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RESUMO DE NOTÍCIAS – 13/05/2025

Oct 4
7 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 13/05/2025

A CPMI que Lula e Alcolumbre não querem, a milícia gerindo portos e os horrores de um regime autoritário

CPMI do INSS

A oposição protocolou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mais da metade das assinaturas que possibilitaram o registro foi dada por parlamentares da base do governo, apesar de Lula ser contra a proposta.

No caso da Câmara, 223 deputados assinaram o pedido da CPMI do INSS. Desse total, 113 parlamentares fazem parte de partidos da base (50,67% das assinaturas). A sigla mais “rebelde” entre as que controlam ministérios é o União Brasil, com 35 adesões. O ranking segue com: PP (23); Republicanos (20); PSD (17); MDB (14); e PSB (4).

No Senado, o índice de parlamentares de partidos com ministérios que contrariaram a orientação do Planalto e assinaram o pedido de CPMI é semelhante, 52%. Quem lidera o ranking de adesão governista é o PP, com 5 assinaturas. Em seguida, estão: Republicanos e União Brasil, com 4 cada; PSD (3); PSB (2); e MDB (1).

O requerimento da CPMI do INSS foi protocolado com articulação da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Nos bastidores, a oposição aguarda que o pedido seja lido no dia 27 de maio. É essa a data para a qual o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, convocou uma sessão do Congresso.

Só que o presidente do Senado, que acompanhou Lula em três viagens internacionais no último mês e meio, não se comprometeu a fazer a leitura do requerimento para instalação da CPMI do INSS. Pelo regimento, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito é automática, desde que conte com o apoio de 1/3 dos deputados e senadores, mas a leitura em plenário é necessária.

Quem vai defender o Lula?

A repercussão em grupos de mensagens nos aplicativos WhatsApp, Discord e Telegram sobre o caso da fraude nos descontos do INSS, alvo de investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, gerou mais do que o dobro de mensagens da crise do Pix no começo do ano. Foi o que mostrou uma pesquisa Quaest divulgada ontem. O levantamento, que mapeou 3,6 milhões de mensagens que citavam diretamente o tema, apontou ainda que apenas 3% do conteúdo coletado trazia alguma defesa da atuação do governo Lula no caso.

O crime compensa

No auge da Lava Jato, muita gente acreditou que o Brasil tomaria jeito… Até que resolveram liberar o Lula para concorrer à presidência. Voltou a sensação de impunidade, de que o crime compensa. E a roubalheira está a toda, com o PT ocupando mais uma vez a presidência da República.

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal fez operação para avançar na investigação sobre um grupo envolvido em fraudes na plataforma Gov.br.

A ação foi batizada de Face Off e mira um grupo que, segundo a PF, utiliza técnicas avançadas de alteração facial para burlar sistemas de autenticação biométrica: “As investigações revelaram que os criminosos simulavam traços faciais das vítimas para obter acesso indevido às contas digitais delas, assumindo o controle total dos perfis e, consequentemente, de serviços públicos e informações pessoais sensíveis”.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins.

As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal em Brasília, e os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada e associação criminosa.

A milícia do Lula

Lula escolheu o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho para o comando da PortosRio, antiga Companhia Docas do Rio de Janeiro. A empresa é responsável pela administração dos portos do Rio de Janeiro, de Itaguaí, Niterói, do Forno e de Angra dos Reis. De acordo com assessores do petista, Francisco Leite Martins Neto, atual dirigente da estatal, deve ocupar outro cargo na diretoria.

Waguinho é marido de Daniela Carneiro (União Brasil-RJ), que foi ministra do Turismo na gestão Lula de janeiro a julho de 2023. Em fevereiro daquele ano, Daniela excluiu de suas redes sociais uma foto e um vídeo da campanha eleitoral de 2022, nos quais aparecia ao lado do ex-vereador Marcinho Bombeiro, suspeito de liderar uma milícia em Belford Roxo. Durante a campanha, Daniela esteve acompanhada de pelo menos três pessoas apontadas como líderes de milícias e que chegaram a ocupar cargos na administração municipal quando Waguinho era prefeito.

O ex-prefeito negou qualquer vínculo com as três pessoas, dizendo que sempre agiu “dentro da legalidade” e não nomeou “qualquer pessoa com condenação criminal ou envolvimento comprovado com milícias”. Waguinho declarou que “todos os atos” de sua gestão “seguiram critérios técnicos e legais”.

Então, Waguinho é honesto? Não tem nenhuma relação com milícias da Baixada Fluminense? Aí podemos perguntar: e o que ele entende de gestão de portos? Ele é formado em Direito e, desde 2008, segue carreira política, como vereador, deputado estadual e prefeito… Ótimo currículo…

Atentado do bem

Um advogado de 28 anos foi preso nessa segunda-feira sob suspeita de planejar um atentado a bomba no terminal de transporte público do Boqueirão, em Curitiba, em 31 de março. Ele foi alvo de uma operação das polícias Civil e Militar.

O nome do acusado não foi revelado, mas, segundo a investigação, ele trabalha em uma instituição bancária do estado. Com ele os policiais encontraram dois revólveres e materiais como fitas adesivas e fios de cobre semelhantes aos que foram usados no explosivo, além de perucas usadas pelo suspeito para dificultar a identificação.

