RESUMO DE NOTÍCIAS – 16/09/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 16/09/2025
Delegado executado em SP, MPF quer tirar Jovem Pan do ar e o psicopata bancado pelo Estado
Delegado é assassinado pelo PCC
O ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros durante um atentado no bairro Mirim, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo, no início da noite de ontem. A principal suspeita é que os autores sejam integrantes do Primeiro Comando da Capital.
Uma câmera de segurança registrou a ação dos criminosos. Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, dirigia um carro em aparente fuga, quando bateu em um ônibus e capotou o veículo. Na sequência, os bandidos desembarcaram de outro carro que seguia o do delegado e dispararam vários tiros contra o veículo de Ruy.
Ruy Ferraz Fontes chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000.
Mais tarde, ele se tornou delegado-geral da Polícia Civil paulista, na gestão do ex-governador João Doria (2019-2022). Recentemente, estava comandando a Secretaria de Administração de Praia Grande.
O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes atuou por 40 anos na Polícia Civil e era especialista na facção paulista. Ele foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe máximo da facção, em 2019, depois de o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, anunciou uma força-tarefa e enviou mais de 100 policiais para o litoral em busca dos criminosos.
EUA atacam mais um barco com traficantes
Os Estados Unidos fizeram um novo ataque nessa segunda-feira contra uma embarcação que partiu da Venezuela. Segundo o presidente Donald Trump, o barco transportava drogas e era operado por “narcotraficantes confirmados”. O bombardeio deixou pelo menos três mortos.
Trump publicou nas redes sociais um vídeo da operação militar. O material gerou reações imediatas do regime de Nicolás Maduro, que questionou a veracidade das imagens.
Essa foi a segunda ofensiva do tipo em menos de duas semanas. No dia 3 de setembro, os Estados Unidos tinham interceptado outra embarcação no Caribe. Na ocasião, o ataque resultou na morte de 11 traficantes, segundo autoridades americanas.
MPF quer tirar Jovem Pan do ar
O Ministério Público Federal pediu nessa segunda-feira a condenação da rádio Jovem Pan por suposta participação em uma campanha de “desinformação” que colocou em risco o regime democrático brasileiro.
No documento, o órgão afirma que o momento é “propício” dada a recente condenação, no Supremo Tribunal Federal, do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela “trama golpista”.
O pedido do MPF foi feito nas alegações finais de uma ação civil pública contra a emissora. Dentre os requerimentos estão o cancelamento das outorgas públicas da rádio e o pagamento de R$ 13,4 milhões a título de danos morais coletivos.
A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal na Justiça Federal ainda em 2023. O MPF acha que a rádio teria cometido “abusos graves” ao longo de 2022 por supostamente desinformar seus milhões de ouvintes sobre o regime democrático brasileiro.
No pedido, o MPF afirma que a Jovem Pan foi uma “peça fundamental” da tentativa da quebra de normalidade democrática no Brasil: “A Jovem Pan assumiu o reprovável papel de principal caixa de ressonância, na esfera pública brasileira, de discursos que pavimentavam as ações golpistas que vieram a ser desveladas, dando-lhes uma aparência indevida de suposta legitimidade”.
Em nota, a Jovem Pan disse que não comenta ações em curso, mas afirma que mantém sua confiança no Judiciário, além de reiterar seu “compromisso com a democracia, com os poderes e as instituições que sustentam a nossa República”.
Moraes faz cobranças sobre escolta de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu nessa segunda-feira prazo de 24 horas para que a Polícia Penal do Distrito Federal explique em detalhes a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo durante ida ao Hospital DF Star, em Brasília. Moraes quer saber por que, depois da liberação médica, Bolsonaro não foi levado imediatamente de volta ao condomínio Solar de Brasília, onde cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro desde 4 de agosto.
Ao deixar a unidade de saúde, onde cerca de 100 apoiadores que o esperavam cantaram o hino nacional, Bolsonaro ficou parado, em silêncio, por cerca de 5 minutos, esperando o seu médico, Cláudio Birolini, falar sobre o procedimento que havia sido realizado. O ex-presidente está proibido de dar entrevistas e, por isso, só gesticulou, apontando para Birolini. Quando o médico terminou, o ex-presidente entrou no carro e deixou o local.
