RESUMO DE NOTÍCIAS – 14/08/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 14/08/2025
Os verdadeiros golpistas, a farsa do Mais Médicos e a guerra de Trump contra o narcotráfico
As alegações finais de Bolsonaro
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em alegações finais apresentadas ao Supremo Tribunal Federal, que ele nunca agiu para impedir a posse de Lula e que sempre defendeu a democracia.
A manifestação foi feita no processo em que Bolsonaro é réu sob acusação de participar de uma trama para promover um “golpe de Estado”. O documento tem quase 200 páginas.
Para a Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro exerceu papel de líder da “organização criminosa” que articulou a “tentativa de golpe” e também seria o principal beneficiário do plano.
A defesa afirma ainda que “o réu jamais aderiu a qualquer suposta conspiração” e que “as acusações são fruto de ilações e interpretações distorcidas de atos e falas descontextualizados”.
Segundo os advogados, “não há nos autos prova idônea que demonstre que Jair Bolsonaro tenha, de qualquer forma, atentado contra o livre exercício dos Poderes constitucionais, tampouco instigado terceiros a fazê-lo”.
Por que não foi golpe
As acusações contra Bolsonaro são todas absurdas. Tentam ligar um discurso dele feito em junho de 2021 com críticas ao sistema eletrônico de votação e apuração dos votos do Brasil à manifestação de 8 de janeiro de 2023… Se Bolsonaro estudou dispositivos constitucionais para impedir a posse de um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em todas as instâncias, Dilma Rousseff pensou em fazer o mesmo quando estava prestes a sofrer o impeachment.
Os atos do 8 de Janeiro, um domingo sem lideranças em Brasília, com a Praça dos Três Poderes mais vulnerável do que nunca, não foi uma “tentativa de golpe de Estado”. Não havia grupo armado, participação de forças militares, não havia liderança, e Bolsonaro estava nos Estados Unidos… Fora a presença entre os manifestantes de pessoas estranhas ao movimento de apoio a Bolsonaro, que sempre foi ordeiro e pacífico.
Como Bolsonaro resolveu tentar um “golpe de Estado” em 8 de janeiro de 2023, se em 30 de dezembro de 2022, atendendo a um pedido de Lula, mandou publicar no Diário Oficial da União a nomeação dos escolhidos por Lula para comandar a Marinha e a Aeronáutica? Bolsonaro demitiu o almirante de esquadra Almir Garnier Santos e colocou Marcos Sampaio Olsen na Marinha. Na Aeronáutica, saiu o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior para a entrada de Marcelo Kanitz Damasceno. Para o Exército, Bolsonaro já tinha nomeado no dia 28 de dezembro o escolhido por Lula. O general Júlio César de Arruda assumiu o comando dois dias depois, em 30 de dezembro.
Na entrevista de comadres que Lula deu ao transformado Reinaldo Azevedo, o petista confirmou que a transição de governo, com Bolsonaro deixando o poder, foi tranquila, muito mais tranquila do que quando recebeu a presidência de Fernando Henrique Cardoso. Nada, nada mesmo, pode comprovar a tese de que Jair Bolsonaro liderou uma “tentativa de golpe de Estado”.
Reinaldo Azevedo abduzido e o Mais Médicos
O jornalista Reinaldo Azevedo, que fez agora uma “entrevista” com Lula carregada de afagos e elogios, foi quem escreveu os dois volumes do livro “O País dos Petralhas”, sobre toda a roubalheira e falcatrua promovidas pelo PT. Foi ele também quem, em fevereiro de 2014, escreveu para Veja o artigo “A ilegalidade escancarada do Mais Médicos e o tráfico de carne humana”. O texto diz o seguinte: “Como vocês sabem, e agora o procurador Sebastião Caixeta, do Ministério Público do Trabalho, confirma: os contratos celebrados pelo governo para o programa ‘Mais Médicos’ são ilegais. Segundo ele diz, sacrificam ‘valores constitucionais’. É preciso ficar claro: ele aponta ilegalidades no conjunto da obra, não apenas nas relações com os cubanos. Nesse caso, obviamente, há o agravante de os médicos não receberem diretamente o salário. Os R$ 10 mil mensais por médico são repassados para a Organização Pan-Americana de Saúde, a tal Opas, que transfere o dinheiro para a ditadura cubana. O regime dos irmãos Castro, então, paga a cada um de seus escravos algo em torno de US$ 400. Escárnio: o pagamento é executado pela própria embaixada de Cuba no Brasil. É como se os cubanos, em nosso país, estivessem submetidos apenas às leis vigentes naquela ditadura.
