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RESUMO DE NOTÍCIAS – 16/06/2025

4 de out.
8 min de leitura

Publicado originalmente por Redação Timeline em 16/06/2025

Brasil do PT está com o Irã, Israel mantém ofensiva contra os tiranos, Lula protege facções criminosas

Lula está com o Irã

Congressistas da Oposição fazem duras e merecidas críticas à nota do governo Lula divulgada na última sexta-feira para condenar o ataque de Israel ao Irã. O comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores disse que a ação israelense “viola a soberania iraniana e ameaça mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão”.

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que Israel ataca a infraestrutura militar iraniana enquanto o Irã mira em civis israelenses. Segundo ele, “o Itamaraty não enxerga diferença nessas condutas”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro completa que Lula “não tem moral para opinar sobre nada nesse conflito”.

O Grupo Parlamentar Brasil-Israel, presidido pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), também se manifestou contra o posicionamento da diplomacia brasileira. Em nota assinada pelo congressista, o grupo afirma que o governo Lula “mais uma vez, escolhe se alinhar aos que disseminam o terror”, referindo-se a Teerã.

Outros deputados foram às redes sociais para criticar a declaração do Itamaraty. A nota do Ministério das Relações Exteriores na sexta foi a 64ª do governo Lula condenando ações de Israel na guerra contra Irã, Hamas e Hezbollah.

No domingo, num momento de lucidez, o Estadão publicou o editorial “Israel exerce o direito de se defender”. O subtítulo era: “O programa nuclear iraniano é uma ameaça existencial a Israel e, por isso, é um alvo legítimo. Ademais, interromper a escalada nuclear do Irã será um alívio para o mundo”. E o texto cita dois exemplos de que as críticas a Israel neste momento, como as feitas por Lula, devem ser consideradas imperdoáveis: “Em 1981, quando a Força Aérea de Israel destruiu o reator nuclear de Osirak, no Iraque de Saddam Hussein, houve muitas manifestações de indignação na comunidade internacional. Em 2007, o mesmo se repetiu após o bombardeio às instalações nucleares secretas do regime sírio. Mas o tempo se encarregou de mostrar quem estava certo. Por isso, o ataque israelense contra o Irã na madrugada de 13 de junho deve ser compreendido pelo que é: um ato preventivo de legítima defesa e um serviço à segurança regional e global”.

Quarto dia de confrontos

O mais grave confronto direto entre Irã e Israel chegou ao quarto dia, depois de um fim de semana marcado por centenas de mortes, ataques diurnos e de longo alcance. Israel lançou a “Operação Leão Ascendente” com um ataque surpresa na sexta-feira, matando parte da cúpula militar iraniana e cientistas envolvidos na produção de bombas nucleares, além de ter destruído instalações nucleares. O Irã respondeu com mísseis que atingiram áreas residenciais e instalações de petróleo em Israel.

Até o início desta segunda, ao menos 224 pessoas morreram no Irã e 22 em Israel, com base em informações das autoridades dos países. Ataques iranianos em Israel nesta segunda deixaram oito mortos, segundo comunicado do serviço de emergência do país.

A ofensiva israelense continua e deve se intensificar. Autoridades disseram que ainda há “uma longa lista de alvos” no Irã. No entanto, há tentativas de conversas por um acordo de cessar-fogo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que o país ainda não se envolveu no conflito, mas que pode vir a se envolver, sem explicar o que seria feito. Trump vetou, nos últimos dias, um plano israelense para matar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Os israelenses relataram que tinham uma oportunidade de matar o líder iraniano, mas Trump os afastou do plano. Foi o que disseram à Reuters dois oficiais americanos. Mais tarde, a agência de notícias Associated Press confirmou a informação com uma autoridade americana. Os oficiais, que falaram à Reuters sob condição de anonimato, afirmaram que os principais oficiais dos Estados Unidos têm se comunicado constantemente com os israelenses desde o ataque massivo contra o Irã.

O Irã chegou a declarar que está disposto a aceitar um acordo, desde que isso não negue seu direito ao enriquecimento de urânio — o que não é aceito por Israel e líderes europeus como o chanceler alemão.

