RESUMO DE NOTÍCIAS – 09/12/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 09/12/2025
Flávio já empata com Lula em eventual segundo turno, Chiquini mostra envolvimento de Cid com “golpe” e os R$ 129 milhões do Banco Master para a mulher de Moraes
Relator diz que PL da Anistia é “sonho de verão” de Flávio
Com cerca de 10 dias para o início do recesso, parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo seu filho escolhido como pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enfrentam o dilema sobre o que fazer a respeito da anistia para os perseguidos políticos. O texto está parado na Câmara dos Deputados sem acordo e não tem espaço no Senado.
A explicação para a demora é a falta de apoio à proposta do relator Paulinho da Força, que quer um modelo de redução de penas, e não uma anistia “total e irrestrita”. O deputado do Solidariedade de São Paulo disse que não há nenhuma possibilidade de perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a expectativa do senador Flávio Bolsonaro é um “sonho de verão”.
O filho mais velho de Bolsonaro citou a votação do PL da Anistia como uma das suas prioridades neste momento. Ele busca o apoio de líderes do Centrão – com quem se reuniu ontem à noite, na casa dele.
Os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, evitaram expressar apoio de imediato e disseram que vão consultar suas bancadas sobre o possível apoio à anistia ampla, geral e irrestrita e também à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Tarcísio apoia Flávio, mas pode concorrer à presidência
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), finalmente se pronunciou sobre a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. Durante evento em Diadema, na Grande São Paulo, nessa segunda, ele destacou a lealdade “inegociável” a Bolsonaro e disse o seguinte: “O Flávio vai contar com a gente. Ele tem uma grande responsabilidade a partir de agora. Ele se junta a outros grandes nomes da oposição”.
Tarcísio não pregou a união entre os possíveis candidatos de oposição a Lula, e ele próprio continua sendo o mais cotado pelo mercado financeiro e pelo Centrão para concorrer à Presidência em 2026.
O presidente do Republicanos, partido de Tarcísio, Marcos Pereira, não quis participar da reunião com Flávio Bolsonaro ontem à noite. A ideia de ter o governador de São Paulo como candidato a presidente no ano que vem ainda está na mesa…
Flávio faz primeira visita ao pai como pré-candidato a presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi à Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, na manhã de hoje, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele chegou às 8h50 e ficou meia hora com o pai, limite máximo de duração da visita, por ordem de Alexandre de Moraes. Esse foi o primeiro encontro entre os dois desde que o senador confirmou que será o candidato do PL ao Planalto em 2026 por indicação do pai.
Pesquisa indica empate entre Lula e Flávio num segundo turno
Quase ninguém na imprensa falou da pesquisa do Instituto Veritá sobre as eleições presidenciais que mostram Lula e Flávio Bolsonaro empatados num eventual segundo turno…
O levantamento coloca Flávio com 39,2% das intenções de voto, enquanto o petista aparece com 39,8%.
Considerando apenas os votos válidos, Lula teria uma vantagem de 50,4% contra 49,6% para o senador, o resultado representa um empate dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
STF faz julgamento fajuto do núcleo de Filipe Martins
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal “julga”, a partir desta terça-feira, os réus do núcleo 2 da “trama golpista”. Eles são acusados de cuidar do gerenciamento das ações da “organização criminosa”.
Os réus são: Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal na gestão de Bolsonaro; Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF; Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência; Marcelo Costa Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro; Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública da Distrito Federal; e Mário Fernandes, general da reserva do Exército e kid preto.
Todos são réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo à vítima, além de deterioração de patrimônio tombado e concurso material…
Defesa de Martins faz grave acusação contra Mauro Cid
A defesa de Filipe Martins sustenta que o tenente-coronel Mauro Cid redigiu um documento que previa golpe de Estado e, para tentar tirar de si o foco das investigações, apontou o ex-assessor internacional de Bolsonaro como o autor da minuta encontrada pela Polícia Federal.
O advogado Jeffrey Chiquini diz que encontrou um plano de golpe, no celular de Mauro Cid, em meio a 78 terabytes de provas disponibilizadas nos autos. Os metadados do arquivo inédito comprovariam que o militar escreveu o documento: “Mauro Cid queria um golpe. Ele criou uma minuta golpista e tentou convencer seus comandantes a dar um golpe de Estado. Cid queria instalar no Brasil um ‘tribunal constitucional militar’. E tudo isso estava no celular dele, e foi omitido até hoje. Mauro Cid apresentou essa minuta aos comandantes, que não aderiram à sua vontade”.
Banco Master daria R$ 129 milhões a mulher de Moraes
Ao prender o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a Polícia Federal encontrou, no celular dele, cópia do contrato de prestação de serviços entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal.
Essa informação foi divulgada no fim de semana. Agora, a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, revela o valor do contrato: R$ 3,6 milhões por mês, durante 36 meses, que poderia alcançar o montante de R$ 129 milhões, se fosse cumprido integralmente. Como o banco foi dissolvido, não se sabe quanto efetivamente foi pago pelos serviços advocatícios do escritório de Viviane.
Vorcaro foi preso em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular. Ele já está em liberdade, graças a uma decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Na operação contra o Master, outros seis executivos foram presos.
Segundo O Globo, mensagens internas apreendidas durante a operação mostram que os pagamentos ao escritório de Viviane eram tratados como prioridade absoluta pelo Banco Master, mesmo em meio à crise financeira. O contrato tinha objeto amplo, com autorização para o escritório de Viviane representar o banco em diferentes áreas.
O escritório de Viviane e o Banco Master ainda não se manifestaram sobre o contrato. O ministro Alexandre de Moraes também não comentou o assunto.
Toffoli paralisa investigações sobre Banco Master
As investigações sobre o Banco Master estão paralisadas desde a última quarta-feira, quando o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que só ele poderia autorizar qualquer nova medida relacionada ao caso, como operações de busca e apreensão e quebra de sigilo de alvos da apuração.
Na prática, a decisão de Toffoli travou o avanço da apuração que se desenrolava na Justiça Federal de Brasília. Oitivas que seriam feitas após a prisão dos executivos do Master foram suspensas, assim como perícias nos celulares e computadores apreendidos na Operação Compliance Zero, sobre a fraude nos contratos de crédito de R$ 12,2 bilhões vendidos pelo banco de Daniel Vorcaro ao BRB.
Até agora, de acordo com fontes que seguem o processo de perto, o ministro não enviou o caso Master para a Procuradoria-Geral da República opinar, próximo passo do rito processual.
A decisão de Toffoli foi tomada depois que ele “analisou” pedido de Luiz Antônio Bull, um dos alvos da investigação de fraude bilionária envolvendo o Master. Bull é diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do banco e foi preso pela Polícia Federal no mês passado, mas acabou solto.
Por acaso, Toffoli foi em um jato privado para Lima, no Peru, acompanhar a final da Libertadores, acompanhado do advogado de Bull, o ex-secretário nacional de Justiça Augusto Arruda Botelho.
Celso Amorim defende o ditador Nicolás Maduro
O principal assessor para assuntos internacionais de Lula, o ex-chanceler Celso Amorim, afirmou que o Brasil não vai pressionar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, para que deixe o poder, diante da pressão dos Estados Unidos. Ele disse também que não quer incentivar a ideia de que o Brasil poderia oferecer asilo a Maduro, apesar de admitir que o ditador pode tentar abrigo no país, sob a proteção do companheiro Lula: “O asilo é uma instituição latino-americana para pessoas tanto de direita quanto de esquerda”.




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