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RESUMO DE NOTÍCIAS – 18/02/2025

Oct 4
7 min read

Publicado originalmente por Redação Timeline em 18/02/2025

Mais desgraça a caminho, Estadão se endireita e Justiça corrupta

Mais Estado nunca é solução

Qualquer pessoa sensata cobra do governo um ajuste fiscal de verdade. O Brasil não pode ter déficit fiscal, dívida pública altíssima, inflação e consequentes taxas de juros também em alta... E o que Lula e Haddad fazem para dar jeito nisso? O contrário do que deveriam... Preocupado com a eleição de 2026 e a queda na popularidade, Lula aposta em programas para melhorar sua imagem e jogar o Brasil de vez no abismo. O que está vindo por aí vai confirmar que o Brasil do PT quer empobrecer a população e deixá-la para sempre dependente do Estado.

O governo faz ajustes finais no programa “Gás para Todos”, que pretende entregar gás a famílias de baixa renda. O gás sai da Petrobras por R$ 36, mas chega a ser vendido em alguns estados, como o Amapá, por até R$ 150. O produto é encarado pelo governo como item da cesta básica. O orçamento inicial destinado para esse “benefício” é de R$ 3,5 bilhões, mas Lula quer atender a 22 milhões de famílias, elevando o custo para R$ 10 bilhões.

Uma medida já em vigor é a ampliação da lista de gratuidade dos remédios oferecidos pela Farmácia Popular. Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou que foi incluído medicamento para o tratamento de diabetes em casos ligados a doenças cardiovasculares. O programa passa a contar também com fraldas geriátricas. O orçamento do programa previsto para 2025 é de R$ 3,8 bilhões.

O governo propôs também a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Caso a proposta seja aprovada este ano, a ampliação da faixa de isenção só começa a valer em 2026. A proposta prevê reajuste do imposto em outras faixas. O governo pretende apresentar uma compensação, aumentando a tributação dos mais ricos. O impacto fiscal estimado da desoneração do IR é de R$ 35 bilhões.

E ainda tem o crédito consignado, que deve ser oferecido a partir de março. Será feito por bancos privados, numa plataforma do governo. A análise de risco feita hoje pelas instituições financeiras será facilitada. Não serão mais necessários os convênios entre empregadores e bancos. Hoje o saldo destinado é de R$ 40 bilhões, mas a ideia é que seja aumentado em pelo menos três vezes.

 

Sobre o endividamento da população

O Estadão publicou hoje o editorial “O consumidor encurralado”. O texto faz duras críticas a mais uma tentativa do Brasil do PT de endividar os brasileiros: “Enquanto a inflação corrói o orçamento das famílias, Lula quer incentivar o consumo. Enquanto as famílias brasileiras tentam fazer caber no orçamento os gastos do dia a dia, Lula acena com mais incentivo ao crédito, num discurso politiqueiro de que ‘dinheiro bom é na mão do povo’. Parece desconhecer que o povo tenta se livrar de um endividamento que, em novembro do ano passado, atingiu 77% das famílias, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio. Faria melhor se colaborasse no controle da inflação, em vez de jogar mais crédito na fogueira da inflação”.

 

Mais irresponsabilidade

Hoje, também em editorial, a Folha alerta que a impopularidade de Lula pode aumentar a irresponsabilidade fiscal do governo, o que é muito claro. O subtítulo é: “Menor taxa de aprovação de Lula no Datafolha poderá, no pior cenário, incentivar a gastança promovida pelo governo que levou à alta do dólar e da inflação, com impactos severos sobre a população mais pobre”. E o jornal paulista cita o ministro Fernando Haddad: “Apesar de ter na Fazenda um ministro que se diz comprometido com o rigor fiscal, na prática Lula tem minado qualquer ideia de austeridade”.

