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RESUMO DE NOTÍCIAS – 12/08/2025

Oct 4
4 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 12/08/2025

Brasil cada vez mais próximo das ditaduras

O Brasil no colo da China

O presidente Lula conversou por telefone com o ditador da China, Xi Jinping, nesta segunda-feira. A conversa, que durou cerca de uma hora, foi solicitada pelo petista e tratou das relações bilaterais entre os países e da conjuntura geopolítica internacional.

Em nota, o governo brasileiro informou que Brasil e China “concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo”. Quando o governo americano aumentou tarifas de importação de mercadorias nacionais, o Planalto classificou a medida como unilateral.

O comunicado destacou ainda que Lula e Xi Jinping “saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites”.

Xi Jinping declarou que “a China apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional e apoia o Brasil na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos, exortando todos os países a se unirem na luta decidida contra o unilateralismo e o protecionismo”.

Para acreditar nisso, é preciso ignorar o desejo da China de se tornar a maior potência econômica mundial, desrespeitando a concorrência leal, as regras e leis internacionais sobre livre mercado, proteção de patentes, combate à pirataria, à espionagem industrial, direitos humanos e proteção do meio ambiente. É preciso fingir que a China não age para tornar uma série de países reféns de seus interesses, por meio, por exemplo, de financiamentos impossíveis de serem pagos.

EUA contra Moraes e Lula

Trechos do relatório anual de direitos humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, obtidos pelo jornal americano The Washington Post, indicam que o documento, preparado pela gestão Trump, deve criticar o governo brasileiro e o ministro do STF Alexandre de Moraes por uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a seus aliados.

O relatório, que será apresentado ao Congresso americano hoje, afirma, segundo o Washington Post, que “no rascunho do texto sobre o Brasil, o Departamento de Estado acusa o governo de esquerda do país de suprimir desproporcionalmente o discurso de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar se manter no poder por meio de um golpe violento”.

O documento menciona especificamente Alexandre de Moraes, que teria determinado pessoalmente a suspensão de mais de 100 perfis na rede social X, afetando diretamente apoiadores de Bolsonaro.

No relatório de 2024, produzido pela gestão do democrata Joe Biden e relativo a acontecimentos de 2023 e anos anteriores, as eleições presidenciais brasileiras foram consideradas “justas e livres de abusos ou irregularidades”.

Parentes dos ministros do STF na mira

O governo dos Estados Unidos possui uma lista com informações detalhadas sobre escritórios de advocacia pertencentes a parentes de ministros do STF ou dos quais eles são sócios.

A gestão Trump também levantou dados sobre institutos de ensino ou pesquisa ligados, de alguma forma, aos magistrados da Suprema Corte, com o objetivo de mapear possíveis ligações financeiras e criar meios para aplicar a “Lei Magnitsky” de forma a impedir que sanções sejam burladas.

No momento, não há previsão de aplicação da Magnitsky contra outros ministros além de Alexandre de Moraes, mas, caso novas sanções sejam decididas, a estratégia já estaria pronta.

Moraes não quer cair sozinho

O ministro Alexandre de Moraes afirmou, nesta segunda-feira, em palestra na 23ª Semana Jurídica do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que todos estão sujeitos a “erros e acertos” e defendeu a importância dos órgãos colegiados do Judiciário.

Em tom mais moderado que o habitual, disse que “é urgente que todos no meio jurídico façam um mea culpa para garantir mais segurança jurídica” e reconheceu que pode ter cometido erros, embora tenha tentado compartilhar a responsabilidade com os demais ministros.

“Gênios da soberania”

Desde o anúncio do tarifaço dos Estados Unidos a produtos brasileiros, em 9 de julho, congressistas já apresentaram 17 projetos relacionados à soberania nacional. A maioria (10) é de partidos de esquerda, principalmente PT e PSOL.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) apresentou um projeto que proíbe instituições financeiras nacionais de aplicarem leis estrangeiras contra cidadãos brasileiros. Em redes sociais, afirmou: “A soberania nacional não pode se submeter a imposições unilaterais de potências imperialistas nem à lógica de dependência ditada por pressões econômicas e geopolíticas”.

Críticos argumentam que a medida ignora a interconexão financeira global e poderia isolar o Brasil economicamente, como ocorreu com Rússia e Irã.

O suspeito avião russo em Brasília

Um cargueiro Ilyushin IL-76, sancionado pelo governo dos Estados Unidos, pousou no último domingo no Aeroporto Internacional de Brasília.

A aeronave, operada pela Aviacon Zitotrans, empresa sancionada em 2023 por transportar cargas para a Venezuela, também já realizou voos para a Coreia do Norte. O avião partiu de Moscou e fez escalas no Azerbaijão, Argélia e Guiné antes de chegar ao Brasil.

O motivo da visita ainda é desconhecido, e não há registros de voo comercial na ANAC.

“Justiça social” cara

O Tribunal Superior do Trabalho adquiriu 30 veículos Lexus para transporte de seus ministros, ao custo total de R$ 10,39 milhões. O número excede o total de ministros (27), e o TST não explicou a compra dos três veículos adicionais.

Na semana passada, a Corte já havia sido criticada por contratar sala VIP no aeroporto de Brasília para uso dos ministros, a um custo de R$ 1,5 milhão por dois anos.

Inflação volta a subir

O IPCA registrou alta de 0,26% em julho, após subir 0,24% em junho, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial é de 5,23%, acima do teto da meta de 4,5% fixado pelo Banco Central.

O principal impacto veio da energia elétrica residencial, responsável por 0,12 ponto percentual do índice.

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