RESUMO DE NOTÍCIAS – 10/07/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 10/07/2025
Trump contra a aliança entre STF e PT, a “soberania brasileira” dos fajutos, uma vira-lata no palácio e a inflação nas alturas
Lula e STF levam pancada de Donald Trump
Não foi por falta de aviso… O presidente Donald Trump acusou o Brics de ser um bloco contra os Estados Unidos, o que é mesmo… Depois, ele fez várias publicações em apoio a Jair Bolsonaro… Então, veio a primeira decisão do líder americano contra a perseguição ao ex-presidente brasileiro e uma forte reação ao posicionamento insano do Lula contra o Ocidente de um modo geral.
A tarifa de 50% anunciada nessa quarta-feira por Donald Trump sobre produtos brasileiros é a mais alta entre as novas taxas divulgadas até agora pelo presidente dos Estados Unidos.
De forma geral, Trump definiu tarifas mínimas sobre produtos importados, que variam entre 20% e 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.
Entre as 22 nações já comunicadas, o Brasil ficou com a taxa mais alta. A menor tarifa foi anunciada para as Filipinas (20%): Brasil, 50%; Laos e Mianmar, 40%; Tailândia e Camboja, 36%; Bangladesh e Sérvia, 35%.
Segundo o documento, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes”. Produtos como o aço e o alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.
A carta de Donald Trump a Lula
Na carta enviada a Lula sobre a elevação da tarifa para o Brasil, Trump citou Jair Bolsonaro. Ele disse que é “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal.
Trump também afirmou que a relação comercial dos Estados Unidos com o Brasil é “injusta”: “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”.
Na verdade, o Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os Estados Unidos desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações.
Lula afirmou que “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica. Trump já anunciou que, em caso de retaliação, vai devolver na mesma medida: “Se por qualquer razão o senhor [presidente Lula] decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos”.
Sobre o julgamento do 8 de Janeiro no STF, o petista escreveu: “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça brasileira e não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”.
O petista também respondeu às críticas de Trump em relação às plataformas digitais: “No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas, nacionais ou estrangeiras, estão submetidas à legislação brasileira.”
Lula encerrou a nota reafirmando os princípios que, segundo ele, guiam a política externa do país: “A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.” O petista fala em ataque à soberania brasileira, mas faz parte de uma aliança que acabou com a soberania do povo…
Ontem, o governo brasileiro convocou duas vezes o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Gabriel Escobar. E o Ministério das Relações Exteriores devolveu simbolicamente a correspondência ao diplomata americano no segundo encontro, como um gesto de repúdio às declarações e decisões de Trump.
Barroso e Lula não ligam para a soberania brasileira
Para que ninguém esqueça, em maio deste ano, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, disse que os Estados Unidos prestaram um “apoio decisivo à institucionalidade e democracia brasileira em momentos de sobressalto”. Foi durante um evento do LIDE, em Nova York: “Eu mesmo, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, estive com o encarregado de negócios americanos, estive muitas vezes, mas em três vezes eu pedi declarações dos Estados Unidos de apoio à democracia brasileira, uma delas no próprio Departamento de Estado, e acho que isso teve algum papel, porque os militares brasileiros não gostam de se indispor com os Estados Unidos, porque é aqui que obtêm os seus custos e os seus equipamentos”.
Ainda sobre a soberania brasileira, Lula e Janja pediram há pouco tempo ao ditador chinês, Xi Jinping, que ajudasse o Brasil a controlar as redes sociais…
Produtos brasileiros mais exportados para os EUA
Os principais produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, entre janeiro e junho de 2025, são: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos (US$ 2,37 bilhões); produtos semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 1,49 bilhão); café não torrado, não descafeinado (US$ 1,16 bilhão); carnes bovinas desossadas e congeladas (US$ 737,8 milhões); ferro-gusa (ferro fundido bruto não ligado – US$ 683,6 milhões); celulose (pasta química de madeira não conífera – US$ 668,6 milhões); óleos combustíveis e preparações de petróleo (US$ 610,2 milhões).
A reação à medida anunciada por Trump
O economista americano Paul Krugman, ganhador do prêmio Nobel, criticou as tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre exportações brasileiras. Em texto publicado ontem à noite, intitulado “Programa de Proteção a Ditadores de Trump”, ele classificou a ação do presidente republicano como “maligna e megalomaníaca”.
A colunista do G1 Sandra Cohen qualifica como “diplomacia da chantagem” a estratégia de Trump de aumentar impostos de produtos brasileiros.
Dos 27 governadores do país, só 4 usaram seus perfis em redes sociais para comentar o anúncio do presidente Trump. Três deles fizeram críticas a Lula e à condução do governo nas negociações com os americanos.
Nas redes sociais, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, publicou: “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado. Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram a negociação. Não adianta se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem governa. Narrativas não resolverão o problema”.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, escreveu: “O presidente Lula não está fazendo nada fora do script. Pelo contrário, segue à risca o que Hugo Chávez fez na Venezuela, ao afrontar gratuitamente o governo americano. Lá, ao sofrer represálias como as aplicadas agora ao governo brasileiro, Chávez ressuscitou Bolívar e conclamou o enfrentamento aos americanos em nome da soberania e veja o que aconteceu àquele país. Aqui, o Lula, de caso pensado, declara uma guerra contra o Congresso Nacional, tenta deflagrar uma luta de classes entre ricos e pobres (depois de ter assaltado os aposentados) e sai em ataque ao presidente dos Estados Unidos, país que sempre foi nosso aliado. Com as medidas tomadas pelo governo americano, Lula e sua entourage tentam vender a tese da invasão da soberania do Brasil. Mas Lula não representa o sentimento patriótico do nosso povo, e muito menos tem credenciais para defender a soberania brasileira. Lula já se ajoelhou ao narcotráfico e quer de toda maneira se aliar aos países que são verdadeiras tiranias sustentadas pelo ódio, a corrupção e o terrorismo. O que nos cabe fazer diante da gravidade do momento seria a criação de uma Comissão de Parlamentares, da Câmara e do Senado, com a missão de abrir diálogo com o governo americano. E esclarecer ao povo dos Estados Unidos que não confunda declarações do Lula com o pensamento do povo brasileiro”.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também se manifestou: “As empresas e os trabalhadores brasileiros vão pagar, mais uma vez, a conta do Lula, da Janja e do STF. Ignorar a boa diplomacia, promover perseguições, censura e ainda fazer provocações baratas vai custar caro para Minas e para o Brasil”.