Moraes quer o envio de um relatório detalhado sobre o acompanhamento feito por policiais, incluindo informações sobre o carro que transportou o ex-presidente e os agentes que o acompanharam no quarto.
EUA prometem resposta a injustiças contra Bolsonaro
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, prometeu uma resposta do governo dos Estados Unidos ao julgamento fajuto de Jair Bolsonaro no STF “na próxima semana ou algo assim”.
Rubio afirmou que “o Estado de Direito está se desintegrando no Brasil” e que a condenação de Bolsonaro é parte de uma “campanha de opressão judicial”.
Ele citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de “perseguição política” e de ameaçar cidadãos americanos por sua atuação on-line: “Temos esses juízes ativistas, um, em particular, que não só perseguiu Bolsonaro, aliás, ele tentou realizar reivindicações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra alguém que postasse on-line de dentro dos Estados Unidos, e até ameaçou ir ainda mais longe nesse sentido. Portanto, haverá uma resposta dos Estados Unidos a isso”.
Gilmar Mendes descarta impeachment de ministro do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que não há espaço para pedidos de impeachment contra magistrados da Corte. A declaração foi feita durante o Fórum Direitos Já, em São Paulo, nessa segunda-feira.
O evento reuniu representantes de 11 partidos políticos que tentam organizar uma frente para principalmente atacar o avanço de candidaturas de direita ao Senado em 2026. No fim do evento, os partidos publicaram um manifesto.
Além de anunciar que um projeto de lei de anistia para Jair Bolsonaro e seus aliados e apoiadores seria considerado inconstitucional pelo Supremo, sem base no que diz a Lei Máxima, Gilmar resolveu se antecipar e já declarar que não aceitará um processo de impeachment de nenhum ministro do STF.
Ele argumenta que um processo assim não pode ser aberto com base em votos do magistrado em julgamentos na Corte. Faz questão de ignorar a série interminável de abusos, arbítrios e ilegalidades cometidos principalmente por Alexandre de Moraes. E finge que não sabe que a simples participação num evento político da esquerda, como o de ontem, pode ser considerada atuação político-partidária, o que é proibido a ministros do STF e pode ser punido com o impeachment.
FBI apresenta provas contra Tyler Robinson
O diretor-geral do FBI, Kash Patel, informou que foi identificado material genético de Tyler Robinson, suspeito de ter matado o ativista conservador Charlie Kirk, numa chave de fenda e numa toalha encontradas perto da arma do crime. O rifle foi abandonado num local perto do campus da universidade de Utah onde Kirk foi morto. Tyler Robinson ainda não confessou o crime.
O psicopata bancado pelo Estado
O historiador psicopata Eduardo Bueno, que comemorou o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, tem um contrato milionário com a Caixa Econômica Federal. Ele foi contratado pelo banco para atualizar dois livros produzidos por ele sobre a Caixa para os 165 anos da instituição, a serem lançados em 12 de janeiro de 2026.
O valor do contrato, acertado em janeiro de 2025, é de R$ 3.270.600,00 – não houve licitação. Bueno escreveu “CAIXA – Uma História Brasileira” (2002) e “CAIXA – 150 anos de uma História Brasileira” (2010). Segundo publicação no Diário Oficial da União de 23 de janeiro de 2025, a atualização das duas obras resultará em “nova edição do livro em homenagem aos 165 Anos da empresa e de edição bilíngue digital e websérie documental do livro”.
Eduardo Bueno também integra o Conselho Editorial do Senado Federal – presidido pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). De acordo com o site oficial, o conselho foi criado em 1997 e é responsável pela “formulação e pela implementação da política editorial do Senado Federal”. Seu objetivo é “publicar obras fundamentais da cultura brasileira de caráter econômico, social, político e histórico”.
O senador Magno Malta já pediu que Eduardo Bueno seja afastado do Conselho Editorial do Senado.
Peninha, como é conhecido, já tinha comemorado a morte de Olavo de Carvalho e do jornalista J. R. Guzzo e lamentado que Adélio Bispo não teve êxito na tentativa de assassinar Jair Bolsonaro. Ele também insinuou, em tom de “brincadeira”, que sua filha, que mora nos Estados Unidos, poderia tentar matar o empresário Elon Musk…




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