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RESUMO DE NOTÍCIAS – 17/02

Oct 4
10 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 17/02/2025

Lula cai, apologia ao crime com o seu dinheiro e a imprensa contra Trump

Lula em queda livre

Não há propaganda que transforme um produto ruim, ou um serviço ruim, em algo bom. A desaprovação ao governo Lula deveria ser ainda maior. A última pesquisa sobre a popularidade do petista feita pelo Datafolha indica que 41% dos brasileiros o avaliam negativamente, enquanto apenas 24% o veem de forma positiva. Foram 11 pontos de queda em apenas dois meses, um tombo inédito, se comparados os três mandatos do petista, confirmando tendência já detectada em janeiro pela Quaest. E o declínio é ainda maior justamente entre as pessoas que votaram em Lula: 20 pontos percentuais. A queda foi puxada pelos eleitores que até outro dia eram considerados cativos do lulopetismo, isto é, as mulheres, os negros, os nordestinos, os mais pobres e os menos escolarizados.

 

Impeachment ou “deixa sangrar”

Crime de responsabilidade Lula já cometeu mais de uma vez... Quando atacou o Estado de Israel, quando deixou o programa Pé-de-meia, que dá bolsa a estudantes do Ensino Médio, fora do Orçamento... Apoio popular ele também já não tem... Portas abertas para o impeachment? Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia acham que não. Em entrevista à Folha de São Paulo, Malafaia afirmou que é contra o impeachment de Lula e defendeu que as manifestações marcadas para 16 de março devem focar na anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro: “Por que impeachment de Lula? Para entrar um presidente pior do que ele, que é o Alckmin? Trocar seis por meia dúzia? Pelo Alckmin, que é pior ainda, que é amicíssimo do Alexandre de Moraes? Deixa esse governo ir até o fim, já que foram eles que arrumaram tudo isso o que está acontecendo no país de desgraça econômica, de roubalheira, de estatal dando prejuízo”. De acordo com Malafaia, “o presidente Bolsonaro não vai pautar o impeachment”.

 

Imprensa começa a pular do barco

O Estadão publicou ontem editorial com fortes críticas a Lula: “O pensamento rupestre do PT faz o terceiro mandato se concentrar não na atualização das ideias e iniciativas de governo para atender a novas demandas da população. O elixir lulopetista segue a prescrição do passado, com a conjugação de programas sociais, benefícios de transferência de renda (atualizados sob a forma do Pé-de-Meia, por exemplo), dirigismo na economia, nenhuma atenção a microrreformas que favoreçam o mundo empreendedor e altíssima atenção à militância esquerdista”. E o texto faz um alerta: “Indo a sua popularidade ladeira abaixo, pressionado por resultados imediatos e engolfado pela falta de ideias, Lula pode se sentir tentado a aplicar desde já a famosa máxima de Dilma Rousseff, segundo a qual, em eleição, ‘a gente faz o diabo’. É onde mora o perigo. Consta que uma ala do PT já pede uma guinada à esquerda – como se o atual governo, perdulário e estatista, já não estivesse suficientemente lá. Mas é claro que, sendo vermelho o diabo, sempre é possível ir além”.

Também no Estadão de domingo, Eliane Cantanhêde seguiu o mesmo caminho. Ela escreveu o seguinte: “Lula perde o rumo e a mídia, e sua maior ameaça vem do próprio PT: uma guinada à esquerda, num país e num mundo cada vez mais à direita, seria a pá de cal. Sem Lula e um nome para o lugar, o que resta para a esquerda? Não mais atrair o centro, como em 2022, mas apoiar o centro em 2026. Mas... o que é e quem é o centro? Existe um centro, depois do fim dramático do PSDB? E o PT tem pragmatismo e visão estratégica para apoiar alguém fora da própria bolha? Olhando a história, sempre foi ‘ou eu, ou nada’”.

 

Para endividar todo mundo

Lula não faz o ajuste fiscal, não combate o déficit, a dívida pública, e, assim, a inflação sobe, e as taxas de juros têm de subir... E a ideia genial agora é oferecer empréstimo consignado privado em aplicativos dos bancos, para endividar os brasileiros de vez. Nesse tipo de empréstimo, as parcelas que devem ser pagas todo mês são descontadas na folha de pagamento. O governo quer lançar o novo modelo até 15 de março, expandindo a carteira de R$ 40 bilhões para R$ 260 bilhões em 5 anos.

Os bancos poderão oferecer diretamente aos correntistas a nova modalidade de empréstimo consignado privado pelo eSocial, sistema em que as empresas registram as informações trabalhistas e previdenciárias dos seus empregados, como as contribuições previdenciárias, folha de pagamento e informações sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. A permissão será incluída nas regras do modelo de financiamento. Uma medida provisória deve ser publicada para determinar as regras.

