RESUMO DE NOTÍCIAS – 12/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 12/11/2025
Criminosos contra o PL Antifacção, brasileiros contra os criminosos e os horrores da COP30
O vai e vem do PL Antifacção
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) fez novas alterações no texto que elaborou sobre o projeto Antifacção, apresentado pelo governo Lula. Para tentar superar as resistências ao seu substitutivo, Derrite desistiu de equiparar as organizações criminosas com o terrorismo. No texto protocolado na noite de ontem, além das mudanças propostas na Lei Antiterrorismo, foram suprimidos também trechos que poderiam alterar competências da Polícia Federal.
Deputado quer artigo contra MST no PL Antifacção
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), quer incluir um artigo contra o MST no PL Antifacção.
Lupion, que se filiou recentemente ao partido do presidente da Câmara, Hugo Motta, protocolou uma emenda, na noite de terça-feira, mirando grupos responsáveis por invasões de propriedades.
A proposta do líder da bancada do agronegócio estabelece que o projeto proíba o Poder Público de oferecer qualquer tipo de assistência a grupos envolvidos em “crimes contra propriedades privadas ou públicas, rurais ou urbanas”.
Na emenda do deputado, grupos que pratiquem “esbulho possessório, ocupação ilegal e depredação patrimonial” não poderiam sequer ter o reconhecimento formal do governo “como movimento social ou defensor de direitos humanos”.
Brasileiro não aguenta mais criminalidade
Para 72,8% dos brasileiros, facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) deveriam ser tratadas como grupos terroristas. Já 18,8% discordam da proposta. O levantamento foi feito pelo Instituto de Planejamento Estratégico (Ibespe). Outros 8,4% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%.
Os eleitores de Bolsonaro em 2022 são muito mais favoráveis (85,9%) à equiparação das facções criminosas a grupos terroristas do que os que votaram em Lula (59,6%) no segundo turno de 2022.
Segurança Pública será tema principal das eleições
Pesquisa da Quaest mostra o que pode ser facilmente percebido em quase todo o Brasil: a população não aguenta mais a criminalidade alta. O levantamento mostra os temas que mais preocupam o brasileiro e devem dominar a campanha eleitoral no ano que vem.
Em primeiro lugar está a criminalidade (que a pesquisa trata erroneamente por “violência”): 38%. Depois vêm economia (15%); “problemas sociais” e corrupção (13%); saúde (10%); e educação (7%).
A Quaest também indicou que 86% dos brasileiros concordam que a polícia prende bandido, mas Justiça solta porque a legislação é fraca. E ainda que 73% acham que organizações criminosas devem ser consideradas grupos terroristas.
Outra pesquisa, do Instituto Paraná Pesquisas, mostra que 50,9% dos entrevistados desaprovam o governo Lula e 45,9% aprovam, enquanto 3,2% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar.
Paulo Gonet é “sabatinado” em Comissão do Senado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, está passando por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E ele será submetido a duas votações: no colegiado e no plenário da Casa. Lula quer reconduzir Gonet ao cargo de PGR, e agora deve haver mais resistência à indicação do que em 2023.
A tônica da sabatina será a atuação dele nos processos abertos no STF contra Jair Bolsonaro e outros acusados de tramarem um “golpe de Estado”. Seria bom também que perguntassem sobre as denúncias fajutas contra Eduardo Bolsonaro e Eduardo Tagliaferro.
Infelizmente, o Senado deve aprovar a recondução de Paulo Gonet à PGR, mas com um placar mais apertado do que o de dois anos atrás, quando ele chegou ao comando do órgão. Se não houver surpresa, Gonet vai seguir à frente do órgão até 2027.
Confusão na COP30: PSol diz que a culpa é dos índios
A manifestação que reuniu integrantes da “sociedade civil” e grupos indígenas e causou tumulto na COP30 nessa terça-feira fazia parte da Marcha Global Saúde e Clima… Nesse ato, os manifestantes percorreram cerca de 1,5 km pelas ruas de Belém até a sede da conferência. No destino final, o grupo resolveu invadir a Blue Zone, área restrita onde são realizados os encontros das autoridades.
Os organizadores da tal “marcha” disseram que cumpriram “acordos previamente firmados com a organização da COP30” e que “os indígenas se desprenderam da manifestação e partiram, de maneira independente, rumo à Blue Zone”.
