RESUMO DE NOTÍCIAS – 11/12/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 13/12/2025
Zambelli tem mandato mantido, arruaceiro Glauber Braga também, Gilmar janta com senadores e Rio de Janeiro tem nova operação contra o CV
Zambelli tem mandato de deputada mantido pela Câmara
A Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Com 227 votos favoráveis e 170 contrários, não foi atingido o mínimo de 257 votos para validar a cassação do mandato da parlamentar, que está presa na Itália desde 29 de julho. A Casa iniciou o processo de cassação depois que o STF determinou a perda do mandato. Zambelli foi sentenciada a mais de 15 anos em duas condenações do STF.
Pressão e negociata garantem mandato do arruaceiro Glauber
A Câmara dos Deputados decidiu não cassar o mandato do deputado Glauber Braga (PSol-RJ). A decisão foi pela suspensão por seis meses.
Houve uma reviravolta. Os deputados pretendiam aprovar o parecer do Conselho de Ética, que, em abril, recomendou a cassação do mandato do parlamentar e sua inelegibilidade por oito anos.
O PSol, porém, apresentou emenda para substituir a cassação por suspensão de seis meses. E, com o apoio do governo e de partidos do Centrão, a emenda foi aprovada por 318 votos…
Glauber quebrou o decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, a chutes, o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro, em abril de 2024. O psolista justificou que Costenaro teria ofendido sua mãe, Saudade Braga, já falecida e ex-prefeita de Nova Friburgo (RJ).
Campeão de rachadinha ajuda Glauber Braga
A operação para livrar o deputado Glauber Braga (PSol-RJ) da perda de mandato contou com ligações do Secretário Especial de Assuntos Parlamentares do Ministério das Relações Institucionais, André Ceciliano, para deputados do baixo clero.
Segundo relatos e mensagens enviadas aos deputados, Ceciliano disse que o Planalto vai tomar as rédeas das comissões no ano eleitoral de 2026 para impedir que os R$ 12 bilhões em emendas que os colegiados podem destinar sejam usados por parlamentares que votam contra os interesses do governo. Ou seja, só quem “se comportar” vai ganhar dinheiro em ano de eleição.
Depois da repercussão negativa, Ceciliano voltou a procurar deputados dizendo que atuou como político, não em nome do governo e exigindo que desfizessem o “mal entendido”.
Em 2018, entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estourou o escândalo das rachadinhas envolvendo deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A imprensa só falou de Flávio Bolsonaro, suspeito de ter movimentado de forma irregular R$ 1,2 milhão. O então presidente da Alerj, André Ceciliano, aparecia no topo da lista dos suspeitos, com movimentações identificadas de R$ 50 milhões. E o que aconteceu? Ele foi poupado pela imprensa e virou secretário especial de Assuntos Parlamentares do Ministério das Relações Institucionais no terceiro mandato de Lula…
Um Congresso de egoístas e oportunistas
Circula nas redes vídeo com conversa entre deputados que escancara as pressões e as negociatas para a votação do PL da Dosimetria e do processo de cassação do mandato de quatro parlamentares: Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Glauber Braga.
A única preocupação dos envolvidos na conversa é garantir verbas de emendas parlamentares…
Gilmar Mendes, o político, janta com senadores
Ontem à noite, o ministro do STF Gilmar Mendes jantou na Trattoria da Rosário, no Lago Sul, em Brasília. Por sua mesa passaram quatro senadores, que pareciam prestar contas sobre as últimas votações no Congresso: Fernando Lopes de Farias, do MDB de Alagoas, Giordano, do MDB de São Paulo, Vanderlan Vieira Cardoso, do PSD de Goiás, e Weverton Marques de Sousa, do PDT do Maranhão. Weverton é o relator da nova lei do impeachment…
Outro homem, que usava no paletó um broche de parlamentar, também sentou-se à mesa com Gilmar, mas não foi identificado.
Segundo a fonte da Timeline, Gilmar Mendes não estava com uma cara boa… Ontem, ele recuou e suspendeu o trecho da liminar que restringia à Procuradoria-Geral da República o poder de pedir impeachment de ministros da Corte. A nova decisão foi publicada na tarde dessa quarta-feira depois de pedido protocolado pelo Senado Federal.
A sessão virtual de julgamento para referendar a liminar, que estava marcada para a próxima sexta-feira, foi retirada de pauta.