Nessa quarta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos americanos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde do Brasil, e Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro. A decisão foi revelada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Ele disse que o programa Mais Médicos, em que o governo federal brasileiro contratou cubanos, entre 2013 e 2018, para conseguir preencher vagas no Sistema Único de Saúde, foi “um golpe diplomático inconcebível”.
Ao falar do Mais Médicos, o governo Trump diz que Mozart Sales e Alberto Kleiman “usaram a OPAS como intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções americanas a Cuba e, conscientemente, pagando ao regime cubano o que era devido aos trabalhadores médicos cubanos”. O documento diz o seguinte: “Esse esquema enriquece o corrupto regime cubano e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais. Dezenas de médicos cubanos que atuaram no programa relataram ter sido explorados pelo regime cubano como parte do programa”.
A investigação do governo Trump sobre a Opas e seu papel no programa Mais Médicos começou já no primeiro mandato do republicano.
Mozart Júlio Tabosa Sales é hoje secretário de Atenção Especializada à Saúde e Alberto Kleiman é atualmente diretor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para a COP 30. Até setembro de 2024, Kleiman estava diretamente envolvido na organização do evento, na Secretaria Extraordinária para a COP 30, vinculada à Casa Civil.
Kleiman trabalhou na área de Relações Internacionais em diferentes gestões do PT na Prefeitura de São Paulo e na Presidência da República, até chegar ao Ministério da Saúde, em abril de 2012, durante o governo Dilma Rousseff.
Integrantes da oposição que acompanharam o processo que levou à sanção dos Estados Unidos contra o Mais Médicos aplaudiram a medida, mas acharam que ela poderia ter ido ainda mais longe, com a aplicação de punições também ao atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao ex-titular da pasta Arthur Chioro e até à ex-presidente Dilma Rousseff.
No caso de Dilma, que era a presidente quando o programa foi criado, em 2013, a medida teria o bônus de ser direcionada também aos Brics, já que ela preside o banco do bloco.
A avaliação entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro é que os “peixes grandes” podem ter sido deixados para um segundo momento, dentro da estratégia de sanções graduais adotada pelo governo americano.
A guerra de Trump contra o narcotráfico
Após ordem de Trump, os Estados Unidos começaram a enviar tropas para a América Latina para enfrentar ameaças de cartéis de drogas na região, segundo a agência de notícias Reuters.
Tropas das forças aéreas e navais foram despachadas pelo Departamento de Defesa americano para o sul do Mar do Caribe, disseram hoje à Reuters duas fontes informadas sobre a decisão.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou secretamente uma ordem instruindo o Pentágono a usar a força militar em regiões da América Latina para combater cartéis de droga, como revelou uma reportagem do jornal americano “The New York Times”.
Segundo o jornal, Trump ordenou que as tropas americanas mirem grupos no México e na Venezuela, como o Tren de Aragua e o MS-13. A operação contemplaria ações em solo, por mar e ataques aéreos. O Brasil não está incluído inicialmente no programa.
Motta na mira dos Estados Unidos
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, será pauta da reunião que a Casa Branca realizará hoje com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. O encontro tratará de possíveis sanções a mais autoridades brasileiras, depois de o ministro Alexandre de Moraes ter sido punido com a Lei Magnitsky.
Motta já estava no radar do governo americano e agora volta a atrair a atenção por não ter colocado em votação a anistia aos condenados pelas depredações do 8 de Janeiro e por ter recuado na tramitação da PEC do Fim do Foro Privilegiado.
A proposta do fim do foro passou a ser acompanhada de perto pelo governo de Donald Trump, que a considera um passo inicial para abrir espaço a outras iniciativas, como a própria anistia e o impeachment de Alexandre de Moraes. Defensores da medida argumentam que ela permitiria a parlamentares votar sem receio de sofrer retaliações por parte do Supremo.
Motta tinha sinalizado a integrantes da oposição que pautaria a PEC, mas recuou. Na terça-feira, o presidente da Câmara apresentou as prioridades da Casa para o segundo semestre, privilegiando matérias de interesse do governo Lula.
