RESUMO DE NOTÍCIAS – 07/01/2026
Publicado originalmente por Redação Timeline em 07/01/2026
Bolsonaro faz exames em hospital, Brasil se junta a Irã na defesa de Maduro e possíveis fraudes no novo PAC de Lula são apontadas
Moraes finalmente autoriza ida de Bolsonaro a hospital
Mais de 24 depois de uma queda de Jair Bolsonaro na cela, o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou o deslocamento do ex-presidente ao Hospital DF Star, em Brasília, para realizar exames. Moraes determinou que o deslocamento de Bolsonaro fosse feito de maneira discreta, e o desembarque ocorresse nas garagens do hospital.
O quadro de saúde de Bolsonaro é delicado. Na noite de segunda para terça, o ex-presidente caiu da cama enquanto dormia e bateu a cabeça. De acordo com os médicos que o acompanham na Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro teve traumatismo craniano leve e apresenta um corte na região da bochecha. A equipe médica da PF não identificou “necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.
Um dos médicos de Bolsonaro o examinou ontem à noite. O cardiologista clínico Brasil Caiado disse que o ex-presidente apresenta apatia e lentidão nas respostas, em razão da queda sofrida dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A equipe da Superintendência detectou o incidente por volta das 8h, embora haja indícios de que a queda de Bolsonaro tenha ocorrido aproximadamente às 5h. Quando o médico de plantão finalmente examinou o ex-presidente, ele identificou possível traumatismo craniano, lesão no dedo e suspeita de crise convulsiva.
Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, afirmou que não vai esmorecer “diante de um estado de coisas que fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana, tão caro na legislação ocidental e omnipresente no cuidado pelas Cortes Internacionais”.
Brasil se junta ao Irã para defender a ditadura na Venezuela
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nessa terça-feira que o regime islâmico conversou com o governo do Brasil sobre a situação da Venezuela depois da operação bem-sucedida dos Estados Unidos para capturar o ditador Nicolás Maduro.
Segundo o comunicado, o telefonema foi entre os ministros das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas, e do Brasil, Mauro Vieira, que classificou a ação militar americana como uma “clara violação da Carta da ONU”…
Durante a ligação, segundo o governo iraniano, os países concordaram em mobilizar outras nações em desenvolvimento para “estreitar a cooperação e coordenação” por meio de fóruns internacionais, sob a justificativa de combater o unilateralismo, defender o direito internacional e os princípios presentes na Carta da ONU.
Governo Lula pouco faz para cobrar dívida da Venezuela com Brasil
A dívida da Venezuela com o Brasil terminou 2025 em US$ 1,856 bilhão (cerca de R$ 10,1 bilhões), segundo dados do Ministério da Fazenda. A origem dessa dívida é a ajuda do Brasil para o financiamento de obras de infraestrutura na Venezuela no início dos anos 2000, como a expansão do metrô de Caracas, uma ponte sobre o Rio Orinoco, a Usina Siderúrgica Nacional e estaleiros. O país caribenho está inadimplente desde 2018.
Os financiamentos foram cobertos pelo SCE (Seguro de Crédito à Exportação), que é lastreado no FGE (Fundo de Garantia à Exportação) — mecanismo operado pela União para garantir o pagamento a exportadores brasileiros em casos de inadimplência dos países importadores.
Segundo o BNDES, todas as prestações não quitadas pela Venezuela “já foram integralmente indenizadas pelo SCE”, e o saldo devedor foi transferido à União.
O governo brasileiro afirma que está cobrando o pagamento da dívida da Venezuela por meio de “medidas administrativas e diplomáticas aplicáveis”. E quais seriam? Reuniões técnicas com representantes venezuelanos, em 27 de agosto e em e 1º de setembro de 2023, dois anos e meio atrás, e o envio periódico de ofícios de cobrança…
STF é informado de investigações sobre filho de Lula
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que está investigando citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no inquérito sobre desvios no INSS. Investigadores apuram se o filho de Lula teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. A hipótese é que Lulinha teria se envolvido no esquema de descontos ilegais no INSS por meio de uma amiga em comum com Antunes, Roberta Luchsinger.
A empresária foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, em dezembro. Ela tinha um contrato de consultoria com o Careca do INSS. Para auxiliá-lo em negócios com o governo federal, a empresária recebeu R$ 1,5 milhão. O Careca do INSS está preso desde setembro, suspeito de liderar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
Dinheiro na cueca de senador não é problema para a PGR
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito que apura a apreensão de dinheiro em espécie com o senador Chico Rodrigues (PSB-RR). Em 2020, o parlamentar foi flagrado pela Polícia Federal com mais de R$ 30 mil na cueca. Para a PGR, não surgiram elementos suficientes que indiquem origem criminosa dos valores encontrados durante a operação.
A manifestação foi encaminhada ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, em 28 de dezembro. No entendimento de Gonet, a inexistência de prova sobre a procedência ilegal impede o enquadramento do episódio como lavagem de dinheiro. Segundo o documento, o local em que o dinheiro estava não sustenta acusação penal.
No texto encaminhado ao STF, o procurador-geral também afastou a tese de obstrução das investigações. Para ele, a ocultação do dinheiro, isoladamente, não caracteriza esse crime, mas Gonet defendeu o envio de parte dos autos à Justiça Federal de Roraima para análise de outros fatos, entre eles a suspeita de direcionamento de contratações emergenciais na área da saúde, com possíveis indícios de superfaturamento e peculato.
ONG esquerdista aponta suspeitas em programa de Lula
Um novo estudo sobre a transparência no andamento dos projetos do Novo PAC, a principal vitrine do terceiro mandato de Lula, aponta um aumento do risco de fraudes, corrupção e má gestão por falhas graves na divulgação de dados. A apuração da ONG Transparência Internacional Brasil mostra que “a falta de informações básicas compromete o controle social e expõe projetos bilionários a problemas de fiscalização, com impactos diretos sobre a sociedade e o meio ambiente”.
Estruturado em nove eixos, o Novo PAC prevê investimentos de R$ 1,3 trilhão até 2026, mas com “nota zero” em seis das linhas de projetos, o que indica ausência total de dados desses indicadores. A última atualização pública do programa, com dados até dezembro de 2024, aponta 23.059 obras, mas com apenas 8.297 com link para detalhamento das informações, o equivalente a 35,98% do total de projetos listados.
O novo PAC é a reedição de um programa fracassado lançado no governo Dilma. Há uso indevido de recursos públicos, com maquiagem nas contas, suspeitas de fraudes nas licitações, superfaturamento e má gestão das verbas… O que já deu errado uma vez está dando errado de novo, com resultados ainda mais graves.
Lula gasta uma fortuna para promover propaganda enganosa
A Secom, Secretaria de Comunicação da Presidência da República, registrou em 2025 o maior volume de gastos com anúncios na internet desde que os dados começaram a ser divulgados: R$ 129,6 milhões. A série histórica, que considera gastos liquidados por meio de agências de publicidade, tem dados desde 2009.
Os principais gastos foram feitos com grandes plataformas digitais — Google, Meta (ex-Facebook), Kwai (Joyo Tecnologia) e TikTok (ByteDance).




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