RESUMO DE NOTÍCIAS – 17/11/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 17/11/2025
Chile quer se livrar dos comunistas, protestos no México pedem combate à criminalidade e a “ciência” sem debate do Estadão e de Padilha
Chile caminha para se livrar dos comunistas
A candidata comunista Jeannette Jara e o conservador José Antonio Kast vão disputar a Presidência do Chile no segundo turno, em 14 de dezembro. Na primeira eleição presidencial com voto obrigatório desde a redemocratização.
A ex-ministra do Trabalho de Gabriel Boric Jeannette Jara (Partido Comunista do Chile), de 51 anos, candidata da coalizão governista, teve 27% dos votos. José Antonio Kast, líder da direita e fundador do Partido Republicano, teve cerca de 24% dos votos e chega ao segundo turno pela segunda vez. Em 2021, ele foi derrotado por Boric.
O G1 e o Estadão publicaram o seguinte título sobre as eleições chilenas: “Comunista Jeannette Jara e ultradireitista José Antonio Kast avançam para o 2° turno das eleições presidenciais no Chile”. Porque, claro, um comunista não é um “ultraesquerdista”, isso não existe…
Para ampliar sua base, Jara se distanciou do presidente Gabriel Boric e disse que pode renunciar à filiação ao Partido Comunista caso vença, afirmando que pretende “governar os cidadãos e não um partido”. Questões sobre Cuba e Venezuela também marcaram sua campanha. Jara passou a adotar posições mais críticas aos regimes, afirmando recentemente que Cuba “claramente não é uma democracia”.
Na campanha, o conservador Kast também tentou adotar tom mais moderado, mas manteve propostas de linha dura na segurança e na imigração. Ele defende um corte de U$ 6 bilhões nos gastos públicos.
Kast é o favorito para o segundo turno. Pesquisas indicam que ele tem 10 pontos percentuais de vantagem sobre a candidata comunista.
O terceiro, o quarto e o quinto colocados são de partidos de direita. Somados os votos de Kast aos desses candidatos, a direita chilena teve mais de 70% dos votos e conquistou maioria na Câmara e no Senado.
A Segurança Pública dominou a campanha… Entre 2015 e 2024, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes no Chile quase triplicou, fenômeno frequentemente associado à chegada de migrantes venezuelanos.
Protestos no México pedem combate à criminalidade
Milhares de pessoas tomaram as ruas da Cidade do México no fim de semana em protestos que terminaram com 120 feridos e 20 detidos, segundo autoridades locais. A mobilização começou depois do assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo, e se transformou em um movimento nacional que reúne jovens, parentes de vítimas e moradores de várias regiões, diante do aumento da criminalidade.
Carlos Manzo, conhecido por cobrar medidas contra organizações criminosas que atuam em Michoacán foi assassinado a tiros durante uma festa pelo Dia dos Mortos. A comoção pelo caso levou moradores da cidade a viajar até a capital, muitos usando sombreros tradicionais em referência ao prefeito. A avó de Manzo participou, levando um retrato do neto e pedindo que o crime seja esclarecido.
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que as manifestações foram impulsionadas por grupos opositores e citou influência externa na mobilização. Dias antes da marcha, ela mencionou o uso de robôs digitais na publicação de conteúdos nas redes sociais… E ainda fez um discurso contrário ao reconhecimento dos cartéis de drogas mexicanos como grupos terroristas.
EUA planejam ataques contra regime de Maduro na Venezuela
Os Estados Unidos realizaram, no sábado, mais um ataque no Oceano Pacífico contra um barco envolvido com tráfico de drogas. Segundo o Pentágono, 3 pessoas morreram. Nas redes sociais, o Comando Sul dos Estados Unidos publicou o seguinte: “Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava envolvida no contrabando de narcóticos, transitando por uma rota conhecida de narcotráfico e transportando drogas”. Segundo o comunicado, o barco estava em águas internacionais quando foi atingido por uma força-tarefa da operação chamada “Lança do Sul”, sob o comando do secretário de Guerra, Pete Hegseth.
Esse foi o 21º ataque contra barcos do narcotráfico realizado pelas Forças Armadas americanas desde o início de setembro. Os ataques já causaram a morte de 83 pessoas.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que o país vai classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista internacional, com efeito a partir de 24 de novembro. Os Estados Unidos alegam que o cartel venezuelano é chefiado por Nicolás Maduro e outros altos funcionários do governo. “Nem Maduro, nem seus associados representam o governo legítimo da Venezuela”, afirmou o Departamento de Estado, em um comunicado à imprensa.
No domingo, Trump sugeriu que designar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira daria aos militares dos Estados Unidos a capacidade de atacar os bens e a infraestrutura de Maduro na Venezuela.
Conselheiro de Trump diz que Moraes destruiu democracia brasileira
Apontado como um dos principais conselheiros políticos de Donald Trump, Jason Miller reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal que tornou Eduardo Bolsonaro réu pelo crime de coação. O empresário usou suas redes sociais para acusar o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito contra o deputado, de ter “destruído a democracia brasileira”.