Em segundos, Motta garante emendas parlamentares
A Câmara dos Deputados ignorou as pressões do STF por mais transparência e aprovou nessa quarta-feira a indicação de como serão gastas as emendas parlamentares de comissão sem debate ou informação de para onde vai o dinheiro ou publicidade sobre quem são os padrinhos políticos das verbas.
Nem os próprios deputados que as aprovaram tiveram acesso às indicações ou ao valor deliberado, o que causou protestos. As votações ocorreram em segundos, e eles foram avisados de que não teriam nenhuma possibilidade de discutir e alterar nas comissões a indicação de quais obras, serviços ou cidades serão beneficiados com o dinheiro.
Hugo Motta tinha convocado os presidentes de algumas comissões na terça-feira e determinado que acelerassem a indicação das emendas nesses colegiados, mesmo sem as planilhas completas enviadas pelos partidos.
A convocação faz parte de uma ofensiva de Motta para tentar recuperar o controle da Câmara, depois da obstrução dos trabalhos promovida pela oposição para pressioná-lo a aprovar a anistia aos inocentes acusados de promover uma “tentativa de golpe de Estado”.
Tarcísio faz discurso de candidato
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou Lula, nessa quarta, durante fórum promovido pelo BTG Pactual. Para Tarcísio, a “crise moral” é pior do que a “crise fiscal” enfrentada pelo país. O governador disse ainda que, para o Brasil melhorar, “é só trocar o piloto, porque o carro é bom pra caramba”: “Nós estamos há 40 anos discutindo a mesma pessoa. O Brasil não aguenta mais excesso de gasto. O Brasil não aguenta mais aumento de imposto. O Brasil não aguenta mais corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT. O Brasil não aguenta mais o Lula. Nós não precisamos mais da mentalidade atrasada, da mentalidade de 20 anos atrás”.
A novela sobre o filho do Barroso
Desde julho, quando o governo americano cassou os vistos para entrada nos Estados Unidos de ministros do STF, a Timeline tem falado sobre um caso específico, o que envolve o filho do atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Bernardo van Brussel Barroso mora há alguns anos nos Estados Unidos. A família tem uma empresa americana, a Telube, e um apartamento em Miami avaliado em R$ 22 milhões. Bernardo trabalha no BTG Pactual, do banqueiro petista André Esteves, que foi preso em novembro de 2015, acusado de planejar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
As informações passadas à imprensa brasileira sobre o filho de Barroso sempre foram contestadas por fontes da Timeline que têm acesso a Bernardo. A primeira foi que o rapaz estaria de férias na Europa quando o pai teve o visto americano cassado. Nossas fontes disseram que isso não era verdade, que Bernardo estava em Miami e recebeu alguns dias de folga para “deixar a poeira baixar” e entender como ele poderia ser atingido pela medida do governo Trump. Em seguida, nossas fontes informaram que Bernardo tinha viajado para Nova York. Ele teria sido orientado pelo pai a buscar ajuda no consulado brasileiro na cidade.
Nesta semana, toda a imprensa brasileira publicou que Bernardo estava no Brasil e, a pedido do pai, tinha decidido não voltar aos Estados Unidos. Nossas fontes afirmaram que essas informações não procediam, pois Bernardo estava trabalhando normalmente na sede do BTG Pactual em Miami. A maior parte dos jornalistas preferiu acreditar em Luís Roberto Barroso, aquele que disse “nós derrotamos o bolsonarismo”, em discurso gravado e amplamente divulgado, para depois afirmar que não fez essa afirmação…
Nenhuma das informações passadas pela Timeline, com base em suas fontes em Miami, foi contestada. Nem a de que Bernardo estava nos Estados Unidos quando o pai teve o visto americano cassado, nem a viagem dele a Nova York para buscar orientações no consulado brasileiro sobre como proceder, nem que ele estava no começo da semana trabalhando normalmente na sede do BTG Pactual em Miami.
Ontem, a diretoria do banco do petista André Esteves fez uma série de reuniões para pedir a todos os funcionários que respeitem a privacidade de Bernardo van Brussel Barroso. O pedido é para que ninguém passe informações sobre o filho do presidente do STF. A estratégia, segundo as fontes da Timeline, é apostar que, com Bernardo fora dos holofotes, ele pode conseguir a cidadania americana, processo que estaria perto de ser concluído.




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