RESUMO DE NOTÍCIAS – 07/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 07/11/2025
Gilmar Mendes ouve protesto em Buenos Aires, Moraes nega recursos de condenados na “trama golpista” e Maduro indica que pode aceitar o exílio
“Gilmarpalooza” na Argentina tem protesto contra tirania
Um condenado pelos atos do 8 de Janeiro refugiado na Argentina interrompeu o evento de Gilmar Mendes em Buenos Aires e criticou o ministro. Symon Filipe de Castro Albino disse o seguinte: “Senhor Gilmar Mendes, é muito lindo falar de liberdade, mas eu estou há 2 anos sem ver minha família. Eu fui condenado no Brasil por um crime que eu não cometi. O Alexandre de Moraes me acusa, e acusa outros que estão aqui no nosso meio, sem nem ter provas de que eu entrei nos prédios públicos”.
Da plateia, Symon afirmou que há muitos inocentes entre os condenados: “Então, seu Gilmar, existem pessoas de bem que foram presas no dia 8 e não cometeram crime”.
Cercado por três seguranças, ele pôde concluir a sua fala e foi, então, retirado do local. Nenhum dos participantes comentou o discurso, e o evento seguiu normalmente. O auditório, aliás, tinha vários assentos vazios…
Começa o julgamento do recurso da defesa de Bolsonaro
A Primeira Turma do STF começou hoje a análise do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros 7 condenados na tal “trama golpista”. O julgamento vai até a sexta da semana que vem, no plenário virtual do Supremo. A votação estava liberada a partir das 11h, e às 11h03 o voto de Alexandre de Moraes já estava no sistema. Como esperado, ele negou os recursos das defesas. Participam da votação, além do relator, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
O STF confirmou que Luiz Fux não participará do julgamento. O ministro, o único a votar contra a condenação de Bolsonaro, pediu transferência para a Segunda Turma em outubro, depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Os recursos analisados são chamados de embargos de declaração. Eles servem para pedir esclarecimentos sobre eventuais contradições, erros ou omissões na decisão final do julgamento, mas não têm potencial para derrubar a condenação.
Denúncia contra Tagliaferro começa a ser julgada
O Supremo Tribunal Federal começou o julgamento virtual de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes. O caso envolve suspeitas de vazamento de informações sigilosas discutidas com servidores ligados aos gabinetes de Moraes na Suprema Corte e no Tribunal Superior Eleitoral. Moraes, claro, aceitou a denúncia da PGR…
Tagliaferro é acusado de quatro crimes: violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os ministros têm até a próxima sexta-feira para finalizar os votos.
COP30 em Belém tem protestos contra “roubalheira”
Além de todo o dinheiro dos pagadores de impostos que foi gasto em obras para a realização da COP30 em Belém, agora os participantes do evento, os jornalistas, todos os envolvidos na conferência do meio ambiente estão sofrendo com os preços cobrados pela alimentação…
Na área exclusiva para credenciados, de onde é difícil sair pela distância e também pela expectativa de estar perto dos locais onde estão as autoridades, um mero cafezinho sai a R$ 18. Um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate custa R$ 40. A coxinha é comercializada a R$ 35; o refrigerante, a R$ 25, mesmo preço da garrafa d’água, a pequena.
Para o almoço, uma posta de peixe vai custar R$ 69. Os acompanhamentos são à parte: um caldo de feijão simples ou uma mera farofa pode encarecer o prato em mais R$ 35.
A alternativa pode ser um espetinho no restaurante ao lado… Não, não pode. Um espetinho de alcatra à parrilha custa R$ 79. A versão “mais barata”, de linguiça toscana, sai por R$ 54. Um hambúrguer de cheddar e bacon, com 130g de carne, também chega a custar R$ 79.
Nicolás Maduro indica que pode aceitar o exílio
O Senado dos Estados Unidos rejeitou uma proposta que obrigaria o presidente Donald Trump a obter aprovação do Congresso antes de ordenar ações militares contra a Venezuela. A resolução foi derrotada por 51 votos a 49. Foi a segunda tentativa em um mês de limitar a atuação do governo em operações na América Latina.
Com a pressão cada vez maior, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, está disposto a iniciar negociações com os Estados Unidos, desde que haja garantias de participação chavista em uma possível transição política e anistia para integrantes do governo.Fontes próximas ao regime venezuelano disseram que Maduro busca um acordo que preserve a influência do movimento no país.




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