 

DeepSeek: todo cuidado é pouco

O jornal O Globo publicou artigo hoje com alerta sobre os perigos do aplicativo de inteligência artificial chinês DeepSeek. Sobre o assunto, a Revista Timeline publicou, no fim de janeiro, texto do empresário André Costa, na editoria de Tecnologia. André escreveu o seguinte: “Quando falamos sobre a China, não estamos tratando de um país qualquer, mas de uma potência dominada pela ditadura do Partido Comunista Chinês, que enxerga dados como armas estratégicas em sua busca por poder global. Quando um aplicativo como o DeepSeek decide armazenar seus dados na China, ele está, de fato, entregando sua privacidade ao controle do PCCh. Isso significa que qualquer texto, áudio ou arquivo compartilhado na plataforma pode acabar sendo analisado por um governo conhecido por monitorar cidadãos, reprimir dissidentes e usar tecnologia como ferramenta de vigilância em massa”.

O texto de hoje do O Globo também aponta que oDeepSeek “apresenta várias vulnerabilidades, incluindo a não conformidade com as leis de proteção de dados pessoais”. Então, a articulista do jornal carioca passa a defender a censura. Para a nova velha imprensa tudo é motivo para a censura... Parece que só a censura aos aplicativos de IA, às redes sociais, à mídia digital pode nos salvar.

Na Timeline, André Costa, um dos nossos colunistas de Tecnologia, aposta primeiro na livre circulação de informações, nos alertas pertinentes e na capacidade de discernimento das pessoas: “Antes de aceitar os termos de uso de qualquer aplicativo, faça perguntas... Onde meus dados serão armazenados? Quem terá acesso a eles? Quais leis regem o uso dessas informações? Se a resposta envolve a China e o PCCh, o risco é grande demais para ser ignorado”.

 

Não é censura ao funk

Artigo no O Globo de hoje deturpa a proposta do projeto de lei “antioruam”, que proíbe apologia ao crime, ao consumo de drogas em shows e eventos contratados pelo governo federal. A proposta ficou conhecida como “projeto antioruam”, depois que a vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo apresentou um projeto similar na Câmara Municipal e divulgou a proposta nas redes sociais, usando o “cantor” como exemplo.

O texto do O Globo diz que o projeto promove censura contra o funk, o que não é verdade. O que o autor da proposta na Câmara Federal, deputado Kim Kataguiri, quer é evitar que dinheiro dos pagadores de impostos banque a apologia ao crime: “Não há qualquer proibição ou impedimento para que uma pessoa produza conteúdos com incentivo ou à apologia ao consumo de drogas, ao crime organizado e à prática de condutas criminosas, por mais desprezíveis e inadequadas que sejam. Apenas fica estabelecido que os recursos públicos não podem ser usados para esse fim. Afinal, não se compatibilizam com os interesses sociais que conduzem e norteiam a atuação estatal e os princípios da nossa Constituição, que exigem a proteção das crianças e dos adolescentes”.

De acordo com Kataguiri, o projeto recebeu a assinatura de 46 deputados para ser protocolado. O texto, agora, aguarda despacho do presidente da Câmara para começar a ser discutido e tramitar em comissões da Casa. O projeto altera a Lei de Licitações para incluir trecho que torna proibida a “expressão, veiculação ou disseminação, no decorrer da apresentação contratada, de apologia ou incentivo ao consumo de drogas, ao crime organizado ou à prática de condutas criminosas” na contratação de shows, artistas ou eventos pelo governo.

O “cantor” Oruam, que acabou dando nome ao projeto é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, de 23 anos. Ele foi uma das atrações do Lollapalooza de 2024. Durante o show, pediu a liberdade do pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Marcinho VP, preso desde 1996 e apontado como líder de uma organização criminosa no Rio de Janeiro.

Vejam trechos das músicas de Oruam: Hoje o mar tá pra peixe, as piranha caiu na rede / E com o dinheiro do tigrinho, eu vou pagar minhas conta; Hoje o castelo tá em festa, e a liderança tá presente / Várias princesinha vem de fora pra dançar aqui na comunidade / Droga à vontade pra ela, ela quer apenas ser feliz / A boca vendeu todas a remessa; Mó paz, o padre mandou fortalecer a segurança / Fuzil de mais pra defender as família que se encontra aqui; Manda vim balinha, lança pras princesa / No baile funk rola swing legal; O menorzin sem expectativa / Doido pensando em mudar de vida / Encontrou o suporte, o oitão / Garrou a vida e pegou no plantão; Mó saudade que vários amigo aqui deixou / Dia de tragédia com cheiro de morte / O Estado é genocida com o morador; Não tenho medo, eu sou filho do dono / Maior responsa de sujeito homem / Bota, bota dois pro alto em modo rajada / Em homenagem do PB, meu faixa / De carro bicho, a tropa passou / Ouro maciço, no meu pescoço...

Diga-me, sinceramente, você não se importa de que o dinheiro que você paga de imposto seja usado para contratar um show de um sujeito assim?