A bomba foi encontrada por um vigilante do terminal, que notou uma sacola com panfletos políticos liberando fumaça e acionou imediatamente a polícia. O Esquadrão Antibombas da Polícia Militar confirmou o risco e realizou uma explosão controlada. Segundo a PM, a bomba não explodiu sozinha porque o equipamento de detonação falhou.

A imprensa estava falando do caso, até descobrir que, junto do explosivo, foram encontrados papéis com mensagens como “abaixo generais golpistas”; “morte aos fascistas”; “viva o maoísmo”; e “viva a guerra popular”…

Dino na política

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino sugeriu uma chapa para as eleições do ano que vem ao governo do Maranhão. Em discurso, o magistrado opinou que a dupla seja encabeçada pelo atual vice-governador, Felipe Camarão, do PT, tendo a professora de direito Teresa Helena Barros como vice.

Dino deu a declaração durante a aula magna do curso de Direito do Centro Universitário UNDB, em São Luís, com a presença de Camarão: “É um prazer te ver, Felipe. Em nome dessa amizade, quero te dar uma sugestão: coloque a Teresa como vice-governadora, que essa chapa vai ficar imbatível, porque essa mulher é popular”, discursou Dino.

Aliados do atual governador, Carlos Brandão (PSB), interpretaram o discurso como uma atuação política do ministro do STF, uma vez que Camarão virou adversário do atual mandatário do estado. Nos bastidores, Brandão tem reclamado que Dino estaria atuando politicamente para enfraquecê-lo, inclusive por meio de decisões no Supremo. A aliados, o magistrado rebate as acusações e afirma que suas decisões são pautadas unicamente por critérios técnicos.

Para que ninguém esqueça, a lei diz que a atuação político-partidária de um ministro do Supremo é passível de punição com o impeachment do magistrado…

Janja na China contra regimes autoritários…

Acompanhando o marido em visita à China, Janja participou de evento em Pequim em que foi exibido o filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”. E ela fez um discurso em que disse que a produção possibilitou aos brasileiros, principalmente os mais jovens, compreender os “horrores de um regime autoritário”… Os comunistas da China, com certeza, adoraram a fala da Janja…

Ainda os tiranos em Moscou

Foram identificados alguns dos tiranos que estavam ao lado de Lula no desfile militar em Moscou na semana passada… São eles: Umaro Sissoco Embaló, presidente da Guiné-Bissau desde 2020, que foi eleito, mas enfrenta acusações de abuso de poder, já dissolveu o Parlamento duas vezes e adiou as eleições de 2024; Ibrahim Traoré, presidente interino de Burkina Faso desde 2022, quando assumiu o poder depois de um golpe de Estado, é acusado pela Human Rights Watch de fazer forte repressão à imprensa e à oposição; Abdel Fattah el-Sisi, presidente do Egito, assumiu o poder depois de um golpe e foi eleito depois em eleições questionadas e comanda forte repressão à dissidência interna; Emmerson Mnangagwa, presidente do Zimbábue desde 2017, foi eleito depois de um golpe, exerce repressão a opositores e forte controle estatal, e é considerado mais autoritário do que seu antecessor, Robert Mugabe; Denis Sassou Nguesso, presidente do Congo pela segunda vez desde 1997, ele voltou ao poder depois de uma guerra civil e, sem eleições, governa com forte repressão e sem oposição.

E Lula? Teve suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro anuladas por um STF “companheiro”, foi lançado por essa turma à presidência, teve o Supremo e o TSE como cabos eleitorais em 2022 e levou a eleição daquele ano. Desde então, persegue críticos e opositores implacavelmente.

E, em Moscou, Lula voltou a atacar Israel e defender os terroristas do Hamas. Em entrevista coletiva na capital russa, o petista disse o seguinte: “Na Faixa de Gaza, o que está acontecendo é um genocídio de um exército muito bem preparado contra mulheres e crianças, a pretexto de matar terrorista”…

Os pintores de meio-fio

A Folha de São Paulo publicou hoje a reportagem “Generais refutam anistia e se afastam de discussão sobre ataque golpista de 8 de Janeiro”. O subtítulo é: “Cúpula das Forças Armadas avalia que perdão a envolvidos em ataques a chefes militares seria incentivo à quebra de disciplina”.

Trechos da matéria: “A cúpula das Forças Armadas decidiu se manter distante das discussões sobre a proposta no Congresso por anistia aos acusados pelos ataques do 8 de Janeiro e pela tentativa de golpe de Estado (sic) contra Lula. O perdão aos envolvidos pode servir como estímulo à quebra da disciplina e um prêmio aos militares que atacaram os chefes militares, segundo a avaliação de sete oficiais-generais e dois integrantes do Ministério da Defesa. A ordem nas Forças é esperar pelos desdobramentos no STF e no Congresso para, só depois, avançar com as medidas internas cabíveis contra militares condenados. A avaliação na caserna é que um julgamento com direito a contraditório e ampla defesa deverá resultar na condenação de alguns oficiais e na absolvição de outros”.

Que bela porcaria… O Alto Comando das Forças Armadas, que agora conversa com a imprensa, o que era incabível há algum tempo, acredita realmente na Justiça? Ah, vá pintar meio-fio…

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