RESUMO DE NOTÍCIAS – 15/12/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 16/12/2025
Os acordos para derrubar a Magnitsky, Zezé protesta contra SBT, Zambelli renuncia e Kast vence no Chile
Os acordos que derrubaram a Magnitsky contra Moraes
Donald Trump transformou a Lei Magnitsky, criada para sancionar violadores de direitos humanos, num “balcão de negócios”. Ele desmoralizou a lei e se desmoralizou. Em 30 de julho de 2025, o ministro do STF Alexandre de Moraes foi atingido pela Magnitsky. Em 22 de setembro, a mulher dele, Viviane Barci de Moraes, o escritório de advocacia que ela chefia e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, dono oficial de todo patrimônio imobiliário da família, sofreram sanções secundárias.
Depois veio o tarifaço, com impostos de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos americanos. Em agosto, a inflação da carne nos Estados Unidos bateu 15%. A inflação do café, 9%… A aprovação de Trump caiu oito pontos percentuais… E quem ganha eleição não é a ideologia, é a economia.
A negociação para derrubar o tarifaço e as sanções contra Moraes e sua família, enquanto foi tentada pelo Itamaraty, não deu em nada… Entraram em cena os irmãos Batista, Joesley e Wesley. Em setembro de 2025, Joesley esteve na Casa Branca. Ele teve uma reunião com a equipe econômica de Trump. E a ideia apresentada foi: derrube o tarifaço, e nós contribuímos para a queda da inflação nos Estados Unidos; retire as sanções contra Moraes, e nós atuamos para garantir aos americanos acesso às terras raras brasileiras. Hoje, a China, que tem a maior reserva mundial desses minerais, controla 95% do processamento deles. O Brasil tem a segunda maior reserva do mundo, mas praticamente não explora esses recursos.
A ida de Joesley Batista a Caracas, em 23 de novembro, foi um pedido do governo americano. O empresário foi encarregado de tentar convencer Maduro a deixar o poder…
A Lei Magnitsky pode ser revogada por quatro motivos. Três deles exigem que o sancionado mude de comportamento, pague reparações ou prove inocência. Moraes não fez nada disso. O Tesouro americano usou a quarta cláusula: “interesse de segurança nacional”. A ala ideológica, liderada por Marco Rubio, perdeu para a ala pragmática…
Zezé di Camargo faz protesto contra SBT
O cantor e compositor Zezé di Camargo publicou um vídeo nas redes sociais pedindo que o SBT não leve ao ar o Especial de Natal que ele gravou para a emissora.
O programa seria exibido na próxima quarta-feira, mas Zezé não aceita o que aconteceu na semana passada durante a inauguração do SBT News. Ele argumenta que a memória de Silvio Santos não foi respeitada pela família dele, que recebeu com pompa na emissora Lula, Janja e Alexandre de Moraes…
Os escritórios de advocacia “do STF”
Saiu na coluna do Lauro Jardim, no O Globo: “Empresário admite prática de contratar advogados ligados a ministros do STF ‘por prevenção’”. A nota é curta e confirma o que já se sabia. O empresário não identificado afirma o seguinte: “Preventivamente, a palavra de ordem é dar um contratinho que for, mesmo sem uma causa específica, para escritórios cujos sócios tenham algum parentesco ou forte grau de amizade com magistrados. Até porque é melhor tê-los conosco do que contra nós”.
Até agora, o escritório da família Moraes e o próprio ministro do STF não se manifestaram sobre o contrato de R$ 129 milhões entre o fraudulento Banco Master e o escritório Barci de Moraes. O banco de Daniel Vorcaro tem 77 mil ações judiciais em todo o país, e o escritório da Dona Vivi só atuou em uma causa… Aliás, perdeu em duas instâncias.
Toffoli tenta impedir investigações sobre Banco Master
O ministro do STF Dias Toffoli tem feito de tudo para impedir as investigações sobre o escândalo do Banco Master. O ministro decidiu que só ele poderia autorizar qualquer nova medida relacionada ao caso, como operações de busca e apreensão e quebra de sigilo de alvos da apuração.
Na prática, a decisão de Toffoli travou o avanço das investigações. Oitivas que seriam feitas depois da prisão dos executivos do Master foram suspensas, assim como perícias nos celulares e computadores apreendidos na Operação Compliance Zero, sobre a fraude de R$ 12,2 bilhões praticada pelo banco de Daniel Vorcaro.
Toffoli, que decretou sigilo máximo sobre o caso do Banco Master, também barrou o acesso de integrantes da CPMI do INSS a dados coletados no celular de Daniel Vorcaro, que foi apreendido pela Polícia Federal.
Essas decisões foram tomadas depois que o ministro viajou para Lima, no Peru, num jato particular, acompanhado de Augusto de Arruda Botelho, advogado de Luiz Antônio Bull, diretor do Banco Master, que foi preso pela Polícia Federal no mês passado, mas acabou solto.
Carla Zambelli renuncia a mandato na Câmara
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comunicou oficialmente, nesse domingo, a renúncia ao mandato à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados. Na carta de renúncia enviada ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a parlamentar fala sobre os fatos que antecederam sua saída e faz críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou a perda imediata do mandato.
Com a renúncia, Motta determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP), que deve tomar posse e ocupar a vaga deixada por Zambelli, conforme prevê o regimento interno e a legislação eleitoral.
