RESUMO DE NOTÍCIAS – 16/07/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 16/07/2025
A sem-vergonhice de Moraes, o Brasil e Gonet na mira dos EUA, a milionária propaganda enganosa do governo e os robôs da milícia digital petista
EUA abrem investigação comercial sobre o Brasil
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) iniciou uma investigação comercial contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei Comercial dos EUA, criada em 1974. A medida foi anunciada nessa terça-feira, menos de uma semana depois de o presidente Donald Trump taxar os produtos brasileiros em 50%.
Em um comunicado, o USTR afirmou que a análise visa a investigar práticas comerciais desleais do Brasil em relação aos Estados Unidos, e citou como exemplo as recentes disputas judiciais entre Brasil e plataformas digitais americanas.
A Seção 301 é usada para responder ao que o governo americano classifica como “práticas injustificáveis, irracionais ou discriminatórias de governo estrangeiros”.
As investigações vão se aprofundar em cinco frentes: comércio digital e serviços de pagamento; tarifas preferenciais (o Brasil estaria concedendo tarifas de importação menores a parceiros estratégicos, como México e Índia, em detrimento dos Estados Unidos); combate à corrupção; proteção de propriedade intelectual; mercado de etanol; e desmatamento ilegal.
O governo Trump abriu prazo para envio de comentários públicos sobre o caso até 18 de agosto de 2025 e realizará uma audiência pública em Washington no dia 3 de setembro. Com base nas informações coletadas, o USTR decidirá se impõe sanções comerciais ao Brasil.
Brasil do PT quer dialogar com EUA
O ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, Geraldo Alckmin, vai se reunir hoje com a Câmara de Comércio Americana para tratar das medidas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O governo brasileiro deve seguir os protocolos estabelecidos e pedir a revisão da tarifa. A ideia é seguir um roteiro “com diálogo e negociação” para que não seja necessário utilizar a Lei de Reciprocidade.
Paulo Gonet está na mira do governo americano
O governo de Donald Trump discute medidas a serem adotadas depois que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro com penas que chegam a 43 anos de prisão.
Um dos temas em análise pela Casa Branca é a possibilidade de aplicar sanções a Gonet, nos mesmos moldes das estudadas contra o ministro Alexandre de Moraes.
As punições cogitadas contra o magistrado e o procurador são via Lei Magnitsky e Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro participa das conversas em Washington.
Delegado Fábio Shor não prestou depoimento
O advogado de defesa de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, tem feito duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O STF deveria ouvir hoje mais 29 testemunhas dos núcleos 2 e 4 no julgamento fajuto sobre “tentativa de golpe de Estado”. As testemunhas são de Filipe Martins e Marcelo Câmara, ex-assessores de Jair Bolsonaro e réus pelo núcleo 2. Só que o advogado disse que Moraes não intimou todas as testemunhas listadas pelas defesas, entre elas o delegado da Polícia Federal Fábio Shor. Como não foi intimado por Moraes, o delegado não compareceu ao plenário da Primeira Turma do STF.
Shor passou a ser o responsável pelo inquérito das milícias digitais, que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro, no início de 2022, quando a delegada Denisse Ribeiro, até então titular das apurações, saiu de licença maternidade.
Com o fim do governo e início da gestão Lula, o delegado avançou com a investigação, que resultou em buscas contra Bolsonaro e seus aliados e, por fim, no indiciamento do ex-presidente na apuração sobre a “trama golpista”. O delegado é um dos quatro que assinam o relatório de indiciamento.
Estão dentro do inquérito das milícias, além da apuração sobre a trama golpista, o caso da fraude no cartão de vacinação, a investigação sobre desvios de verbas de cartão corporativo, a apropriação de presentes que Bolsonaro recebeu de líderes estrangeiros ainda como presidente, e a disseminação de notícias falsas sobre as urnas…
No caso dos presentes, Shor afirmou em relatório que “a atuação ilícita teve o objetivo de desviar bens cujo valor mercadológico chega a US$ 4,5 milhões”. Depois, a Polícia Federal corrigiu o valor para US$ 1,2 milhão, uma “pequena” diferença.
Shor já foi chamado pelo senador Marcos do Val de “capataz de Moraes”, por executar ordens ilegais do ministro, mesmo com a oposição do Ministério Público, com “ações desumanas e inaceitáveis”.
O delegado também foi acusado pelo deputado Marcel van Hattem, na tribuna da Câmara, em agosto de 2024, de produzir diversos relatórios fraudulentos, inclusive contra Filipe Martins. Shor também perseguiu a filha adolescente do exilado Oswaldo Eustáquio, ameaçando prender a mãe dela se a jovem usasse as redes sociais. Ele também está por trás da operação da PF feita na casa do deputado federal Carlos Jordy, em janeiro de 2024… Marcel van Hattem acabou sendo indiciado pela Polícia Federal.
Foi Shor também quem “investigou” os empresários que tiveram mensagens em um grupo particular de WhatsApp vazadas, entre eles Luciano Hang.
O advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, também disse que teve a palavra cassada por Alexandre de Moraes quando fazia perguntas ao ex-ministro-chefe do GSI G. Dias. O julgamento é tão fajuto, que todos os tipos de abuso, arbítrio e ilegalidade praticados por Alexandre de Moraes têm sido tolerados…
A milionária propaganda enganosa do governo
A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) abriu licitação para contratar três empresas que vão gerenciar a comunicação do governo Lula. O processo prevê investimento de R$ 98,3 milhões, com contrato de 12 meses, podendo ser prorrogado. A iniciativa substitui licitação anterior, de R$ 197,7 milhões que o TCU (Tribunal de Contas da União) suspendeu em junho de 2024 depois de identificar indícios de fraude, a partir de suposto vazamento das propostas das licitantes. Em agosto, a licitação foi revogada.