As imagens mostram que isso não é verdade. A maior parte dos invasores não era formada por índios. O grupo tinha pessoas com camisetas e bandeiras do PSol e carregava cartazes contra a exploração de petróleo na margem equatorial da Amazônia e até uma enorme bandeira da Palestina.
Dois seguranças ficaram feridos, mas nenhum manifestante foi preso, nenhum deles será acusado de fazer parte de “organização criminosa armada”, de “tentativa de golpe de Estado” ou “atentado violento contra o Estado de Direito”.
IBGE lança um novo mapa-múndi maluco
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou nessa terça-feira uma nova versão do mapa-múndi. O modelo coloca o estado do Pará no centro do planeta, em referência à COP30, conferência mundial sobre mudanças climáticas realizada em Belém.
O mapa rompe com a representação tradicional e exibe o Hemisfério Sul na parte superior e o Norte na parte inferior. Segundo o IBGE, ele traz “uma nova perspectiva do planeta, destacando o Pará e Belém, a capital simbólica do Brasil durante a COP30”.
Tagliaferro protocola pedido de impeachment de Moraes
O advogado Paulo Faria protocolou nessa terça-feira um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no Senado. A representação é assinada por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral e, agora, réu em uma ação no STF. A Procuradoria-Geral da República o acusou de vazamento de dados sigilosos, no caso “Vaza Toga”.
De acordo com o documento, o ministro é acusado de “suspeito e impedido” para atuar nos processos que envolvem Tagliaferro. Isso porque o ex-assessor é responsável por revelar a existência de um gabinete paralelo no TSE conduzido por Moraes que perseguiu a direita na eleição de 2022.
A defesa sustentou que Moraes é, simultaneamente, “acusado, vítima, inquisidor e juiz”, o que violaria o princípio do juiz natural e configuraria crime de responsabilidade previsto no artigo 39, inciso II, da Lei 1.079/1950, a Lei do Impeachment.
De acordo com o pedido, a suspeição de Moraes se confirmou quando o magistrado participou, como relator e votante, do julgamento virtual iniciado em 7 de novembro de 2025 no qual o STF deliberou sobre o recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Tagliaferro.
Alexandre de Moraes é o ministro do STF que mais tem pedidos de impeachment entregues ao Senado. São cerca de 40… E Davi Alcolumbre, presidente da Casa, finge que nenhum deles existe…
Donald Trump anuncia redução de tarifa sobre café
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir “algumas tarifas” sobre o café, um dos principais produtos exportados pelo Brasil. A declaração foi feita durante entrevista à Fox News.
Trump não anunciou quando a medida vai entrar em vigor nem quais países seriam beneficiados. Ele disse que a decisão faz parte de um esforço para “melhorar o comércio em setores estratégicos e beneficiar os consumidores americanos”.
O Brasil é o maior exportador mundial de café e tem os Estados Unidos como um dos principais destinos de venda. Segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC), cerca de 20% das exportações brasileiras do grão têm como destino o mercado americano.
O presidente americano acerta em reduzir tarifas de produtos importantes para o mercado americano. E para o Brasil de verdade a redução das tarifas sobre produtos que exporta para os Estados Unidos seria ótima. O que Trump não pode e não deve fazer é recuar nas sanções contra “autoridades” brasileiras envolvidas com práticas tirânicas.
Jihadistas executam influenciadora no Mali
Uma influenciadora com mais de 100 mil seguidores no TikTok foi assassinada a tiros, no último sábado, em uma praça pública em Tonka, no Mali, na África Ocidental. Tudo leva a crer que Mariam Cissé, de 20 anos, foi executada por grupos jihadistas.
Nas redes sociais, Cissé fazia publicações usando trajes militares em apoio às forças armadas de Mali, que governam o país desde 2020. Ela gravava vídeos em um mercado quando foi abordada por um grupo de jihadistas armados, que a sequestraram. Os parentes da jovem não sabem se ela foi abordada pela atuação nas redes sociais ou se foi confundida com uma espiã, já que estava gravando imagens na hora do ataque.
Na noite seguinte, Cissé foi levada à Praça da Independência de Tonka e morta a tiros na frente de uma multidão. A área da execução é dominada pelo Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos, que é ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. Desde setembro, os jihadistas intensificaram ações para estrangular a economia do Mali e enfraquecer a junta militar que comanda o país.




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