RESUMO DE NOTÍCIAS – 09/06/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 09/06/2025
Mais “teatrinho”, mais impostos e mais comunistas assassinos
Mais um ato do teatrinho
O Supremo Tribunal Federal vai realizar, a partir de hoje, o interrogatório dos oito acusados de “tentativa de golpe de Estado”. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a Procuradoria-Geral da República, o grupo faz parte do chamado “núcleo crucial” da “organização criminosa” que atuou pela “ruptura democrática”.
Ao longo de maio, testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas na Corte. Agora, o interrogatório dos réus marca a reta final da fase de instrução do processo penal. Na sequência, acusação e defesa podem ter prazo para pedir diligências adicionais. Depois, será aberto prazo de 15 dias para alegações finais.
Serão realizadas audiências na Primeira Turma ao longo de toda a semana, até a sexta-feira. Todos os réus estarão presentes e se sentarão lado a lado, exceto o general Walter Braga Netto, que continua preso. O primeiro a ser ouvido será Mauro Cid, que fechou uma delação premiada com a Polícia Federal. Os outros sete réus serão interrogados em ordem alfabética.
Viva os impostos!
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite de ontem que o governo pretende editar uma medida provisória para aumentar a arrecadação dos cofres públicos e, dessa forma, conseguir “recalibrar” o decreto sobre a alta do Imposto sobre Operações Financeiras.
A equipe econômica do governo se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de líderes partidários, para tentar chegar a um consenso com relação a alternativas sobre o aumento do tributo.
O decreto sobre a alta do IOF foi anunciado há pouco mais de duas semanas pelo governo e causou uma reação negativa do mercado e do Congresso. O presidente da Câmara chegou a dizer que “o povo brasileiro não aguentava mais impostos”… Pois bem, Haddad recuou em alguns pontos do IOF, mas não vai abrir mão de aumentar impostos.
No caso do IOF, ele será cobrado sobre as chamadas operações de risco sacado, a alíquota desejada pela Fazenda era de 0,98%, mas haverá uma redução. Essas operações são feitas por inúmeros setores da economia para antecipar dinheiro que têm para receber de vendas a prazo – por exemplo, o pagamento de vendas feitas com cartões de crédito. Isso vai gerar um aumento dos juros praticados. Também será mantido o IOF aplicado sobre compras realizadas com cartões de crédito internacionais.
E Haddad atacou com o seguinte: ele vai editar uma medida provisória que prevê que títulos isentos de Imposto de Renda, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), vão passar a ter alíquota de 5%; as fintechs vão passar a pagar mais imposto, a tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para instituições financeiras subirá de 9% para 15% a 20%; e a taxação das apostas esportivas sairá de 12% para 18%.
A culpa é dos outros
A situação econômica do Brasil do PT é grave, o governo gasta muito e gasta mal. Só que Fernando Haddad, na apresentação de 15 páginas que fez a deputados e senadores no domingo, disse que a responsabilidade pela crise fiscal é toda do governo Bolsonaro…
Atentado na Colômbia
O senador Miguel Uribe, pré-candidato à presidência da Colômbia, está internado em estado gravíssimo depois de sofrer um atentado a tiros em Bogotá, no sábado. Um adolescente de 14 anos foi quem disparou contra Uribe, que foi atingido na cabeça e no joelho e passou por cirurgias.
Uribe tem 39 anos e foi o parlamentar mais votado nas eleições de 2022. Ele é neto do ex-presidente Julio Turbay, que governou a Colômbia de 1978 a 1982, e filho de Diana Turbay, uma jornalista que foi sequestrada e assassinada por traficantes que trabalhavam para Pablo Escobar. O crime foi em 1991, quando Uribe tinha cinco anos.
O governo de Gustavo Petro, do qual Uribe é opositor, faz o possível para se distanciar da tentativa de assassinato. Em sua primeira declaração sobre o atentado, em uma publicação em rede social, o presidente da Colômbia sequer citou o nome do adversário político baleado. Ele se referiu a Uribe como “o filho de uma mulher árabe”: “Ah, a Colômbia e sua eterna violência. Eles querem matar o filho de uma mulher árabe em Bogotá, que já havia sido assassinada, e não se deve matar no coração do mundo. Eles matam o filho e a mãe”.
Petro, que fez parte da guerrilha M-19, tem incentivado a radicalização política na Colômbia, chamando seus adversários de “fascistas”, “extremistas”, “radicais” e dito frequentemente “não passarão”, ainda saiu em defesa do adolescente que fez os disparos contra Miguel Uribe… O presidente afirmou que o menor deve ser “protegido”, porque na Colômbia “se protegem as crianças”…
Métodos comunistas
A desumanização dos adversários propagada por comunistas e socialistas dá a ideia de que é melhor mesmo eliminar indiscriminadamente todos os que são percebidos como “inimigos”. Recentemente, nas Américas, tivemos os atentados contra Donald Trump, Jair Bolsonaro e o assassinato de Fernando Villavicencio, no Equador.
