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RESUMO DE NOTÍCIAS – 13/11/2025

Oct 4
4 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 13/11/2025

Congresso “fechado”, ex-integrante do governo Lula preso... e o Ibama é “um câncer no Brasil”

Gonet aprovado; Congresso moralmente fechado

Autor de denúncias fajutas contra Jair Bolsonaro, seus aliados e apoiadores, contra Eduardo Bolsonaro e Eduardo Tagliaferro, Paulo Gonet teve sua recondução ao cargo de procurador-geral da República aprovada pelo Senado, por 45 votos a 26 — placar mais apertado da história desde a redemocratização. Antes de ir a plenário, a recondução de Gonet tinha sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, por 17 votos a 10.

É um triste resultado para o Brasil. O Senado está entregue. Se não consegue enfrentar o Gonet, o “menino” do Alexandre de Moraes, se não consegue se opor à PGR funcionando como “puxadinho” do Supremo Tribunal Federal, como vai combater o próprio STF, como vai combater o Moraes? Como disse o advogado constitucionalista André Marsiglia, “o Congresso está, moralmente ao menos, fechado”.

Ex-presidente do INSS no governo Lula é preso

O ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira durante operação da Polícia Federal. Agentes cumprem 10 mandados de prisão em nova fase da Operação Sem Desconto, que apura esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Stefanutto foi demitido em abril, depois de virar alvo da investigação sobre o desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões. Ele é ligado ao PDT e comandou o órgão de julho de 2023 a abril de 2025, quando foi afastado da função. Tinha sido indicado ao cargo pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).

Senado aprova lei que protege aposentados e pensionistas

O Senado aprovou nessa quarta-feira um projeto que proíbe os descontos associativos em benefícios do INSS, mecanismo que possibilitou a fraude contra aposentados e pensionistas. O projeto tinha passado por deliberação na Câmara e segue para sanção presidencial. A votação foi simbólica, sem contagem de votos.

A proposta também determina a devolução de descontos associativos e parcelas de empréstimos consignados debitados indevidamente em benefícios previdenciários. De acordo com o texto, caso a entidade responsável não devolva o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS o ressarcimento.

O prejuízo à Previdência seria coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), caso o INSS não conseguisse reaver os valores com a entidade responsável.

Decano do TCU diz que Ibama é um “câncer no Brasil”

O ministro do Tribunal de Contas da União Walton Alencar, decano da Corte, afirmou que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) tem atuado como um câncer no Brasil e travado o desenvolvimento do país: “Sou relator do processo da Ferrovia Transnordestina, uma obra que redundará na criação de riquezas… O Ibama está atuando para impedir o funcionamento da ferrovia. Procurei saber os motivos da ação deles, mas não tive razões plausíveis. Não hesito em afirmar que o Ibama é o maior câncer dentro da administração pública no Brasil”.

A declaração foi feita durante a abertura de uma sessão no plenário da Corte. O ministro disse que o Ibama é financiado por ONGs internacionais e que o instituto tentou impedir a liberação da licença para que a Petrobras pudesse estudar a exploração de petróleo na Margem Equatorial do Brasil: “Quando se examina a atuação do Ibama no impedimento da atuação da Petrobras, percebe-se que tem alguma coisa estranha na história. O Ibama foi capturado por ONGs que são financiadas por capital estrangeiro. Temos um órgão estatal e interesse internacional impedindo o desenvolvimento do Brasil”.

Os ministros Bruno Dantas, Jhonatan de Jesus e Benjamin Zymler deram apoio às declarações do decano do TCU.

Presidente do BC dá a real ao ministro da Fazenda

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a autarquia não pode desconsiderar os dados econômicos. Ele comentou declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que há “espaço para cortes” da Selic: “Todo mundo pode brigar com o Banco Central. O Banco Central que não pode brigar com os dados”. Galípolo reforçou a necessidade de juros a 15% para atingir a meta da inflação.

Chanceler brasileiro rebola, tentando acabar com tarifaço

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, saiu de um encontro nessa quarta com o secretário de Estado dos Estados Unidos com a promessa de que… haverá uma nova reunião presencial entre os dois hoje, em Washington, para discutir as tarifas sobre produtos brasileiros… Os dois se encontraram ontem no Canadá, onde participaram da Cúpula do G7.

Desde julho, alguns produtos brasileiros estão taxados em 50% pelo governo americano, afetando principalmente setores do Agronegócio e da Indústria. Há 17 dias houve uma reunião entre Trump e Lula, que também não deu em nada.

E o governo brasileiro decidiu ampliar os benefícios dados às empresas afetadas pelo tarifaço americano. O acesso ao Plano Brasil Soberano vai ser expandido, incluindo os fornecedores dos exportadores alvo das novas tarifas. É dinheiro do BNDES, dos pagadores de impostos brasileiros, para socorrer vítimas da tirania no nosso país, já que o tarifaço americano está ligado à perseguição política contra Jair Bolsonaro, seus aliados e apoiadores.

Trump vence mais uma, e shutdown acaba

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou o projeto de lei que põe fim à mais longa paralisação governamental, o chamado shutdown, da história do país. O pacote de projetos restabelece o tráfego aéreo, retoma o pagamento de salários de servidores federais e garante o financiamento de programas de assistência alimentar.

A assinatura de Trump se deu poucas horas depois de a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, aprovar o mesmo texto. Foram 222 votos a favor e 209 contra. Só 2 republicanos votaram contra o projeto. Seis democratas votaram a favor. O texto tinha sido aprovado pelo Senado, por 60 votos a 40, na segunda-feira.O texto não inclui nenhuma garantia sobre a prorrogação dos subsídios de seguro de saúde, que expiram no fim do ano — tema que os democratas tentavam incluir no acordo e que acabou provocando o shutdown. Grande vitória de Donald Trump.

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