Ora, não dá para acreditar nem em Lula, nem em Haddad. Ontem, o ministro estava dando entrevistas tentando reduzir o tamanho do desastre econômico. Ele disse que “uma inflação de 5% é ‘relativamente normal’”. A meta do BC é 3%. O teto da meta: 4,5%. O Brasil já fechou o ano passado com uma taxa acima do teto, e as previsões são de que isso aconteça de novo em 2025 e 2026. Tudo normal...

 

Gastar é o que importa

Que cortar gastos que nada. Que austeridade que nada. O governo Lula vai comprar R$ 1,7 milhão em móveis e eletrodomésticos para o Palácio do Planalto, investindo, por exemplo, R$ 44 mil em 18 frigobares e R$ 62 mil em 38 lustradores de sapatos. A intenção é “modernizar e otimizar os espaços de trabalho da Presidência da República“, de acordo com o edital da licitação. A aquisição inclui 20 tipos diferentes de mobiliário, totalizando 817 peças avaliadas em R$ 1,4 milhão. Já os eletrodomésticos, somados, totalizam 293 unidades divididas em 17 itens, avaliados em R$ 307 mil. A licitação para a compra dos móveis prevê ainda 200 cadeiras de escritório giratórias de espaldar alto por R$ 367 mil, 64 cadeiras giratórias tipo presidente por R$ 218 mil, 150 cadeiras fixas empilháveis por R$ 128 mil, 20 estações de trabalho com quatro lugares cada, em três formatos diferentes, por R$ 103 mil, 35 fragmentadoras de papel por R$ 90 mil e 9 sofás de um, dois e três lugares, por R$ 51 mil. Mesas de reunião redondas e retangulares, gaveteiros, cabideiros e escadas também estão previstos na aquisição. A compra de “modelos modernos e ergonomicamente projetados”, de acordo com o estudo técnico da licitação, visa “à melhoria da saúde, do conforto e da eficiência no trabalho”.

 

Haddad não tem nada a ver com o descalabro

Se Fernando Haddad acha normal uma inflação na casa dos 5% ao ano, se trabalhou por um arcabouço fiscal fajuto, por uma reforma tributária ruim, claro que ele tem culpa no cartório... Mesmo assim, o ministro da Fazenda foi elogiado na cartinha aberta que o advogado petista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, escreveu.

Um dos nomes mais próximos do PT no meio jurídico, Kakay elaborou uma carta para amigos em que faz um diagnóstico do terceiro mandato de Lula e diz que o atual presidente está se esforçando para perder a eleição de 2026 e “vai conseguir”. O criminalista afirmou que depois da divulgação da carta recebeu telefonemas de apoio de “vários ministros”. Alguns, segundo Kakay, falaram que gostariam de assinar o texto, mas não podiam.

Alguns trechos da carta: “O Lula do terceiro mandato, por circunstâncias diversas, políticas e principalmente pessoais, é outro. Não faz política. Está isolado. Capturado. Não tem ao seu lado pessoas com capacidade de falar o que ele teria que ouvir. Não recebe mais os velhos amigos políticos e perdeu o que tinha de melhor: sua inigualável capacidade de seduzir, de ouvir, de olhar a cena política. E nós temos o Haddad, o mais fenomenal político desta geração, preparado e pronto para assumir seu papel”.

Então, Kakay reconhece que Lula não tem condições de ser candidato à reeleição, lança Fernando Haddad para presidente em 2026 e, tudo indica, dá um bom cutucão na Janja.

 

O problema é o combate à corrupção

Num evento da Petrobras, Lula voltou a criticar a Lava Jato, que, segundo ele, foi responsável por quebrar empresas: “O que estava em jogo naquele momento era a destruição da indústria de engenharia desse país e a tentativa de destruir a Petrobras, criando imagem negativa da estatal no mundo”.

E a gente fica pensando: como alguém que considera que o problema não é a corrupção, mas o combate a ela pode estar ocupando a cadeira de presidente da República?