A deputada começa a carta sustentando que a Câmara dos Deputados cumpriu integralmente seu papel constitucional ao analisar o processo de cassação. Segundo ela, o procedimento previsto no artigo 55 da Constituição foi respeitado, com garantia de contraditório e ampla defesa.
A parlamentar mencionou o resultado da votação em plenário, quando a cassação não alcançou os 257 votos necessários e, por isso, a representação foi arquivada. Para ela, a decisão dos deputados confirmou que “não havia fundamento jurídico legítimo para suprimir um mandato conferido por quase um milhão de brasileiros”. No texto, afirma que aquele resultado representou a defesa da soberania do voto e dos limites do poder punitivo do Estado.
Em seguida, Zambelli criticou a posterior decisão do STF que anulou o entendimento da Câmara, determinando a perda do mandato e afastando o desfecho adotado pelo Legislativo: “É diante desse quadro, e não por medo, fraqueza ou desistência, que comunico, de forma pública e solene, minha renúncia ao mandato parlamentar, para que fique registrado que um mandato legitimado por quase um milhão de votos foi interrompido apesar do reconhecimento formal, por esta Casa, da inexistência de provas para sua cassação. Esse gesto não é rendição. É registro histórico. É a afirmação de que mandatos passam; princípios permanecem. A democracia não se resume às urnas; ela vive no respeito às instituições e na coragem de registrar a verdade.”
Moraes persegue filho de garimpeiro de Roraima
A assessoria do empresário da área de mineração Rodrigo Cataratas, de Roraima, informou em nota publicada no perfil dele no Instagram que a Polícia Federal cumpriu, nesse sábado, em Manaus, um mandado de prisão contra Celso Rodrigo de Mello, filho dele.
Segundo a assessoria, a ordem foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de uma investigação que apura a saída do Brasil do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por “tentativa de golpe de Estado” e é considerado foragido.
De acordo com a assessoria de Rodrigo Cataratas, o caso tramita em sigilo, não há sentença definitiva contra o filho, Celso Rodrigo de Mello, e a defesa afirma que ele é inocente. Já há recurso contra a decisão judicial, segundo a nota, e a assessoria do garimpeiro reforça a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
No Conversa Timeline, o deputado Alexandre Ramagem disse que não teve a ajuda de ninguém para deixar o Brasil. E foi além: disse que só conheceu Celso Rodrigo de Mello, que é cidadão americano, quando desembarcou na Flórida. Ramagem disse que teve a ajuda de Celso apenas para se estabelecer nos Estados Unidos, recebendo dele dicas para aluguel de moradia e compra de casa.
Senado pode modificar todo PL da Dosimetria
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que vai rejeitar o texto do PL da Dosimetria que foi aprovado na Câmara. Ele publicou o seguinte na rede social X: “O texto do PL carrega vícios insanáveis, em especial por afrouxar o tratamento penal para crimes diversos daqueles declarados pelos deputados. Vou apresentar voto em separado pela rejeição total do projeto, buscando a construção de soluções técnicas para o tema”.
A proposta, que está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do Plenário na próxima quarta-feira, é criticada por outros senadores, que apontam falhas estruturais no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e alertam para benefícios que podem ser estendidos a outros condenados, não apenas aos perseguidos políticos.
O relatório paralelo, chamado no jargão legislativo de voto em separado, só será votado se a CCJ rejeitar o relatório do senador Esperidião Amin (PP-SC). Ele admitiu rever o texto aprovado pela Câmara.
Se a proposta for modificada pelos senadores, o texto terá de ser reapreciado pelos deputados. Apesar das críticas, a tramitação deve avançar nesta semana, a última antes do recesso parlamentar. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou ter o “compromisso” de levar o projeto à votação ainda neste ano.
Atentado contra judeus na Austrália tem 16 mortos
O ataque terrorista em Sydney, na Austrália, nesse domingo, deixou 16 mortos e 40 feridos. De acordo com a polícia australiana, os autores dos disparos são pai e filho. O pai, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto pela polícia ainda no local. O filho, Navved Akram, de 24 anos, permanece internado em estado crítico. No carro deles foram encontradas duas bandeiras do Estado Islâmico.
As vítimas tinham entre 10 e 87 anos e participavam do Festival Judaico de Hanukkah, na praia de Bondi.
Conservador Kast é eleito presidente do Chile
O conservador José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile nesse domingo. Ele teve, no segundo turno, 58,3% dos votos, contra 41,7% da comunista Jeannette Jara. Essa foi a terceira vez que Kast concorreu à presidência do país, que hoje tem um presidente comunista, Gabriel Boric.
Kast promete alinhar o Chile a governos conservadores no exterior. Ele já declarou simpatia por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina.
América do Sul fica dividida entre direita e esquerda
A eleição de José Antonio Kast no Chile altera o equilíbrio político da América do Sul e iguala, a partir de 2026, o número de governos alinhados à direita e à esquerda no continente. O presidente eleito assume em 11 de março e encerra o mandato de Gabriel Boric, de esquerda.
Com a posse de Kast, a região passará a ter seis países governados por líderes de direita ou centro-direita e seis sob administrações de esquerda ou centro-esquerda.A mudança no Chile se soma a outros eventos recentes. No Peru, José Jerí assumiu a Presidência com um discurso mais rígido contra o crime, depois da saída de Dina Boluarte. Na Bolívia, a vitória de Rodrigo Paz encerrou quase duas décadas de hegemonia do Movimento ao Socialismo, ligado a Evo Morales.




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