Durante a noite o regime iraniano lançou 45 mísseis contra Haifa e outras localidades em Israel. Cerca de 90% dos mísseis foram interceptados. Os que caíram causaram 4 mortes e mais de 67 feridos.

A Força Aérea de Israel informou que destruiu um terço dos lançadores de mísseis balísticos do regime iraniano e que conquistou superioridade aérea em toda capital iraniana.

Neste momento, Israel ataca diversos alvos no Irã. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atacaram centros de comando da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, no quarto dia de ataques. O Exército israelense disse que o ataque aos centros de comando se justifica porque “operativos da Quds planejavam ataques terroristas contra o Estado de Israel, usando os representantes do regime iraniano no Oriente Médio”.

A Força Quds, alvo dos ataques israelenses, é uma unidade dentro da Guarda Revolucionária formada durante a guerra Irã-Iraque na década de 1980 como sua unidade de inteligência especial. Ela desempenha papel central nas relações do Irã com grupos armados no Afeganistão, Iraque, Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza, incluindo o Hezbollah e o Hamas.

A China está de olho

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, declarou no sábado que os ataques israelenses ao Irã são “inaceitáveis”. Em conversa por telefone com o chanceler de Israel, Gideon Saar, o chinês disse que é dever da comunidade internacional chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano. Segundo o jornal chinês South China Morning Post, Wang Yi afirmou que a China está disposta a “ter um papel construtivo” nas negociações de paz entre Israel e o Irã. Para Wang Yi, uma solução diplomática “ainda é possível”.

Lula ama a bandidagem

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou, na última sexta-feira, um pedido de informações ao Ministério das Relações Exteriores sobre a atuação da diplomacia brasileira nas negociações de acordo internacional firmado com a Argentina e o Paraguai.

O requerimento, apresentado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), questiona por que o Itamaraty solicitou a exclusão de menções às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações de “perfil terrorista” no texto final do pacto de cooperação em segurança na Tríplice Fronteira.

Segundo a justificativa do ofício, a proposta original do acordo de classificar as facções como “terroristas” teria partido da Argentina e recebido apoio da Polícia Federal brasileira… Essa versão inicial incluía referências explícitas à convergência entre crime organizado e terrorismo, com citação direta às facções brasileiras.

O requerimento da CREDN quer saber se o Ministério das Relações Exteriores realmente teria expressado objeções à manutenção desses trechos em ofício enviado ao Ministério da Justiça, resultando na retirada das passagens antes da assinatura do acordo. O deputado Gustavo Gayer escreveu o seguinte: “O Brasil, portanto, caminha na contramão da tendência de fortalecimento da cooperação internacional no combate ao crime organizado”.

O requerimento também solicita ao Itamaraty os fundamentos técnicos, jurídicos e políticos que embasaram a decisão e questiona ainda se a alteração no texto foi motivada por influência da Presidência da República, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ou por pressões externas.

O governo brasileiro já tinha recusado um pedido da Casa Branca para classificar PCC e CV como terroristas…

Tren de Aragua no Brasil

A facção criminosa Tren de Aragua, da Venezuela, mantém relações com as duas maiores organizações brasileiras, o PCC e o CV. O grupo criminoso, segundo investigações da polícia, hoje controla a venda de drogas e a prostituição em bairros de Boa Vista, atua na fronteira com a Venezuela para viabilizar diferentes modalidades de tráfico e mantém relações com as duas maiores facções criminosas brasileiras. O Tren de Aragua é considerado o maior grupo criminoso da Venezuela e há registro de sua presença na Colômbia, Bolívia, no Equador, Peru e nos Estados Unidos.

A facção das ONG’s

O governo Lula mudou a regra para contratação de organizações não governamentais (ONGs), ao elaborar as diretrizes do Orçamento de 2026 e deixou de exigir a devolução de bens em caso de desvio dos recursos repassados a essas instituições.