Os robôs da milícia digital petista
Perfis de esquerda com poucos seguidores e indícios de comportamento automatizado e coordenado concentraram boa parte da mobilização crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao presidente americano Donald Trump na rede social X, depois do anúncio do tarifaço a produtos brasileiros.
Dados reunidos com o uso da ferramenta de monitoramento Brandwatch mostram que cerca de um terço do 1,6 milhão de postagens com o mote “Bolsonaro taxou o Brasil”, feitas ao longo da última semana, partiu de um conjunto pequeno de contas com alto volume e frequência de publicações.
Do total de 149 mil contas analisadas entre 9 e 14 de julho, cerca de mil delas concentraram 31% de todo o conteúdo compartilhado em defesa do governo Lula.
Nikolas Ferreira pede o impeachment de Lula
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou, nessa terça-feira, um pedido de impeachment contra Lula na Câmara dos Deputados. O pedido se baseia em supostos crimes de responsabilidade cometidos pelo petista em relação à política externa.
De acordo com o pedido, subscrito por 72 parlamentares, a condução da política externa de Lula “compromete a dignidade da Nação, afronta princípios constitucionais e expõe o Brasil a riscos diplomáticos e estratégicos graves”.
Alguns pontos abordados pelo pedido de impeachment são: aproximação com regimes autoritários como o Irã, incluindo a permissão para atracação de navios de guerra iranianos no território nacional; recusa do governo brasileiro em classificar o PCC como grupo terrorista, mesmo diante de pedidos formais dos Estados Unidos; campanha aberta pela desdolarização do comércio internacional no âmbito do BRICS, com discurso de enfrentamento ao dólar; declarações públicas que ironizam e ofendem líderes de nações parceiras, como o ex-presidente Donald Trump, o que teria contribuído para o acirramento da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
No pedido, o parlamentar sustenta que tais condutas atentam contra a probidade na administração, conforme previsto na Constituição Federal, e configuram comportamento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo, de acordo com a Lei do Impeachment.
O documento será analisado pela Presidência da Câmara dos Deputados, que decidirá sobre o seu eventual seguimento.
Dias Toffoli libera, mais uma vez, a corrupção
O ministro Dias Toffoli, do STF, anulou todos os atos da operação Lava Jato contra o doleiro Alberto Youssef. A decisão invalida sentenças proferidas pelo então juiz Sergio Moro, atualmente senador pelo União Brasil (PR). O acordo de colaboração premiada firmado por Youssef foi mantido. Toffoli atendeu a um pedido da defesa apresentado em junho deste ano. Em sua decisão, afirmou que houve conluio entre Moro e procuradores da Lava Jato para prejudicar Youssef: “A parcialidade do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba extrapolou todos os limites”, escreveu o ministro. “O conluio entre Polícia Federal, Ministério Público Federal e o ex-juiz Sergio Moro permitia um jogo de cartas marcadas”, afirmou Toffoli. Claro que ele não enxerga nada parecido na perseguição a Jair Bolsonaro e seus aliados e apoiadores…
O ministro também citou informações reveladas pela operação Spoofing, que, segundo ele, expuseram um “complexo sistema de captura do Poder Judiciário e do Ministério Público para o desenvolvimento de projetos pessoais e políticos”. A Spoofing, deflagrada em 2019 pela Polícia Federal, investigou o ataque de hackers a celulares de integrantes da Lava Jato, incluindo Moro e ex-procuradores da operação. As mensagens foram obtidas ilegalmente e nunca foram periciadas, mas, mesmo assim, para Toffoli, servem como prova de alguma coisa…
Em seu perfil no X, Moro afirmou que a medida do ministro do STF “reflete a inversão de valores morais pela qual o Brasil passa, reforça a impunidade e abre portas para novos escândalos”.
Argentina combate a corrupção dos amigos de Lula
Um juiz argentino determinou que os 9 condenados por corrupção no caso chamado “Vialidade”, entre eles a ex-presidente Cristina Kirchner, deverão pagar uma multa de quase 700 bilhões de pesos argentinos (cerca de R$ 3 bilhões) no prazo de 10 dias úteis. A decisão foi tomada pelo Tribunal Oral Federal 2, estabelecendo o prazo final para pagamento nas primeiras horas de 13 de agosto de 2025.
O valor bilionário foi definido depois de o tribunal receber um relatório do corpo de peritos contábeis da Suprema Corte argentina, que atualizou o montante a ser devolvido pelos condenados. Caso o prazo não seja observado, a próxima etapa será a execução dos bens dos condenados até atingir o valor fixado.
O tribunal ordenou ao Banco da Nação Argentina a abertura de uma conta judicial específica “para materializar o pagamento em questão”. Segundo informações publicadas pelo jornal argentino Clarín, que teve acesso à decisão, a Justiça argentina rejeitou os cálculos apresentados tanto pelo perito que representa Cristina Kirchner quanto pelos representantes do Ministério Público.
Os juízes classificaram o objeto da sentença como um “gravíssimo caso de corrupção”, ao analisarem o valor. Segundo a resolução, o montante corresponde à determinação fidedigna do dano causado ao erário público. Os 9 condenados, incluindo a ex-presidente e o empresário Lázaro Báez, foram intimados a realizar o pagamento. Essa é a primeira condenação de Cristina Kirchner confirmada pela Suprema Corte da Argentina. O caso envolve irregularidades em obras públicas realizadas na província de Santa Cruz, na Patagônia, durante os governos Kirchner.




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