Miller também mandou um recado para os apoiadores de Jair Bolsonaro que não têm se manifestado contra as decisões do ministro: “Moraes destruiu a democracia no Brasil. Para aqueles que são tímidos demais para se opor a Moraes, fiquem avisados: é só uma questão de tempo até que ele venha atrás de vocês também”.
Eduardo Bolsonaro teve a denúncia da PGR por crime de coação no curso do processo acolhida por unanimidade pela Primeira Turma do STF. Ele é acusado de tentar influenciar o andamento do processo por golpe de Estado, pelo qual Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, a partir da negociação de sanções a autoridades brasileiras impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Rádio opositora de Alcolumbre tem licença anulada
O Ministério das Comunicações revogou a renovação da licença de radiodifusão da Fundação Cultural e Assistencial Água Viva, sediada no Amapá. A entidade é controlada por adversários locais do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que indicou Frederico de Siqueira Filho para o comando da pasta.
Desde 2016, a emissora pleiteava a renovação da outorga, que lhe garantiria direito a operar até maio do ano que vem. O Ministério passou anos sem tomar uma decisão. Em fevereiro do ano passado, a pasta finalmente renovou a concessão, mas o ato foi anulado na semana passada.
Alcolumbre afirmou, por meio de nota, que não tem participação ou influência na decisão: “A medida é de competência exclusiva do Ministério das Comunicações, que conduz o processo com base em critérios técnicos e dentro dos trâmites legais. Qualquer tentativa de associar o presidente do Senado à decisão administrativa é equivocada e sem fundamento”.
A “ciência” sem debate do Estadão e de Padilha
O Estado de São Paulo publicou matéria nesse domingo em que ataca médicos consagrados, como Roberto Zeballos, Francisco Cardoso e Paulo Porto de Melo, colaborador da Revista Timeline. Com base em mais de 14 mil estudos científicos, eles adotam tratamentos para quem sofre consequências das “picadinhas” contra certa doença… A censura ao tema ainda vigora…
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou a publicação da “reportagem” e anunciou que o governo vai processar os médicos citados pelo Estadão, usando a AGU.
Padilha ignora a liberdade e autonomia médicas, impede o debate e, portanto, não defende a ciência. O que ele faz é ameaça política – e explícita – contra médicos que pensam de forma diferente da narrativa oficial.
Ele transforma divergência científica em crime de opinião, carimba todo mundo de “negacionista” e ainda comemora matéria de jornal que expõe pessoas com nome e sobrenome, sem direito à defesa.
Padilha publicou o seguinte nas redes sociais: “Acionaremos todas as medidas cabíveis para impedir que essas pessoas continuem”… Um ministro de Estado não pode falar assim de profissionais regularmente inscritos em conselhos, com décadas de prática clínica, apenas porque discordam da estratégia oficial. Quem fiscaliza médico são CRM, CFM, pares científicos, não um gabinete político.
Padilha ainda mistura tudo e cita a COP30, outro exemplo claro de interdição do debate, de perseguição ao dissenso. Ciência não é fé de Estado. Ciência admite hipótese, erro, revisão, crítica. Um regime não pode decidir o que é “verdade”.
Ministro que precisa de mordaça, ameaça e AGU para “defender a ciência” não está defendendo a saúde do povo brasileiro; está defendendo o poder, e silenciando justamente quem deveria ter liberdade máxima para questionar: os médicos, cientistas e pesquisadores, que veem pacientes reais e não apenas narrativas oficiais de um regime que insiste em transformar o seu povo em ratos de laboratório.
PIB brasileiro segue em trajetória de queda
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado a “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto), registrou queda de 0,9% no terceiro trimestre deste ano, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira. De agosto para setembro, o recuo foi de 0,2%. No trimestre, o IBC-Br da agropecuária (-4,5%), da indústria (-1%) e de serviços (-0,3%) também apresentaram recuos.
Para 2025, o Ministério da Fazenda projeta que o PIB cresça 2,2%. Caso a projeção se confirme, será uma desaceleração em relação a 2024, quando a economia brasileira subiu 3,4%. E a previsão para 2026 é de um crescimento menor ainda, na casa de 1,8%.
Governo Lula: mais propaganda, menos utilidade pública
Na véspera do ano eleitoral, o governo Lula ampliou a verba destinada a divulgar slogans e programas da gestão petista, como “Brasil Soberano” e Gás do Povo. Descrito no orçamento como comunicação institucional, esse tipo de recurso agora ocupa 57% do total gasto com publicidade federal.
Os 43% restantes custeiam as chamadas ações de utilidade pública, que incluem, por exemplo, campanhas de vacinação do Ministério da Saúde e a divulgação das regras do saque-aniversário do FGTS.
Os percentuais marcam uma mudança na distribuição do orçamento de comunicação, que chegou a destinar 70% dos recursos para campanhas de utilidade pública em 2015.




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