top of page

RESUMO DE NOTÍCIAS – 08/01/2026

3 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 08/01/2026

O ditador Alexandre de Moraes, o filho do Lula e a palhaçada do 8 de Janeiro

Alexandre de Moraes é o ditador do Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes declarou nula a ordem do Conselho Federal de Medicina para que o Conselho Regional do Distrito Federal abrisse uma sindicância para apurar a assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, Moraes determinou que a Polícia Federal realize a oitiva do presidente do CFM.

Em decisão proferida na noite dessa quarta-feira, Moraes afirmou que é “flagrante a legalidade e a ausência de competência correicional do Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação à Polícia Federal (PF)”, além de destacar que há “claro desvio de finalidade na determinação, bem como total ignorância dos fatos”.

O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, deverá ser ouvido pela PF no prazo de 10 dias. Moraes também determinou que o DF Star, onde Jair Bolsonaro passou por exames, encaminhe, em até 24 horas, todos os laudos e exames médicos do ex-presidente.

Médicos e advogados apontam ilegalidades na decisão de Moraes

Médicos e advogados estão protestando contra a decisão ilegal de Moraes de barrar a apuração determinada pelo CFM sobre a saúde de Bolsonaro e colocar o Conselho sob investigação.

A autonomia e a liberdade médicas não podem ser questionadas. O que Moraes está fazendo é invalidar a autonomia e botar sob seu domínio um Conselho que tem 600 mil médicos. Não há instituição alguma que o ministro respeite…

Moraes agiu de ofício, já que não foi pedida uma ação contra o CFM. A sindicância determinada pelo Conselho não tem nada a ver com “ação correicional” contra a Polícia Federal. É, sim, apuração de conduta médica. Os peritos médicos da PF, por serem médicos com CRM ativo, estão submetidos ao CFM. A sindicância é ato administrativo interno previsto em lei e é obrigação do Conselho abrir sindicância quando recebe denúncias.

A lei nº 3.268/1957 atribui ao Conselho Federal de Medicina e aos Conselhos Regionais a regulação e a fiscalização do exercício profissional da medicina em todo o território nacional. Essa competência alcança todos os médicos regularmente inscritos, independentemente do vínculo funcional, do local de atuação ou da autoridade sob a qual prestem serviço. Não há na legislação exceção para médicos servidores públicos, médicos militares, médicos da Polícia Federal ou médicos que atuem por determinação judicial.

Além de atuar, mais uma vez, como acusador, de ofício, Moraes tenta enquadrar a atuação do CFM em “crime genérico”… Em sua decisão, ele pede a “apuração de possíveis crimes”. Não há objeto específico. Parece que Moraes quer que a PF “use a criatividade” e encontre algum crime…

Filipe Martins é transferido de cadeia e fica longe da família

A Polícia Penal do Paraná transferiu Filipe Martins, ex-assessor da Presidência no governo Bolsonaro, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, entre segunda-feira e terça-feira, sem notificar previamente sua defesa ou seus parentes. A corporação confirmou a informação nessa quarta-feira.

Detido preventivamente desde 2 de janeiro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Martins é acusado de violar medidas cautelares…

Até então, ele estava na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, no interior do Paraná. A unidade fica próxima à residência da família do ex-assessor da Presidência.

A Lei de Execução Penal (LEP – Lei nº 7.210/1984), especialmente o artigo 103, prevê o direito do preso à permanência em local próximo à sua família para fins de ressocialização, embora seja um direito relativo, dependente de vagas e da conveniência administrativa.

Lula procura público para ato sobre 8 de Janeiro

Com Brasília esvaziada, auxiliares de Lula tiveram que convocar informalmente servidores de diferentes ministérios da Esplanada para que comparecessem ao ato do 8/1 que o petista realizou nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto. O governo temia não conseguir lotar o evento, que marcou três anos da manifestação de apoiadores de Jair Bolsonaro na capital federal, e isso realmente aconteceu. O público foi contado em dezenas, não mais do que isso.

Por ordem de Lula, pelo menos três ministros tiveram de interromper as férias para participar da solenidade. O petista mandou que voltassem ao trabalho o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; e o ministro das Cidades, Jader Filho.

Em outra frente, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, também convocou “movimentos sociais” para participarem do evento.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, optaram por não participar novamente do ato. Os dois avaliaram que o Planalto quer fazer do ato uma peça de campanha eleitoral.