 

Por falar em apologia ao crime

A escalada da criminalidade no Rio de Janeiro alcançou um novo patamar na noite de sábado, quando dez homens armados de fuzis invadiram uma delegacia, na Baixada Fluminense, para resgatar dois traficantes. A porta de vidro da Delegacia de Campos Elíseos, em Duque de Caxias, ficou toda estilhaçada, e a fachada, com marcas de tiros. Dois policiais civis foram baleados após trocar tiros com os bandidos por cerca de dez minutos. Os alvos do ataque já tinham sido transferidos para o sistema penitenciário, mas outros três presos que estavam na carceragem escaparam.

O governador Cláudio Castro foi às redes sociais avisar que “a ousadia dos criminosos não vai ficar por isso mesmo”: “E já vou avisando à turminha dos ‘direitos humanos’, não encham o meu saco, porque a resposta será dura e na mesma proporção, só que com efetividade e dentro da lei”.

Enquanto a delegacia passava por perícia, uma operação em várias comunidades de Duque de Caxias era realizada para prender Joab da Conceição Silva, apontado como o homem que tramou a invasão. Ele não foi localizado, mas cinco suspeitos foram presos e um, morto.

Joab tem 55 passagens pela polícia por crimes como tráfico, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, extorsão, roubo de carga e receptação. Contra ele, há dois mandados de prisão em aberto, expedidos em 2019 e 2023, pelos crimes de tráfico e homicídio. Em outubro de 2019, Joab obteve direito à Visita Periódica ao Lar, benefício concedido pela Vara de Execuções Penais, e nunca mais voltou para a Penitenciária Milton Moreira Dias, em Japeri, onde cumpria pena de 16 anos por tráfico.

No fim de semana, o comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o coronel Marcelo Menezes de Nogueira, lamentou o alto índice de reincidência entre criminosos presos pela corporação: “Hoje, 70% dos presos pela Polícia Militar e pela Polícia Civil são reincidentes. Eu cito o exemplo de um marginal que foi morto pela Polícia Militar em outubro do ano passado, um dos maiores ladrões de veículos do Rio de Janeiro, chamado Felipinho da Nova Holanda. Ele morreu com 29 anos de idade. Ele tinha nada menos que 160 passagens pela polícia. Não devia estar solto”.

 

Recuo em ESG

Triste ler entrevista no O Globo com a executiva Maria Silvia Bastos Marques criticando um “movimento pós-Trump que pode atingir o Brasil e provocar um retrocesso nas políticas de diversidade corporativa”. Hoje à frente da Secretaria de Projetos Estratégicos da Prefeitura do Rio, posição que acaba de assumir, a economista avalia que “os novos tempos sob Trump vão exigir diligência da sociedade”. Doutora em economia pela FGV, Maria Silvia foi presidente do BNDES sob Michel Temer. Ocupou ainda a presidência do Goldman Sachs Brasil, da CSN e Icatu Seguros, além de cadeiras em conselhos da Petrobras e da Vale.

Maria Silvia fica para trás, ao defender o tal DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), do qual ela própria nunca precisou e que várias empresas importantes no mundo todo estão abandonando. Deveria seguir o exemplo da vice-presidente da Vale, Cátia Porto, que anunciou o caminho correto: a política de recursos humanos MEI (Mérito, Excelência e Inteligência).

 

“Trump contra o ‘Quarto Poder’”

O Estadão publicou hoje mais um editorial atacando o presidente Donald Trump: “Jornalismo independente é o primeiro e principal bastião contra a subversão dos poderes estatais. Sabendo disso, Trump promove pressão máxima e multifacetada contra a liberdade de imprensa. Populistas autoritários detestam a imprensa independente, e não é por acaso que em todas as mensurações de vigor democrático a liberdade de imprensa é sempre um indicador crucial. Ela é um pilar das democracias, assim como uma mídia subserviente é uma marca registrada das autocracias. A mensagem para os veículos de imprensa é a de que desagradar a Trump é perigoso. O outro lado da moeda é que aqueles que se alinharem a ele serão ungidos com benesses. A pressão máxima de Trump para enfraquecer a autonomia editorial dos veículos, a discricionariedade de jornalistas de receber e transmitir informações e o acesso público a ideias e opiniões tem claramente este objetivo. Sob a máscara de ‘guerreiro da liberdade de expressão’, é indisfarçável a face de um guerreiro contra a liberdade de imprensa”.

Não sei, dá a impressão de que o editorial do Estadão é na verdade dedicado a Lula... E, numa boa, desde quando o jornal paulista é parte do jornalismo independente?

 

Marco Rubio defende o fim do Hamas

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reuniu ontem com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para discutir o futuro do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. Depois da reunião, o chefe da diplomacia americana endossou as declarações públicas de Israel de que os responsáveis pelo atentado do 7 de Outubro precisam ser erradicados.

O fim do grupo terrorista é um objetivo expresso de Israel desde o início da campanha militar na Faixa de Gaza, em resposta ao atentado. Apesar de seus principais líderes terem sido mortos em um ano e meio de guerra, o grupo resiste: “Enquanto o Hamas permanecer como uma força que pode governar ou como uma força que pode administrar ou como uma força que pode ameaçar com o uso da violência, a paz se torna impossível”, disse Rubio.

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