O governador petista da Bahia, Jerônimo Rodrigues, claro, atacou Trump e defendeu Lula: “O Brasil não é quintal de ninguém. O presidente dos EUA, com essa decisão, taxa e castiga o setor produtivo brasileiro, que gera empregos e já tinha contratos fechados. Enquanto Lula trabalha para taxar as grandes fortunas, há quem jogue contra e prefira taxar o Brasil”.
Os exportadores brasileiros vão fazer o quê?
Representantes do agronegócio e da indústria do Brasil demonstraram preocupação com as consequências das medidas anunciadas por Donald Trump… O que essa turma precisa fazer agora é entender que o verdadeiro culpado por isso tudo é Lula e implementar uma frente para buscar o impeachment do petista.
Não foi à toa que, assim que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai taxar em 50% produtos importados do Brasil, a hashtag #ParabénsLula tomou conta da rede social X. Era ironia… Entre os assuntos mais comentados do X nos Estados Unidos também apareceu “Make Brazil Great Again”.
Lula sempre atacou Donald Trump
Na época da campanha presidencial nos Estados Unidos, Lula declarou apoio a Kamala Harris e chamou Donald Trump de “nazista”. Foi o comportamento antiamericano de Lula, seu alinhamento com China, Rússia, Irã e outras ditaduras e autocracias pelo mundo e sua aliança com o STF tirânico que levaram o Brasil a essa situação delicada.
E, na guerra contra a tirania no Brasil, a torcida é para que Trump adote finalmente as sanções previstas na Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e quem o cerca… Existe uma expectativa de que essas medidas viriam nos próximos dias. Além disso, a ação movida por Filipe Martins nos Estados Unidos para identificar os envolvidos no registro falso de uma entrada dele no país no fim de 2022 — o que foi usado por Alexandre de Moraes para levar o ex-assessor de Bolsonaro à prisão — pode ser concluída ainda este mês…
A deputada americana María Elvira Salazar, do Partido Republicano, criticou o STF e o ministro Alexandre de Moraes. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que “o que está acontecendo no Brasil é uma vergonha”. Ela acusou Moraes de atuar politicamente contra o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Os socialistas radicais e juízes ativistas, como Alexandre de Moraes, estão usando os tribunais como arma para silenciar Jair Bolsonaro, porque têm medo da vontade do povo. É um ataque político tirado diretamente do ‘manual socialista’”. A deputada concluiu sua manifestação com a frase: “Tirem as mãos de Bolsonaro!”.
Tem muita gente na mira dos Estados Unidos
Integrantes da Procuradoria-Geral da República se surpreenderam com o fato de o senador americano Shane David Jett (Republicanos), aliado de Donald Trump, ter acionado o gabinete do procurador-geral, Paulo Gonet.
A PGR não esperava entrar no foco dos Estados Unidos, que tem direcionado sua munição ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ao governo Lula.
Em carta enviada a Gonet, Shane David Jett solicitou “esclarecimentos sobre medidas adotadas pelo MPF/PGR para combater ilegalidades noticiadas na imprensa brasileira e internacional diante da possibilidade de sanções americanas”. O documento foi endereçado ao PGR em fevereiro e voltou a ganhar relevância agora.
Gonet e delegados da Polícia Federal também entraram na mira de sanções dos Estados Unidos, sob o argumento de que dariam “sustentação” a ações ilegais de Moraes.
Inicialmente, a Casa Branca planejava sancionar apenas o magistrado do STF. Depois do movimento de ontem de Donald Trump, auxiliares do presidente americano dizem que não ficariam surpresos se o escopo das sanções fosse ampliado.
A desqualificada Janja da Silva
Janja da Silva reagiu de forma inaceitável nessa quarta-feira, depois que jornalistas perguntaram a Lula sobre as tarifas comerciais para o Brasil que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava prestes a anunciar.
Lula deixava o Palácio do Itamaraty – após um almoço com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto – quando foi abordado por jornalistas, que disseram ao petista: “Trump disse que vai anunciar tarifas contra o Brasil…”.
Lula não respondeu ao questionamento, mas Janja reagiu na hora: “Ai, cadê meus vira-latas?”.
A assessoria de imprensa da Janja divulgou uma nota em que afirma que ela não estava se referindo a jornalistas quando proferiu a frase: “A frase dita pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, não se refere aos jornalistas que perguntaram ao presidente Lula sobre as declarações do presidente americano. E, sim, aos bolsonaristas que estão traindo os interesses e a soberania do Brasil”.
Inflação nas alturas
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,24% em junho, conforme dados divulgados hoje pelo IBGE.
Com o resultado, ficou confirmado que o Brasil descumpriu a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Pela nova regra da meta contínua — em vigor desde janeiro — há descumprimento quando a inflação oficial fica fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
E foi exatamente o que ocorreu: de janeiro a junho, o IPCA acumulado em 12 meses superou o teto de 4,5%. No período encerrado em junho, a inflação somou 5,35%, bem acima do limite do sistema de metas.




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