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RESUMO DE NOTÍCIAS - 10/02/25

4 de out.
6 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 10/02/2025

A censura que só não vê quem a impõe e apoia, Hugo Motta enfrenta PT e Trump no Superbowl

Visita da CIDH

Poucos dias antes da visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA, ao Brasil, perfis das redes sociais bloqueados por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltaram a funcionar. Uma das contas é a do influenciador Monark, restabelecida por ordem do ministro do STF. Há registros ainda do retorno no Brasil de outras páginas, como as dos jornalistas Guilherme Fiuza e Bernardo Küster e do empresário Luciano Hang.

As plataformas Locals, GETTR e Rumble também voltaram a operar no país. O dono do Rumble, concorrente do YouTube, Chris Pavlovski, publicou o seguinte na rede social X: “O Rumble, uma empresa americana, está operando integralmente no Brasil. Eu dou crédito à vitória do presidente Trump em novembro. O movimento do Brasil para rescindir a ordem de censura contra o Rumble é a prova de que o mundo está mudando”.

Quase todos os jornais ignoraram a ida ao Brasil da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão (RELE), da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), exceto a Gazeta do Povo. Os integrantes da comitiva chegaram ontem a Brasília, e a visita vai até a próxima sexta. O objetivo é analisar a situação da liberdade de expressão no país.

A relatoria da CIDH visitará Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Nessas cidades, a delegação buscará ouvir autoridades dos Três Poderes (incluindo ministros do STF), membros do Ministério Público, organizações de direitos humanos, jornalistas, representantes de plataformas digitais, veículos de imprensa e universidades. O objetivo, segundo a organização, é compreender a “diversidade de perspectivas e experiências em relação à situação do direito à liberdade de expressão, incluindo o espaço digital”.

No ano passado, a CIDH suspendeu de última hora uma reunião com parlamentares brasileiros que foram até os Estados Unidos para denunciar casos de censura no país. O argumento para a suspensão da reunião foi um convite do governo Lula para que o relator especial para liberdade de expressão da CIDH visitasse o Brasil. Os parlamentares queriam apresentar pessoalmente à comissão denúncias de abusos em processos em andamento no STF, com suspensões de contas em redes sociais — afetando parlamentares, influenciadores, jornalistas e até cidadãos comuns.

 

Reações à liberação de contas nas redes

Sobre a liberação de contas em redes sociais de usuários censurados por Alexandre de Moraes e a volta das plataformas Rumble, Locals e GETTR, o advogado do ex-deputado Daniel Silveira, Paulo Faria, publicou o seguinte nas redes sociais: “Moraes acha que somos TOLOS, BURROS e TAPADOS. A decisão dele de 'liberar' as redes, às vésperas da visita da CIDH, não foi por acaso ou bondade: TRATA-SE DE ESTRATÉGIA para 'limpar a barra' e legitimar a censura, com certificação padrão CIDH. Só um tolinho para cair nessa...”.

O advogado André Marsiglia também se manifestou publicamente sobre o caso: “Não estão revogando a censura. As publicações antigas dos perfis reativados seguem censuradas. Apenas a censura prévia foi revogada, ou seja, deixam de impedir manifestações futuras dos usuários. No entanto, soltar alguém, sem dizer por que foi preso e por que foi solto, gera medo de novas censuras, a qualquer tempo, por qualquer coisa, resultando na pior das censuras: a autocensura. Lembrem-se, os donos dos perfis seguem processados e investigados, dentro de inquéritos totalmente ilegais e sigilosos”.

 

Superbowl com Donald Trump

Ontem, teve Superbowl, a grande final do campeonato de futebol americano. Donald Trump estava lá e se tornou o primeiro presidente a comparecer ao evento. Ele foi aplaudido. A cantora Taylor Swift, namorada de um jogador do Kansas City, que foi derrotado pelos Eagles, também estava no estádio. Ela, que defende o assassinato de bebês no ventre da mãe e apoiou Kamala Harris, foi vaiada.

E Elon Musk repostou no X uma piada de uma conta chamada TechOperator: “O Superbowl de verdade está acontecendo em Washington DC neste momento. É ‘Patriots contra Stealers’”. Patriots é um time da Nova Inglaterra. Steelers, escrito com duas letras “e” depois do “t”, quer dizer siderúrgicos e é o nome de um time de Pittsburgh. Na publicação no X, o nome foi grafado com “ea”, depois do “t”... ‘Stealers’ quer dizer ladrões...

 

A guerra contra Elon Musk

O empresário Elon Musk, chefe de eficiência governamental dos Estados Unidos, e a equipe dele conseguiram investigar até o último sábado, sem restrições, dados do Tesouro, até que a Justiça do país decidisse vetar o acesso.

