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RESUMO DE NOTÍCIAS – 07/04/2025

4 de out.
3 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 07/04/2025

Um, dois, três, quatro... os governadores pela anistia e a pressão nos deputado

 

Só não vê quem não quer

Só “arrancando os olhos” para achar que havia na manifestação pró-anistia ontem na Avenida Paulista o que o grupinho da USP apontou: cerca de 44,9 mil pessoas. A maior parte dos “veículos de imprensa” citou esse número.

Nas redes sociais, Adolfo Sachsida, que foi ministro de Bolsonaro, publicou o seguinte: “Quando a imprensa afirma que a USP calculou o número de participantes na manifestação, é importante lembrar que essa estimativa foi feita pelo grupo ‘Monitor do Debate Político no Meio Digital’, vinculado à Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, não se trata de um departamento de estatística, engenharia ou tecnologia da informação. Na prática, a própria USP tem pouca ingerência sobre esse trabalho. Não há nenhum problema nisso, mas é fundamental deixar essa distinção clara”.

O Datafolha calculou 55 mil pessoas. O Portal 360 estimou que havia na Paulista 59,9 manifestantes, 11 vezes mais do que o reunido por Guilherme Boulos na semana anterior.

O Poder 360, com base em cálculos próprios, fez um comparativo entre os públicos de manifestações promovidas por Jair Bolsonaro e pela turma do Lula este ano. Cada grupo realizou cinco manifestações. A maior foi a realizada por Bolsonaro na Paulista em 25 de fevereiro e reuniu, segundo o portal, 350 mil pessoas. O ato do Boulos na semana passada foi o maior, de acordo com o Poder 360, organizado pelo grupo de Lula: 5,5 mil pessoas. No total, este ano, o grupo de Bolsonaro reuniu 527 mil manifestantes. O grupo de Lula, apenas 10 mil.

O Metrópoles foi o único que trouxe uma estimativa feita por policiais militares que estavam na Avenida Paulista e apontaram a presença no ato de ontem de  aproximadamente 320 mil pessoas.

Pior do que tentar descaradamente reduzir o número de manifestantes nas ruas, é considerar, como os veículos da “nova velha imprensa” procuram fazer, que o 8 de Janeiro foi uma “tentativa de golpe de Estado”. O G1 teve a cara de pau de publicar o seguinte: “Imagens aéreas mostram o ato na Avenida Paulista realizado neste domingo a favor da anistia aos condenados do 8 de Janeiro em Brasília, o maior ataque às instituições da República desde que o Brasil voltou a ser uma democracia”.

 

PL da Anistia

Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, anunciou que vai divulgar os nomes dos deputados que apoiam a anistia — “para que possam ser feitos agradecimentos a eles” —, dos que são contra o projeto e dos que estão indecisos, para que a população possa pressioná-los a assinar o PL.

O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, afirmou que “Motta será pautado pela maioria da Casa”. No carro de som, ele chamou um a um os sete governadores presentes, de cinco partidos, para perguntar se suas legendas apoiavam a pauta. Todos responderam que sim.

Na avaliação de lideranças do Centrão, a presença de sete governadores foi mais relevante do que a disputa pelo tamanho do público presente. Participaram do evento: Romeu Zema, de Minas Gerais, do Novo; Jorginho Mello, de Santa Catarina, do PL; Tarcísio de Freitas, de São Paulo, do Republicanos; Ronaldo Caiado, de Goiás, do União Brasil; Wilson Lima, do Amazonas, do União Brasil, Ratinho Júnior, do Paraná, do PSD; e Mauro Mendes, de Mato Grosso, do União Brasil. O governador do Rio, Cláudio Castro, do PL, só não compareceu por conta dos alagamentos no estado provocados por tempestades.

Pelo menos quatros dos governadores que estiveram na Paulista têm pretensões de disputar a presidência da República em 2026: Zema, Tarcísio, Caiado e Ratinho… Parece que estão de olho nos eleitores de Bolsonaro, que ainda tem esperança de poder concorrer. Se não puder, é possível que seu apoio seja pela candidatura de Eduardo Bolsonaro, que luta nos Estados Unidos contra a tirania no Brasil.

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