Na decisão, Gilmar argumentou que “a liminar impulsionou o avanço do projeto de lei que atualiza as regras de impeachment no Congresso, fazendo com que os parlamentares incorporassem de forma rápida parte do que defendia o Supremo”.
Luís Roberto Barroso volta de viagem a Paris
Desembarcou no Brasil ontem à noite, vindo de Paris, o ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso. Ele pegou um voo da Latam na capital francesa e viajou na classe executiva com um acompanhante não identificado pela fonte da Timeline.
Barroso, que perdeu o visto para entrar nos Estados Unidos, tinha na sua lista de desejos, quando decidiu se afastar do Supremo, assumir uma embaixada brasileira na Europa. Ele queria ser embaixador em Paris e encontrou resistência. Tentou a embaixada em Roma, e também não foi feliz…
Depois da dosimetria, a anistia ampla, geral e irrestrita
Parlamentares do Partido Liberal e aliados passaram a adotar o lema “vencemos uma batalha, em breve venceremos a guerra”, apresentando a dosimetria como um primeiro passo rumo à anistia “ampla, geral e irrestrita”. O tom dos discursos indica que a oposição não deve desistir facilmente da anistia aos perseguidos políticos, mesmo com a eventual aprovação total da dosimetria.
O texto aprovado na Câmara estabelece a redução obrigatória no cálculo das penas dos envolvidos no 8 de Janeiro, beneficiando diretamente os condenados pela tal “trama golpista”, a exemplo do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que a redução de penas é apenas o “primeiro degrau” e insistiu que a bancada seguirá lutando por anistia “sem adjetivos e sem meios-termos”. “Nenhum brasileiro será deixado para trás”, ele escreveu no X.
A Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav), formada por condenados, parentes e advogados, argumenta que o projeto de lei, divulgado como suposto benefício para os réus do 8 de Janeiro “não altera as penas, não garante revisão das condenações e não assegura qualquer progressão imediata de regime”. A Asfav reforçou que o encaminhamento do texto ao Senado não pode encerrar a luta pela anistia.
Governo do Rio promove nova fase da operação contra o CV
O Governo do Rio de Janeiro deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira, mais uma fase da Operação Contenção, criada para frear o avanço territorial do Comando Vermelho (CV) na região metropolitana.
Desta vez, mil policiais civis e militares foram mobilizados para atuar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, área estratégica para a facção.
Segundo o governo, a ação, de caráter ostensivo e investigativo, tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do grupo criminoso.
A operação reúne 880 policiais militares, entre equipes do Bope, BAC, BPChoque, GAM, Recom, batalhões rodoviários e de Grupamentos de Ações Táticas do 4º CPA.
Na ação estão sendo usados 20 blindados, duas aeronaves, 123 viaturas e quatro ambulâncias do GSAR, sendo duas blindadas.
Na Polícia Civil, 120 agentes foram destacados, incluindo equipes da Core, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e de todas as delegacias que integram o 4º Departamento de Polícia de Área, que abrange cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e municípios da Região dos Lagos.
A Operação Contenção foi criada para frear o fortalecimento estrutural do Comando Vermelho, especialmente depois de sucessivos ataques da facção em territórios dominados por rivais. A operação tem caráter contínuo e reúne inteligência, repressão qualificada e ocupação tática.
Líder da oposição venezuelana consegue chegar à Noruega
A ganhadora do Nobel da Paz María Corina Machado chegou a Oslo, na Noruega, na noite dessa quarta-feira, mas não a tempo de participar da cerimônia de entrega do prêmio, que foi recebido por sua filha, Ana Corina Sosa Machado. Cerca de uma hora depois, ela apareceu na bancada do Grand Hotel, onde normalmente ficam os ganhadores do Nobel. Ela saudou apoiadores e jornalistas. Essa foi a primeira aparição pública da líder da oposição na Venezuela em 11 meses.
María Corina, foragida há mais de um ano, deixou a Venezuela na terça-feira rumo a Curaçao — ilha caribenha que pertence à Holanda e onde funciona uma pequena base militar americana, a 65 km de distância da Venezuela. De Curaçao ela partiu de avião para a capital norueguesa.O Instituto Nobel afirmou que a venezuelana “fez tudo ao seu alcance para comparecer à cerimônia” e que empreendeu “uma viagem em situação de extremo perigo”: “Estamos profundamente felizes em confirmar que ela está segura e que estará conosco em Oslo”, dizia o comunicado.




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