”

A Transparência Internacional Brasil, parte de uma organização global de combate à corrupção, afirmou em comunicado que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada por Alexandre de Moraes, ministro do STF, baseia-se “em fundamentos jurídicos frágeis”. Para a organização, “o STF se empoderou para resistir aos ‘ataques reais’ durante o governo Bolsonaro”, porém “esse empoderamento, que ‘foi necessário em um contexto emergencial’, não pode se converter em prática permanente de atuação de ofício e extrapolação de limites constitucionais”.

A Transparência Internacional disse que a prisão domiciliar do ex-presidente foi provocada por “suposta violação de proibição genérica de comunicação”, o que, para a organização, “é preocupante e parece configurar tentativa de silenciamento incompatível com o Estado de Direito”.

A ONG globalista faz o mesmo raciocínio de boa parte da imprensa e do governo Lula: “o STF teve de rasgar as leis para defender e restabelecer a democracia”. A Transparência Internacional defende o seguinte: “agora que Bolsonaro foi derrotado, é melhor voltar a respeitar a Constituição”.

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