Historicamente, diversos movimentos de esquerda adotaram a violência como tática central. Desde os anarquistas do fim do século XIX, com sua “propaganda pela ação”, originária das ideias do “revolucionário” russo Mikhail Bakunin – que incluía atentados e assassinatos de chefes de Estado para inspirar a revolução – até as guerrilhas urbanas do século XX. A premissa é a mesma: a ação violenta, mesmo isolada, pode “catalisar a consciência revolucionária e desestabilizar o status quo”.
São muitos exemplos desse tipo: as Brigadas Vermelhas, na Itália, organização marxista-leninista ativa nas décadas de 1970 e 1980, que praticou sequestros, e assassinatos de políticos, juízes e empresários e atentados a bomba. Em 1978, o ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro foi sequestrado e morto pelo grupo.
Na década de 1970, a Alemanha Ocidental sofreu com as ações da facção do Exército Vermelho, conhecida também como Gangue Baader-Meinhof, de extrema esquerda. A ideia era promover uma revolução por meio de sequestros, assaltos a bancos e assassinatos de políticos e empresários alemães importantes.
Na América Latina, as Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC) nasceram como um grupo guerrilheiro de inspiração marxista-leninista. Ao longo de décadas, promoveram sequestros de políticos e outros civis, atentados e emboscadas como ferramentas para pressionar o Estado colombiano e manter sua influência territorial.
No Peru, o Sendero Luminoso, grupo maoísta ativo a partir dos anos 1980, empregou violência brutal e indiscriminada, incluindo massacres de camponeses, assassinatos seletivos de prefeitos e líderes comunitários e atentados terroristas em centros urbanos, visando à derrubada do Estado e à implantação de um regime comunista.
Vários grupos inspirados na Revolução Cubana – como os Tupamaros, no Uruguai; Montoneros, na Argentina; ALN, no Brasil – se valeram de sequestros, assaltos e, em alguns casos, execuções de figuras políticas ou empresariais como forma de confrontar o Estado e promover a luta armada.
E ainda persiste a ideia entre comunistas e socialistas de que a eliminação de seus inimigos é necessária para servir a um propósito político maior, seja ele de desestabilização, seja de intimidação, seja de remoção do opositor.
ICE, ICE, baby
Cerca de 2 mil homens da Guarda Nacional foram enviados pelo presidente Donald Trump a Los Angeles, na Califórnia, para controlar protestos que começaram há três dias. As manifestações criminosas são contra a deportação de imigrantes ilegais.
Nesse domingo, homens encapuzados queimaram carros e foram reprimidos pelas forças de segurança com gás e balas de borracha. Houve ao menos 27 prisões.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou o envio das tropas federais. Ele foi contra o uso dessas forças e disse que o presidente comete abuso de poder e quer acirrar o conflito.
O decreto de Trump afirma que as tropas terão um papel de apoio, protegendo os agentes do ICE (Imigração e Alfândega) durante o cumprimento da lei, e não realizando diretamente atividades de policiamento.
A Revista Timeline conversou com um brasileiro que faz parte do US Marshals, uma agência federal de aplicação da lei. Ele disse que apenas imigrantes ilegais que cometeram crimes estão sendo procurados agora para deportação. E revelou também que os protestos não são orgânicos e que já há identificação de quem está por trás do financiamento das manifestações.
Humorista deportado
O humorista italiano Khaby Lame foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na última sexta-feira. Lame, de 25 anos, nasceu no Senegal e foi morar na Itália quando tinha apenas um ano. Ele é dono de um perfil no TikTok com mais de 162 milhões de seguidores e se tornou o criador mais seguido da plataforma em 2022.
Khaby Lame foi detido no Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas. Segundo o ICE, ele estourou o prazo determinado no seu visto para estadia nos Estado Unidos. O tiktoker foi liberado no mesmo dia e já deixou os Estados Unidos.
Barquinho da Greta
O governo de Israel informou que a Marinha do país interceptou o barco de ativistas que tentavam chegar à Faixa de Gaza. Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, a embarcação Madleen será conduzida em segurança para a costa de Israel e os ativistas serão mandados de volta a seus países.
O barco estava em águas internacionais, ainda distante da costa. Faziam parte da missão a ativista ambiental sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, que é filiado ao PSol. O grupo de 12 pessoas dizia que queria levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Como usava um veleiro pequeno, certamente não haveria como transportar grande quantidade de mantimentos… O ideal era que os “ativistas” fizessem pressão para que o Hamas não interferisse criminosamente na distribuição de ajuda humanitária já feita por Israel e organismos internacionais.




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