 

Lula contra a Constituição

O Estadão resolveu dar a real no editorial “Lula, o pequeno ‘Grande Irmão’”, publicado hoje. O subtítulo é: “Presidente quer que STF regule as redes para nos ‘moralizar’. Tamanha ignorância ou malícia impõe ao Congresso prudência no exercício de suas competências e intransigência na sua defesa”.

O comportamento dos veículos tradicionais de imprensa vinha sendo o de defender a todo o custo a censura das plataformas digitais... O que mudou?

Recentemente, Lula disse em entrevista a duas rádios baianas o seguinte: “Nós precisamos regular essa chamada imprensa digital”, se referindo, na verdade, às plataformas digitais. Citando essa declaração, o editorial de hoje diz que o petista não consegue disfarçar “o sonho autoritário de uma imprensa servil e adulatória”. E o melhor, talvez algo inédito entre aqueles que já foram os mais importantes jornais do país, o texto deixa claro que o mundo digital não é terra sem leis, cita os crimes de injúria, calúnia e difamação, o Marco Civil da Internet… “Ninguém se dirá surpreso com as taras autoritárias de Lula. Mas é alarmante um presidente da República intimidar o Legislativo e incentivar o Judiciário a violentar a Constituição. O Congresso ‘vai ter de colocar isso para regular’, bradou Lula. ‘Se não for o caso, a Suprema Corte vai ter de regular, porque é preciso moralizar’. O que o Congresso tem ou não de fazer é uma decisão do Congresso. A Suprema Corte não tem legitimidade para regular nada, muito menos para ‘moralizar’ quem quer que seja. Se o fizer, violará duplamente a Constituição, na forma do procedimento e no conteúdo da decisão. Das duas uma: ou Lula não tem a menor ideia do que são as redes digitais, das garantias constitucionais à liberdade de expressão e de como funciona a divisão de Poderes num Estado Democrático de Direito, ou sabe muito bem tudo isso e joga areia nos olhos da população, enquanto seus consorciados no Judiciário fazem o trabalho sujo de tecer a mordaça. Ambas as hipóteses são aterradoras e mostram a urgência de um Congresso alerta, a um tempo cauteloso e assertivo. Ante tamanha manifestação de ignorância ou malícia do presidente da República, os parlamentares precisam redobrar a prudência na regulação das redes e ao mesmo tempo deixar claras suas competências, conferidas pelo povo”.

 

Corrupção na Justiça

Depois do surgimento de suspeitas sobre juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, incluindo uma cunhada do ex-presidente José Sarney, o Estadão publicou hoje o editorial “O perigo de um Judiciário sob suspeita”. O texto diz que “a se confirmarem as múltiplas suspeitas de corrupção no Judiciário vindas à tona no último ano, o sistema de Justiça, já cronicamente disfuncional, poderá entrar numa crise aguda”.

Além do Maranhão, pelo menos cinco Tribunais de Justiça estaduais são alvo de investigações relacionadas à corrupção, em especial à venda de sentenças judiciais: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Tocantins, Espírito Santo e Bahia.

 

Torcemos pela briga

Um dos vice-presidentes nacionais do PT e prefeito de Maricá, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, afirmou que vai denunciar nesta semana a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ao Conselho de Ética do partido. O dirigente diz ter encontrado indícios de que a correligionária foi responsável pela indicação de um suposto funcionário fantasma no município durante a gestão passada. Anielle nega qualquer irregularidade.

O episódio é um novo capítulo no embate entre os dois petistas. Em janeiro, Anielle afirmou que denunciaria Quaquá ao mesmo colegiado por declarações a respeito do assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco. O prefeito de Maricá tem ligação com a família dos acusados de mandar matar Marielle, Chiquinho e Domingos Brazão.

Quaquá relata, agora, ter sido avisado sobre a contratação de um funcionário fantasma a pedido de Anielle. Segundo ele, ao investigar o caso, descobriu que o indicado agia como um “consultor” de um projeto do ministério enquanto era nomeado em Maricá.

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