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RESUMO DE NOTÍCIAS – 11/11/2025

4 de out.
5 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 11/11/2025

PL Antifacção na pauta, Motta aceita STF no debate político e facções criminosas tomam conta do Brasil

PL Antifacção é discutido na Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça-feira a votação do Projeto de Lei Antifacção enviado ao Congresso pelo governo federal. O texto ainda não tem consenso e deve gerar embates entre governistas e oposição.

Antes de ser pautado, o texto ainda será discutido em pelo menos dois encontros nesta terça-feira. Motta vai se reunir com integrantes do governo. E a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve conduzir a articulação para preservar o texto original do Executivo.

As discussões principais giram em torno da participação da Polícia Federal em operações das polícias estaduais e da classificação das facções criminosas como grupos terroristas.

Motta resolve chamar STF para debate político

O presidente da Câmara, Hugo Motta, procurou o ministro Gilmar Mendes, atual decano do STF, em busca de apoio ao PL Antifacção. O objetivo seria impedir que o texto elaborado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), depois de aprovado, fosse declarado inconstitucional pela Corte.

Além de Gilmar, Motta procurou outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes. Na tarde da segunda-feira, o presidente da Câmara se reuniu com Moraes e o procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

A atuação político-partidária do STF deveria ser combatida pelo Legislativo, principalmente pelo Senado, que poderia abrir processo de impeachment dos ministros. E o que se vê é justamente o contrário: o Legislativo faz questão de trazer o Supremo para o debate político…

Moraes suspende investigação necessária sobre operação no Rio

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata da investigação sobre moradores que removeram corpos de uma área de mata nos complexos do Alemão e da Penha, depois da megaoperação policial.

O STF publicou a decisão nessa segunda-feira. O documento obriga o delegado responsável pela 22ª Delegacia de Polícia a explicar, em até 48 horas, os motivos que levaram à abertura do inquérito…

A Polícia Civil anunciou a investigação depois que moradores retiraram mais de 60 corpos de uma área de mata na madrugada seguinte à operação. A corporação afirmou que a ação configurava fraude processual. O motivo seria a alteração da cena de crimes que passariam por exames da perícia.

Os moradores ainda foram flagrados retirando as roupas camufladas que os criminosos do Comando Vermelho usavam quando foram mortos em confronto com a polícia. Isso também poderia caracterizar crime de vilipêndio de cadáver.

Presença do crime organizado no Brasil é uma das maiores do mundo

O Brasil registrou uma piora na presença do crime organizado, de acordo com o relatório divulgado pela organização internacional Iniciativa Global de Crime Organizado Transnacional. No ranking que considera dados de 2021 a 2025, o Brasil saiu da 22ª para a 14ª posição no Índice Global de Crime Organizado. Nessa classificação, o primeiro lugar é o que tem a pior situação. No caso, Mianmar, na Ásia.

São analisados o nível de criminalidade, além da capacidade que os Estados têm de enfrentar organizações criminosas. A metodologia atribui pontuações de 0 a 10, considerando o impacto do crime organizado em cada país. Entre os fatores avaliados estão a estrutura e influência dos grupos criminosos e os mercados ilícitos em que atuam.

No quadro geral, o Brasil aparece em uma categoria de 66 países que contam com alta criminalidade e baixa resistência do Estado. No mesmo grupo estão México, Camboja, Rússia, Camarões e Etiópia.

Começa mais um julgamento fajuto no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar nesta terça-feira o chamado núcleo 3 da tal “trama golpistas”. Os réus desse grupo, conhecido como “kids pretos”, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por cinco crimes, incluindo golpe de Estado. Além dos “kids pretos” – Forças Especiais do Exército –, há um policial federal no banco dos réus.

O grupo é acusado de participar de ações como monitoramento e planejamento de ataques contra autoridades. Trata-se do núcleo que, segundo a denúncia, teria elaborado o plano intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa “o assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes”. É aquele que só não foi adiante porque um dos integrantes do grupo não conseguiu pegar um táxi…

Jeffrey Chiquini defende Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército.

“Jornalista” tenta criminalizar exercício do jornalismo

Os jornalistas David Ágape e Eli Vieira, responsáveis por uma série de reportagens com denúncias sobre abusos, arbítrios e ilegalidades praticados por Alexandre de Moraes, publicaram artigo sobre a petição apresentada ao STF contra eles pela também jornalista Letícia Sallorenzo.

O título do artigo é: “Jornalismo não é milícia: ação mira autores da Vaza Toga no STF”. O subtítulo: “Processo de Letícia Sallorenzo enviado diretamente a Alexandre de Moraes contra os jornalistas David Ágape e Eli Vieira tenta criminalizar o exercício legítimo do jornalismo”.

Em 25 de outubro de 2025, a jornalista Letícia Sallorenzo apresentou ao STF uma petição criminal contra David Ágape e Eli Vieira, além do ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes Eduardo Tagliaferro. No documento, ela pede que os três sejam investigados por uma série de crimes, como difamação e injúria, associação e organização criminosa e até abolição violenta do Estado de Direito. Sallorenzo alega ameaças e perseguição, “amplificados por perfis de alto alcance”, ligando tudo aos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

Letícia não apresentou provas concretas que sustentem as acusações criminais contra David Ágape e Eli Vieira. Todos os comportamentos supostamente criminosos teriam sido cometidos por terceiros, não pelos jornalistas. Ela não apontou uma única mensagem dos colegas incitando violência, nem qualquer prova de coordenação entre os dois responsáveis pela chamada “Vaza Toga” e os usuários de redes sociais cujos comentários Letícia apresentou como supostamente delituosos. Também não pediu direito de resposta e não refutou nenhum dos documentos publicados por Ágape e Vieira.

Decretada falência da Oi, mas Lula, claro, teve lucro

Lula fez de tudo, em seu segundo mandato, para transformar a operadora de telefonia Oi numa “campeã nacional”: mudou a lei para permitir a fusão da Oi (ex-Telemar) com a Brasil Telecom, liberou financiamentos do BNDES, mas não teve jeito… A falência da Oi foi decretada nessa segunda-feira, depois de quase uma década de recuperação judicial.

A ordem foi expedida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decretando a convolação (transição) do processo de recuperação em falência: “Não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”, descreveu a juíza.

Se a Oi finalmente faliu, seria preciso continuar investigando tudo o que a empresa proporcionou de “benefícios” a Lula, principalmente com repasses de recursos a projetos de Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do petista.

Segundo investigações da Lava Jato, o grupo Gamecorp/Gol, de Fábio Luís, era contratado pela Oi/Telemar para prestar diversos serviços, mas não tinha mão de obra ou ativos necessários para realizar os trabalhos — uma evidência de que era um contrato de fachada para simular a legalidade dos pagamentos, que na verdade seriam propina… Até o famoso sítio em Atibaia foi comprado com dinheiro repassado pela Oi ao “sócio” de Fábio Luís.

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