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RESUMO DE NOTÍCIAS – 06/10/2025

4 de out.
4 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 06/10/2025

Lula conversa com Trump, Tagliaferro é ouvido pela Justiça da Itália e Bukele proíbe “linguagem neutra” em El Salvador

Trump e Lula conversam por videoconferência

Donald Trump e Lula fizeram uma videoconferência hoje de manhã, para tratar das tarifas sobre produtos importados do Brasil pelos Estados Unidos e das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do assessor para assuntos internacionais, Celso Amorim.

O petista pediu que o governo americano revogue as tarifas e as sanções, e Trump indicou o secretário de Estado, Marco Rubio, como interlocutor. Rubio deve conversar em breve com Alckmin.

O governo brasileiro considerou a conversa “positiva”, mas, pelo que se conhece do secretário de Estado americano, não há a menor chance de que o governo dos Estados Unidos desista das medidas adotadas contra o Brasil e “autoridades” do país.

Tagliaferro é ouvido pela Justiça da Itália

O ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE Eduardo Tagliaferro teve uma audiência hoje na Justiça da Itália. Ele saiu animado. Disse que o juiz ficou impressionado com os relatos sobre tudo o que está acontecendo no Brasil.

Tagliaferro citou especificamente casos de exilados políticos, como a juíza Ludmila Lins Grilo, e brasileiros que buscaram abrigo na Argentina, nos Estados Unidos e em países da Europa.

Congressista americano cobra aplicação da Magnitsky contra Moraes

O deputado Rich McCormick, do Partido Republicano, aliado de Donald Trump, enviou um ofício ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, cobrando a adoção de medidas para o cumprimento da Lei Magnitsky, principalmente por bancos brasileiros. A sanção foi aplicada pela Casa Branca contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

No documento, McCormick manifestou preocupação com o suposto descumprimento das sanções por instituições financeiras no Brasil e alegou que “a presença contínua de um indivíduo sancionado em tal posição de autoridade judicial cria riscos de conformidade para pessoas e instituições americanas que operam em um dos maiores mercados emergentes para investimento americano”. Ele quer uma fiscalização firme do governo americano para que as sanções contra Alexandre de Moraes sejam respeitadas.

Manifestação defende liberdade para Jair Bolsonaro

Apoiadores de Jair Bolsonaro vão voltar às ruas amanhã. A mobilização é para defender a liberdade do ex-presidente, que está em prisão domiciliar. O movimento vai se restringir a uma caminhada pelas ruas de Brasília. A concentração será em frente à Catedral de Brasília a partir das 16h.

Professor da USP é preso nos EUA por disparos perto de sinagoga

Professor de Direito da USP (Universidade de São Paulo) e professor visitante na Universidade Harvard, Carlos Portugal Gouvêa, de 43 anos, foi preso nos Estados Unidos na quarta-feira depois de disparar um rifle de pressão com chumbinho nas proximidades da sinagoga Beth Zion, em Massachusetts. Um dos tiros quebrou a janela de um carro que estava estacionado.

Esse caso foi registrado justamente no início do feriado judaico do Yom Kippur, o Dia do Perdão. Gouvêa foi acusado de disparo ilegal de arma de pressão, conduta desordeira, perturbação da paz e danos maliciosos à propriedade privada. De acordo com o relatório policial, o advogado disse às autoridades que estava caçando ratos na região.

O professor é um dos fundadores do Instituto Sou da Paz, organização criada em 1997 que defende o desarmamento da população. Também é fundador e diretor-presidente do Instituto de Direito Global, um think tank que se dedica à pesquisa sobre “justiça social” e “justiça ambiental”.

A polícia disse que não havia indícios de que Gouvêa tinha o objetivo de alvejar o Templo Beth Zion. A própria sinagoga disse aos afiliados, em um e-mail enviado nesse domingo, que não há prova de que o incidente tenha sido de natureza antissemita.

A Universidade de Harvard colocou o professor em licença administrativa, depois da prisão. Ele já compareceu ao Tribunal Distrital e se declarou inocente de todas as acusações.

Trump quer acordo para acabar com a guerra em Gaza

As delegações de Israel e do Hamas se reúnem hoje na cidade do Cairo, no Egito, para negociar um acordo de paz em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O grupo terrorista palestino indicou que está disposto a aceitar grande parte do plano de 20 pontos apresentado pela Casa Branca para obter a libertação de reféns israelenses e terminar com a guerra na Faixa de Gaza.

A expectativa é de que os negociadores detalhem questões que não ficaram claras na resposta do Hamas, incluindo desarmamento e futuro governo de Gaza.

A proposta americana prevê um governo internacional temporário, que seria chamado de “Conselho da Paz”, chefiado e presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair. O controle de Gaza seria posteriormente cedido à Autoridade Palestina.

O plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos. Em troca, o governo israelense libertará presos palestinos e devolverá restos mortais de pessoas de Gaza.

O acordo sugere ainda que o território palestino não será anexado por Israel e que o Hamas não terá participação no futuro governo da região.

Integrantes do grupo terrorista palestino que se rendessem seriam anistiados.

A proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses da região e a desmilitarização de Gaza.

Com apoio de Musk, Bukele, de El Salvador, proíbe “linguagem neutra”

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, proibiu a linguagem neutra em todas as instituições públicas de ensino do país. A decisão governamental foi anunciada na última semana: “A chamada ‘linguagem inclusiva’ está proibida em todos os centros educacionais públicos do nosso país”, afirmou Bukele, em postagem na rede social X.

A decisão contra o uso da linguagem neutra contou com o apoio de Elon Musk, que comentou a publicação de Bukele com uma palavra: “Bravo”.

Nas últimas semanas, o empresário passou a promover uma campanha de boicote à Netflix por promoção da agenda woke. A plataforma de streaming se tornou alvo de Musk depois de lançar uma série infantil na qual o protagonista é um adolescente transgênero.

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