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RESUMO DE NOTÍCIAS – 13/06/2025

4 de out.
7 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 13/06/2025

Todo apoio a Israel, Gílson Machado é preso, Mauro Cid é conduzido à PF e governo Lula se volta contra aposentados e pensionistas

Israel ataca os radicais

Nas primeiras horas desta sexta-feira, Israel lançou um amplo ataque contra alvos militares e nucleares no Irã, incluindo instalações próximas a Teerã e à cidade de Natanz. Segundo o governo israelense, trata-se de um "ataque preventivo" com o objetivo de neutralizar ameaças à sua segurança. A ofensiva foi batizada de “Leão em Ascensão”.

Segundo fontes militares, mais de 100 alvos foram atingidos com cerca de 200 aeronaves e 330 tipos diferentes de munição. As forças israelenses também atacaram o sistema de defesa aérea iraniano no oeste do país, destruindo radares e plataformas de mísseis.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques foram uma mensagem clara: “qualquer um que ameaçar Israel será eliminado". Ele também declarou que os alvos foram cuidadosamente escolhidos — incluindo militares de alto escalão e cientistas envolvidos no plano nuclear iraniano.

Em um comunicado, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que lançaram "uma ofensiva preventiva, precisa e combinada, baseada em inteligência de alta qualidade, com o objetivo de atingir o programa nuclear do Irã".

Israel anunciou oficialmente que atingiu a instalação subterrânea de enriquecimento de urânio de Natanz, considerada o maior centro do tipo no Irã. Segundo o exército israelense, foram danificadas estruturas “críticas” que possibilitariam o desenvolvimento de armas nucleares. Apesar da gravidade da situação, a Agência de Energia Atômica do Irã confirmou que não houve vazamento radioativo nem vítimas, e que a investigação dos danos ainda está em andamento.

Entre os mortos estão Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, e Mohammed Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do país. O Irã prometeu "consequências terríveis" e lançou cerca de 100 drones em retaliação — todos, segundo fontes de Israel, foram interceptados.

Ao que tudo indica, o Mossad, serviço secreto de Israel, teria conduzido operações no Irã antes do ataque. Armas de alta precisão teriam sido posicionadas para facilitar os bombardeios. Um campo de lançamento de drones foi montado próximo a Teerã.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que a instalação nuclear de Natanz foi severamente danificada. Embora não haja relatos de contaminação, a investigação sobre a extensão dos danos ainda está em andamento.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tinha declarado na quinta-feira que o Irã possui material suficiente para fabricar nove bombas nucleares. À agência Reuters, um alto oficial das Forças de Defesa de Israel afirmou que o número de bombas pode ser ainda maior, chegando a 15. A autoridade declarou que, diante disso, os militares estão bombardeando dezenas de instalações nucleares e militares em diferentes regiões do Irã.

Também na quinta, a Agência Internacional de Energia Atômica aprovou uma resolução contra o Irã, pela primeira vez em 20 anos, por não cumprir suas obrigações de não proliferação nuclear. O regime teocrático qualificou a resolução como censura e notificou a agência de vigilância da ONU de que havia construído uma terceira instalação de enriquecimento de urânio capaz de produzir material para fabricar uma arma nuclear.

O Ministério da Defesa de Israel anunciou que suas forças eliminaram quase toda a liderança da Força Aérea da Guarda Revolucionária Iraniana, durante um ataque direcionado a um quartel-general subterrâneo do grupo.

Entre os mortos estaria o brigadeiro-general Amir Ali Hajizadeh, figura central no desenvolvimento do programa de mísseis do Irã. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as mortes.

O Exército iraniano declarou que não há mais "limites" para sua resposta após o que chamou de "crime sionista". O governo iraniano reforçou que os ataques justificam o avanço no enriquecimento de urânio e no desenvolvimento de mísseis.

A mídia estatal iraniana informou que pelo menos 50 pessoas ficaram feridas, incluindo 35 mulheres e crianças. Dois civis teriam morrido na província do Azerbaijão Oriental.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ameaçou Israel: “Com este crime, o regime sionista preparou para si um destino amargo e doloroso, que certamente verá”. Ele admitiu que “muitos dos principais comandantes e cientistas do Irã tornaram-se mártires”, ou seja, morreram.

Khamenei já nomeou Mohammad Pakpour como novo chefe da Guarda Revolucionária e Abdolrahim Mousawi como novo comandante das Forças Armadas.

Enquanto os ataques israelenses eram feitos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação em sua rede Truth Social. Ele afirmou que a "segunda onda será ainda mais brutal" do que a primeira e pediu ao Irã que recue imediatamente na questão nuclear: “Já houve morte e destruição suficientes, mas ainda há tempo para acabar com essa carnificina. O Irã precisa fechar um acordo antes que não reste nada”.

A declaração aumentou a pressão internacional sobre o regime iraniano, indicando que os Estados Unidos estão acompanhando tudo de perto e, possivelmente, apoiando as ações de Israel nos bastidores.

A oposição ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já declarou apoio a ele. O líder da oposição, Yair Lapid, em um artigo em inglês para a comunidade internacional, escreveu o seguinte: “O ataque israelense desta noite no Irã foi uma necessidade inevitável. Definição de vitória: um Irã sem capacidade nuclear, dissuadido e ciente de que não poderá continuar a agir contra nós na região sem pagar um preço. O regime iraniano não compreende corretamente Israel. Somos uma democracia muito heterogênea, mas, diante de nossos inimigos, sempre sabemos nos unir. Apoio total aos objetivos da operação. A oposição fornecerá toda a ajuda que for necessária. Quando se trata da segurança dos cidadãos de Israel, somos um só povo, com um só objetivo”.