E o Congresso vai ter de derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetria. No evento de hoje, o petista vetou integralmente o projeto.

STF comemora 8 de Janeiro como “vitória da democracia”

O Supremo Tribunal Federal também tem programação especial aberta ao público para lembrar os três anos da manifestação de 8 de janeiro, quando a sede da Corte também foi invadida.

O STF vai celebrar o que chama de “fortalecimento da democracia, simbolizado pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde”.

A programação no STF começou às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, foi exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.

Às 15h30, começou uma roda de conversa com jornalistas que cobriram a manifestação. E para as 17h está programada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer” com diversos “especialistas”.

PF quer saber se Lulinha é sócio oculto do “Careca do INSS”

Novas mensagens em posse da Polícia Federal revelam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mandou entregar uma encomenda no apartamento em que morava Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho de Lula.

Em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS enviou para um de seus funcionários o print de uma conversa com o endereço do prédio residencial em Moema, São Paulo, solicitando que fosse entregue um “medicamento” no local. O lobista disse que a entrega deveria estar no nome de Renata Moreira, mulher de Lulinha.

O apartamento, em área nobre de São Paulo, onde foi realizada a entrega pertence, no papel, ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio de Lulinha e também dono oficial do sítio de Atibaia usado por Lula.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou em outros casos na defesa de Lulinha, disse que o filho de Lula não tem conhecimento da encomenda: “Ele desconhece, até porque ele próprio não é o destinatário”. O advogado voltou a negar qualquer relação de proximidade entre o Careca do INSS e Lulinha.

A Polícia Federal investiga o envolvimento do filho de Lula com um dos principais operadores dos roubos contra aposentados e pensionistas do INSS. A suspeita é que o filho de Lula seja sócio oculto do lobista.

Venezuela fala em 100 mortos na ação para capturar Maduro

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, homem forte do país desde o governo de Hugo Chávez, afirmou que 100 pessoas morreram no ataque dos Estados Unidos para capturar o ditador Nicolás Maduro.

Cabello usou a tática do grupo terrorista Hamas e citou vítimas civis: “Até agora, e digo até agora, há 100 mortos, pessoas que não tinham nada a ver com o conflito, civis, mulheres que estavam em suas casas foram alcançadas pelo impacto das bombas poderosas lançadas contra o nosso país”.

O regime da Venezuela ainda não tinha divulgado um número, mas o Exército falava em ao menos 23 militares mortos. Autoridades afirmaram que grande parte do contingente de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio”. Cuba também declarou que 32 integrantes de suas Forças Armadas e serviços de inteligência na Venezuela morreram.

Maduro foi capturado ou é um refém resgatado?

O jornalista Leonardo Coutinho publicou em sua conta no X que um agente do DEA, departamento americano de combate ao narcotráfico, disse a ele que a equipe de Nova York percebeu que o ditador parece mais com um refém libertado do que alguém que foi preso.

Coutinho escreveu o seguinte: “Isso faz sentido, pensando que Maduro talvez tivesse tido a intenção de negociar com os Estados Unidos ou até mesmo fugir, mas, como era vigiado pelos cubanos (32 deles foram mortos na operação de extração), não teve como fazer. Já circulavam relatos de que ele estava sob ameaça e controle de Cuba”.

Presidente da Colômbia “baixa a bola” e conversa com Trump

O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que conversou por telefone com Donald Trump e que a ligação teria ajudado a aliviar as tensões entre os dois governos. Petro disse que essa foi sua primeira ligação com Trump desde que o presidente americano retornou ao cargo e que durou cerca de uma hora.

Petro afirmou que os dois líderes concordaram em restabelecer os canais de comunicação direta entre seus governos, incluindo entre os ministérios das Relações Exteriores e as presidências.

Trump utilizou a Truth Social para relatar o teor da conversa. Ele escreveu que “foi uma grande honra conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que me telefonou para explicar a situação das drogas e outras divergências”.

EUA rejeitam globalismo e se retiram de organismos internacionais

O presidente americano, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos vão se retirar de 31 instituições da ONU e de 35 outras organizações internacionais. A decisão foi publicada na página oficial da Casa Branca.

A decisão foi tomada porque essas organizações “operam contrariamente aos interesses nacionais dos Estados Unidos” e, segundo Washington, promovem políticas que prejudicam a soberania, a economia e a segurança do país. O memorando presidencial ordena que os departamentos e as agências do governo cessem a participação nessas organizações e o financiamento delas.

Comentários


bottom of page