Especialistas escolhidos a dedo pelo UOL afirmaram que há riscos que envolvem conflitos de interesse e falta de segurança dos dados, entre outros, nas investigações tocadas por Elon Musk. Segundo a turma ouvida pelo Uol, o acesso a contratos pode dar vantagem competitiva a Musk. O empresário é dono da SpaceX (empresa espacial com contratos com a Nasa), da Tesla (empresa de carro elétrico que recebe subsídios e tem empréstimos do governo) e da rede social X.

Os especialistas do Uol também se preocupam com a exposição de gastos do governo que são úteis para países adversários (como Rússia, Irã e China): “Acessos sem a devida segurança podem facilitar o hackeamento e comprometer a segurança nacional e de cidadãos dos EUA”.

Musk teve acesso por alguns dias a dados da Medicare (programa de saúde) e do sistema de pagamentos do governo, inclusive benefícios a veteranos. O sistema do Tesouro também inclui dados sobre salários federais, programas educacionais e contratos com o governo.

Elon Musk foi nomeado pelo presidente Donald Trump chefe do Doge (Departamento de Eficiência Governamental), órgão que promete reduzir o tamanho da máquina pública. E ele questionou no X: “Como o governo vai cortar gastos, se não sabe quanto é gasto e em quê?”.

 

Dinheiro para imigrantes ilegais

Elon Musk descobriu que a FEMA – Agência Federal de Gestão de Emergência – mandou, na semana passada, US$ 59 milhões para hotéis luxuosos de Nova York para que abriguem imigrantes ilegais. O chefe do DOGE já avisou que vai agir para recuperar o dinheiro.

 

PT reage a discursos de Hugo Motta

Lideranças do PT criticaram o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, por dizer que os ataques do 8 de Janeiro de 2023 não foram uma tentativa de golpe e por defender o debate sobre a adoção do semipresidencialismo no Brasil.

Recém-empossado presidente da Câmara dos Deputados, Motta defendeu em sua primeira semana no cargo pautas criticadas pelo governo Lula e disse que a Casa não vai votar mais projetos que aumentem impostos.

E o Diogo Schelp, no Estadão, já escreveu artigo afirmando que Hugo Motta “se prepara para fazer o errado com orgulho, seguindo o exemplo de Trump e Bolsonaro”...

Já passou da hora de o centrão perceber que o governo Lula é uma canoa furada, ou, como disse o antecessor de Motta na presidência da Câmara, Arthur Lira, o Titanic indo na direção do iceberg. Já passou da hora de o centrão abandonar a aliança com o PT.

 

Mais duas pancadas do Estadão no Lula

O Estadão publicou dois editoriais hoje com fortes críticas a Lula e a seu governo. O título do primeiro editorial é: “À falta de governança, resta o gogó”. Subtítulo: “Antes da hora, Lula resolveu subir em palanques Brasil afora como se não houvesse um país acossado por problemas de toda ordem que demanda a atenção e o tempo do chefe de governo”.

O segundo editorial é: “O impressionante déficit das estatais”. Subtítulo: “Longe de ser algo que possa ser relativizado, o resultado indica tendência perigosa para o futuro e demonstra que o temerário modo petista de gerir empresas públicas voltou com tudo”.

 

Eleição no Equador

O atual presidente do Equador, Daniel Noboa, vai disputar o segundo turno das eleições presidenciais contra a candidata de esquerda Luisa González. Os equatorianos foram às urnas nesse domingo. Havia 16 candidatos. Restaram Noboa, um empresário muito rico que se declara de centro-esquerda, e a pupila do ex-presidente Rafael Correa. A diferença entre os dois foi muito pequena: 0,5 ponto percentual. O segundo turno será em 13 de abril.

Noboa foi eleito em outubro de 2023, em eleições antecipadas no Equador convocadas pelo ex-presidente Guillermo Lasso, em meio a um processo de impeachment. O pleito convocado por Lasso definiria apenas quem completaria seu tempo de mandato até as eleições de ontem.

Um dos candidatos em 2023, Fernando Villavicencio, morreu assassinado. Os outros candidatos fizeram campanha sob forte esquema de segurança e, no dia da votação, tiveram de ir votar com coletes e capacetes à prova de balas.

Há cerca de cinco anos, o Equador, que era considerado uma "ilha de paz" na América Latina por conta dos índices de homicídio mais baixos do continente, viu a violência disparar, com a explosão de crimes ligados a cartéis de drogas, que "migraram" da Colômbia e começaram a ameaçar e matar governantes, promotores e juízes do país.

 

Gustavo Petro está perdido

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu a renúncia de todos os seus ministros. Ele pretende fazer uma reforma ministerial que lhe permita dar espaço a outras forças políticas e, assim, aprovar reformas no Congresso.

A maior parte de suas propostas de campanha não foi aprovada pelo Legislativo, e Petro está a pouco mais de um ano de novas eleições presidenciais.

Tomara que o povo da Colômbia faça de Gustavo Petro não apenas o primeiro esquerdista a presidir o país, mas o único...

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