O Executivo argumenta que há outros dispositivos na legislação garantindo a boa aplicação da verba pública e que nem sempre é de interesse da União a devolução do bem quando há irregularidade. Nesses casos, “outros instrumentos poderiam ser adotados para reparar os danos”.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 foi enviado ao Congresso Nacional no último dia 15. No capítulo sobre as transferências para entidades privadas sem fins lucrativos, a regra prevista nos últimos 15 anos foi eliminada.

A norma exigia que, nos contratos assinados entre a União e as organizações, houvesse uma cláusula de reversão ao patrimônio público equivalente aos valores recebidos em caso de desvio de finalidade ou aplicação irregular dos recursos transferidos pelo governo federal.

Por exemplo, o governo destina recursos para uma ONG em Pernambuco para a construção de cisternas no semiárido. Se alguma irregularidade fosse comprovada, a entidade teria que reparar o dano devolvendo os equipamentos para o patrimônio público.

E há várias suspeitas de irregularidades em contratos do governo federal com ONGs sendo investigadas. Em convênios do Ministério do Trabalho com uma organização ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em acordos com ONGs controladas por petistas para distribuição de marmitas a moradores de rua, em repasses para a Mídia Ninja, uma rede de comunicação ligada à esquerda que usa ONGs para receber recursos federais, enquanto afirma publicamente que não recebe verba dos pagadores de impostos…

Para piorar a situação, o governo federal aumentou o repasse de dinheiro para ONGs. Os gastos da União com entidades privadas sem fins lucrativos saltaram de R$ 6 bilhões em 2022 para R$ 10,3 bilhões em 2023 e bateram o recorde de R$ 13,9 bilhões em 2024, sem considerar os repasses obrigatórios como subvenções e financiamento de partidos políticos.

Lula viaja de novo

Lula desembarca amanhã em Calgary, no Canadá, para “dar a real” ao presidente americano Donald Trump e aos demais líderes do G7, o grupo de países mais industrializados do mundo. É o que garantem auxiliares do petista envolvidos diretamente na preparação dele para a primeira ocasião em que estará sentado na mesma mesa em que Trump: “Lula não vai nominar ninguém, mas os temas não serão varridos para debaixo do tapete”, afirmou reservadamente uma fonte do Palácio do Planalto. “Ele terá que abordar grandes mensagens”.

Essa será a nona participação do Lula em encontros do grupo nos 11 anos à frente do Palácio do Planalto. Em oito participações, ele não fechou acordos bilaterais, o que não é exatamente o foco da cúpula. O petista manteve reuniões com líderes dos 7 países do grupo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido –, mas falhou em conseguir incluir sugestões nas declarações finais da cúpula. A relação de Lula com o G7 foi marcada por frustrações e cobranças. Agora, em 2025, Lula chega contrariado à 51ª Cúpula do G7, com uma trajetória marcada por críticas constantes ao modelo de governança global representado pelo grupo.

Haddad vai descansar

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entra em férias hoje, mesmo dia em que a Câmara vota o requerimento de urgência do projeto de decreto legislativo que derruba o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Haddad volta ao trabalho em 22 de junho. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, assume interinamente o comando do ministério.

Republicano? Não, democrata…

Vance Boelter, suspeito de assassinar a deputada americana Melissa Hortman e de tentar matar o senador estadual John Hoffman, foi preso pela polícia nesse domingo. A informação foi confirmada pelo governador do estado de Minnesota, Tim Waltz.

Boelter é acusado de duplo homicídio e duas tentativas de homicídio. Ele é o principal suspeito dos dois ataques que mataram Hortman e seu marido, Mark Hortman, e que feriram gravemente o senador estadual John Hoffman e a mulher dele, na madrugada de sábado.

Tanto Hortman quanto Hoffman foram eleitos pelo Partido Democrata. Então, parece até que o suspeito é um republicano radical, mas não é nada disso. Melissa Hortman votou a favor de um projeto para revogar a cobertura de saúde financiada por impostos para imigrantes adultos em situação irregular. E Boelter era ligado ao senador Hoffman. Além disso, no carro do suspeito, foram encontrados cartazes com os dizeres “No Kings”, usados nas manifestações contrárias a Donald Trump.

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