RESUMO DE NOTÍCIAS – 09/09/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 09/09/2025
Último ato do teatro macabro, a China se fingindo de boazinha, Israel ataca o terrorismo e o Nepal ataca o comunismo
O último ato macabro da Primeira Turma do STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retomou hoje o “julgamento” do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados dele por uma suposta “trama golpista”.
A sessão começou com o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Ele falou por cinco horas, usando narrativas e mentiras, para, no fim, condenar todos os oito réus do chamado “núcleo crucial”.
O segundo a falar é o ministro Flávio Dino. Esses dois votos encerram a terça-feira de “julgamento”.
Há sessões previstas também para quarta, quinta e sexta, com a seguinte ordem dos votos: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Os EUA avisam que estão de olho no STF
O subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, voltou a direcionar críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em publicação nas redes sociais, nessa segunda-feira, ele aproveitou a data da Independência do Brasil para enviar um recado ao magistrado: “Ontem marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro, que busca preservar os valores da liberdade e da justiça. Em nome do ministro Alexandre de Moraes e dos indivíduos cujos abusos de autoridade minaram essas liberdades fundamentais, continuaremos a tomar as medidas cabíveis”.
Em julho, o subsecretário já havia chamado o ministro de “coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro” e disse que os Estados Unidos estavam “atentos e tomando medidas”.
Na mesma ocasião, o senador Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado, anunciou a suspensão do visto de Moraes, de seus parentes e de outros ministros da Corte.
Em agosto, Beattie também advertiu que aliados de Moraes poderiam sofrer retaliações, caso apoiassem decisões do ministro: “Estamos monitorando a situação de perto”.
A China é tão boazinha…
O embaixador da China para assuntos da América Latina, Qiu Xiaoqi, declarou que o país é contra as sanções impostas pelo governo de Donald Trump a autoridades brasileiras, como no caso do ministro Alexandre de Moraes, do STF, punido com a Lei Magnitsky. Em entrevista a jornalistas na manhã de hoje, em Pequim, ele disse que o governo chinês não aceita a “interferência” em assuntos domésticos de outros países: “Nós nos opomos ao unilateralismo e promovemos o multilateralismo. Nós nos opomos à hegemonia e à interferência nos assuntos domésticos por quaisquer outros países”.
Moraes vira “persona non grata”
A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou uma proposta que torna o ministro do STF Alexandre de Moraes “persona non grata” na cidade.
A moção de repúdio a Moraes foi aprovada em votação simbólica. O texto foi apresentado pelo vereador Pablo Almeida, do PL, como “protesto em relação às condutas” do ministro, que configuram crime de responsabilidade.
A moção aprovada cita o episódio em que Moraes fez um gesto obsceno durante um jogo de futebol na Neo Química Arena, em São Paulo, no dia em que foi sancionado pela Lei Magnitsky, dos Estados Unidos.
Segundo o texto, houve quebra de decoro: “O comportamento adotado pelo excelentíssimo sr. ministro revela-se absolutamente incompatível com os princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade e decoro, que regem a administração pública (art. 37 da Constituição Federal), além de violentar o dever de urbanidade e respeito ao cidadão”.
A proposta também diz que as sanções dos Estados Unidos a Moraes foram aplicadas “com fundamento”: “A aplicação dessa legislação, por parte do governo dos Estados Unidos, a um magistrado brasileiro deve ser encarada com seriedade, prudência e responsabilidade institucional, jamais com escárnio ou desdém, como evidenciado no episódio em questão”.
E teve mais: ontem à tarde, a Câmara Municipal rejeitou um gesto a favor de Moraes. Os vereadores votaram “não” a uma moção de apoio ao ministro, que tinha sido apresentada pelo vereador Pedro Rousseff, do PT, sobrinho da Dilma, depois da decretação de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Os jornais radicais contra o “radical” Tarcísio
A Folha de São Paulo insiste em viver numa realidade paralela… Hoje o jornal publicou o editorial “Tarcísio toma caminho perigoso ao afrontar Judiciário”. O subtítulo é: “No feriado da Independência, governador paulista emulou bravatas e ataques de matriz autoritária de seu padrinho, Jair Bolsonaro, responsáveis por mergulhar o país em quatro anos de tensão institucional”. E tem gente que ainda lê essa porcaria…
O Estadão seguiu a mesma linha, publicou o editorial “Tarcísio cruzou o Rubicão”. A expressão já tinha sido usada pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias… O subtítulo do artigo do Estadão é: “O cálculo feito pelo governador de São Paulo no Sete de Setembro pode lhe custar caro: ao atacar o STF de forma tão virulenta, Tarcísio tisnou o verniz de moderação que o distinguia de Bolsonaro”…
O jornal carioca O Globo não quis ficar de fora e publicou o editorial “Tarcísio agride democracia com radicalismo”. Subtítulo: “Ao aderir à anistia e radicalizar discurso, ele perde eleitor moderado, de que depende para vencer em 2026”…
E ministros do STF avaliam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deveria procurar integrantes do tribunal nos próximos dias para dar explicações sobre seu discurso na manifestação na avenida Paulista no domingo.