Gilson Machado é preso

A Polícia Federal prendeu o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, hoje de manhã, em Recife. Nesta semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Machado por obstrução de investigação de organização criminosa e favorecimento pessoal.

O requerimento tem como base informações da Polícia Federal de que Machado teria atuado, no dia 12 de maio, para obter a expedição de um passaporte português – junto ao consulado de Portugal no Recife – em favor do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, "para viabilizar sua saída do território nacional".

Além disso, Machado teria promovido, por meio de seu perfil no Instagram, uma campanha de arrecadação de doações em dinheiro que seriam destinadas a Bolsonaro, o que também chamou a atenção dos investigadores...

No pedido da PGR ao Supremo, Gonet diz que Machado não obteve êxito na emissão do documento para Cid, mas que a PF ainda considera possível que ele "busque alternativas junto a outras embaixadas e consulados" para essa finalidade.

Para Gonet, essas informações levantam suspeita de que Gílson Machado esteja atuando para obstruir a ação penal sobre a “tentativa de golpe”. A PGR pediu que o ministro Alexandre de Moraes autorize não só a abertura de um inquérito, mas também permita a adoção de medidas de busca e apreensão.

As buscas seriam "em prol do avanço das investigações, que podem se beneficiar do achado de documentos, anotações, registros, mídias, aparelhos eletrônicos e demais dispositivos de armazenamento de dados reveladores de circunstâncias delituosas". Vem aí mais fishing expedition...

Ontem à tarde, Gilson Machado divulgou a seguinte nota: “Eu, GILSON MACHADO GUIMARÃES NETO, tomando conhecimento das publicações desta tarde, nego veementemente ter ido a qualquer consulado, inclusive o Português no Recife-PE. Assim que soube das matérias publicadas envolvendo meu nome, reitero, nessa oportunidade, que apenas mantive contato telefônico em maio último, com Consulado Português, tão somente solicitando uma agenda para meu pai, CARLOS EDUARDO MACHADO GUIMARÃES, renovar o passaporte, o que foi feito após dita solicitação”.

Mauro Cid tem prisão decretada e revogada

O Supremo Tribunal Federal determinou a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, na manhã desta sexta-feira, no âmbito da investigação que mira o ex-ministro do Turismo Gilson Machado.

A prisão acabou sendo revogada, quando agentes da Polícia Federal já estavam na casa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Cid foi ouvido pela PF ainda na manhã desta sexta.

E o tenente-coronel Mauro Cid pode ter mentido ao STF durante interrogatório na última segunda-feira, segundo reportagem da revista Veja. Se confirmado, Cid teria violado as determinações do ministro Alexandre de Moraes ao usar redes sociais durante o período de medidas restritivas de sua delação premiada.

Durante o depoimento desta semana, Mauro Cid negou o uso de redes sociais no período. Porém, prints publicados pela Veja mostram que ele teria utilizado o perfil @gabrielar702 para discutir bastidores do inquérito e apresentar versões diferentes daquelas fornecidas oficialmente à Polícia Federal. A reportagem não diz quem seriam os aliados bolsonaristas que receberam a conversa. Quando questionado na segunda-feira por um advogado de Bolsonaro se usou um perfil no Instagram que não estava em seu nome, Cid respondeu: “não“.

O advogado, então, perguntou se Cid conhecia um perfil chamado @gabrielar702. Cid hesitou e afirmou não saber se era de sua esposa. No mesmo dia, Vilardi disse ao STF que o tenente “mentia e tem memória seletiva”. O advogado chegou a dizer que Cid inventou uma reunião com empresários que nunca houve e destacou “contradições” entre depoimentos.

Os diálogos teriam se dado de janeiro a março de 2024 – 5 meses depois do acordo de delação. Na conversa, Cid relatava pressões, criticava investigadores e dizia que Moraes já tinha uma sentença definida. Ele também se mostrava descrente em relação à possibilidade de absolvição. Cogitava que apenas uma ação do Congresso ou uma eventual vitória de Donald Trump nos Estados Unidos poderia mudar o rumo do processo.

AGU contra aposentados e pensionistas

A Advocacia-Geral da União entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal na qual pede a suspensão do andamento dos processos judiciais em curso no país e “da eficácia das decisões judiciais que tratam da responsabilização da União e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos descontos indevidos realizados por meio dos atos fraudulentos de terceiros”. Em outras palavras, o governo pede a suspensão das ações contra si.

A ação apresentada pela AGU ao Supremo Tribunal Federal tem o objetivo de evitar a judicialização no processo de pagamento de vítimas das fraudes do INSS, o que poderia sair ainda mais caro aos cofres públicos: “A questão é simples: não precisa judicializar, pois o INSS vai pagar. A questão é que temos de pagar e nos assegurar que juridicamente teremos condições de ter a ação regressiva contra as entidades fraudulentas", afirmou o ministro Jorge Messias.

Se o STF atender ao pedido, o governo poderá abrir um crédito extraordinário para poder fazer o reembolso. Os valores não entrariam no teto de gastos da União para os anos de 2025 e 2026.

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