Dois ministros do Supremo afirmaram, sob reserva, que interlocutores de Tarcísio procuraram o tribunal para expor a situação do governador.
Morre advogado do 8 de Janeiro
Advogado de réus pela invasão aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro, Luiz Felipe Pereira da Cunha, de 56 anos, foi encontrado morto na manhã dessa segunda-feira. Ele estava em casa, e a suspeita é de que tenha tido um infarto.
Cunha era advogado de Adalgiza Maria Dourado, de 65 anos. Em abril, ele acionou a Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o ministro Alexandre de Moraes, alegando violações de direitos humanos contra a cliente na penitenciária feminina da Colmeia, no Distrito Federal.
Em maio, depois da denúncia apresentada à OEA, Adalgiza Dourado teve prisão domiciliar concedida por Moraes. Na decisão, o ministro destacou a idade da ré, condenada a 16 anos de prisão, além de problemas de saúde.
O advogado também integrava a defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio, que está na Espanha.
Carlos Lupi: incompetente, omisso ou corrupto?
O ex-ministro da Previdência de Lula Carlos Lupi afirmou que não sabia de irregularidades em descontos de aposentadorias e pensões do INSS. Ele disse que não agiu para esconder fraudes nos descontos.
A questão é que Lupi foi alertado mais de uma vez em reuniões do Conselho Nacional de Previdência Social, ainda em 2023, sobre as fraudes.
As denúncias foram feitas pela conselheira Tônia Galleti. Ela já afirmou que o ministro demorou a agir, e que as medidas adotadas em resposta ao alerta foram insuficientes.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil – AL), deu a entender que Carlos Lupi é omisso, incompetente ou corrupto. Ele perguntou ao ex-ministro: “É padrão Lupi ser envolvido em denúncias de corrupção, foi omissão deliberada ou o senhor funcionava como rainha da Inglaterra?”.
Israel faz ataque contra o Hamas no Catar
Oficiais da força de defesa de Israel informaram que o país fez um ataque hoje contra a central do grupo terrorista Hamas em Doha, no Catar.
A força aérea atingiu cirurgicamente o edifício onde estavam chefes do Hamas. Foi a primeira vez na história que Israel atacou alvos no país do Golfo.
Cinco integrantes do Hamas foram o alvo do ataque, incluindo Halil el Hail, Khaled Mashal e Mohamed Darwish, chefe religioso máximo do Hamas. Se eles tiverem morrido, o grupo principal do Hamas no exterior estará eliminado.
O presidente dos Estados Enidos, Donald Trump, deu apoio ao ataque.
Protestos contra comunistas no Nepal
O primeiro-ministro do Nepal, K.P. Sharma Oli, do Partido Comunista, renunciou ao cargo hoje. A decisão foi tomada depois que confrontos em protestos no país provocaram 19 mortes. A motivação das manifestações foi a proibição das redes sociais pelo governo, que posteriormente as restabeleceu. Os manifestantes continuaram nas ruas mesmo depois da renúncia do premiê e da suspensão da proibição às plataformas. A pauta dos protestos tem girado em torno da luta contra a corrupção.
Segundo o New York Times, os manifestantes incendiaram as sedes do Partido Comunista do Nepal e do Partido do Congresso Nepalês, além das residências dos ex-primeiros-ministros Pushpa Kamal Dahal e Sher Bahadur Deuba. A casa de Oli também foi atacada, assim como a do ex-ministro do Interior Ramesh Lekhak, que renunciou na segunda-feira, depois de assumir a responsabilidade pelas 19 mortes. Os manifestantes também incendiaram o prédio da Suprema Corte, um tribunal anticorrupção e causaram danos ao edifício do Parlamento e à sede do maior grupo de comunicação do país.




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