RESUMO DE NOTÍCIAS – 18/06/2025
Publicado originalmente por Redação Timeline em 18/06/2025
Moraes na mira dos EUA, CPMI do INSS, Lula arruaceiro e a irmandade dos corruptos
Nova citação contra Moraes
O Tribunal do Distrito Médio da Flórida, nos Estados Unidos, expediu hoje uma nova citação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após um pedido das empresas Trump Media & Technology Group, ligada ao presidente Donald Trump, e da plataforma de vídeos Rumble.
As companhias, que movem uma ação contra o magistrado, o acusam de censurar conteúdos publicados nessas redes sociais no Brasil. A nova notificação foi determinada depois que a primeira tentativa de citação, feita em março, foi frustrada. Procurado por meio do STF para comentar o caso, Moraes não quis se manifestar.
O ministro do Supremo terá um prazo de 21 dias para apresentar uma resposta formal à ação ou apresentar uma petição para contestar o processo, conforme as regras processuais federais dos Estados Unidos. Caso não se manifeste dentro desse período, a Justiça americana poderá declará-lo à revelia revelia, permitindo que o caso avance com base apenas nas alegações apresentadas pelas empresas.
A solicitação da nova citação ocorreu após as duas companhias apresentarem, no dia 6 de junho, um aditamento à ação, pedindo indenização por supostos prejuízos à reputação, perda de receita e oportunidades de negócio. O pedido foi protocolado no mesmo tribunal da Flórida no qual o caso tramita.
A Rumble e a Trump Media alegam que Moraes violou a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão, ao ordenar a remoção de contas de influenciadores brasileiros de direita na plataforma e por outras supostas “tentativas de censura”.
Na petição do início de junho, as empresas também citaram o inquérito aberto contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como exemplo do que classificam como “abuso de autoridade” por parte de Moraes. A pedido da Procuradoria-Geral da República, Eduardo passou a ser investigado por supostamente buscar sanções internacionais contra o Brasil para pressionar o Supremo.
As empresas pedem que a Justiça americana declare as ordens de Moraes “inexequíveis” em território americano, por violarem a Primeira Emenda. Também solicitam indenização financeira e a responsabilização pessoal do ministro brasileiro.
Vem aí a CPMI do INSS
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, leu nessa terça-feira o requerimento que permite a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O requerimento foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e outros parlamentares. Alcolumbre solicitou que os líderes “indiquem os nomes dos membros dos partidos e blocos” que vão integrar a CPMI.
Lula, o arruaceiro
No Canadá, Lula se distraiu ao posar para a foto oficial dos participantes da cúpula do G7. Ele conversava com o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, tendo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, entre os dois. Outros líderes do grupo tiveram que chamar a atenção do brasileiro, entre eles, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
Lula já tinha causado constrangimento em reunião de todos os líderes. O primeiro-ministro do Canadá já tinha começado sua fala, quando Lula, com problemas para ouvir a tradução no ponto eletrônico, passou a fazer reclamações em voz alta. A situação se estendeu por cerca de 2 minutos, até Carney retomar a palavra.
O G7 é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – além da UE (União Europeia), que participa das reuniões. O Brasil foi um dos países convidados para participar da cúpula no Canadá, assim como África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia, México e Ucrânia.
Bolsonaro em evento com Tarcísio e Kassab
O ex-presidente Jair Bolsonaro participou nessa terça-feira da abertura da Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), em Presidente Prudente (SP). Ele estava acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do presidente do PSD, Gilberto Kassab. Bolsonaro foi muito festejado. No evento, ele entregou a sua medalha dos “3 Is” (imbrochável, incomível e imorrível) a Kassab…
Bolsonaro não foi indiciado
Todos os jornais e portais de notícia erraram ao divulgar que Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal no caso sobre o suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários e, segundo a denúncia, “disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral”. O ex-presidente não está entre os 36 indiciados, mas o filho dele Carlos Bolsonaro e o deputado federal Alexandre Ramagem, sim.
Bolsonaro não foi formalmente indiciado porque, segundo investigadores, ele já foi denunciado por organização criminosa no processo do “golpe de Estado”, do qual é réu, caso que teria, segundo os verdadeiros golpistas, conexão com o da “Abin paralela”.
Sobre o uso da Abin pelo governo Lula de forma ilegal pouco se fala… Só que há documentos produzidos pela agência já no terceiro mandato de Lula que mostram que a Abin executou uma das fases da operação de espionagem contra o Paraguai às vésperas de uma viagem do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país vizinho, em março de 2023.
Um desses documentos indica que o então ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Julio César Arriola, foi uma das vítimas da ação de espionagem. A Abin realizou uma ação de invasão de dispositivos de informática contra autoridades do governo paraguaio para obter informações sigilosas sobre a negociação de tarifas da usina hidrelétrica de Itaipu, objeto de um tratado bilateral entre os dois países.
Um dos servidores envolvidos na ação disse à PF que um programa de invasão de dispositivos de informática foi usado para acessar informações de autoridades do governo do Paraguai. Esse servidor afirmou que a ação de espionagem teve o aval do atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa.
O governo Lula, como de costume, atribuiu a ação de espionagem à gestão de Jair Bolsonaro e disse que mandou interromper a operação assim que teve conhecimento dela, no fim de março de 2023. O governo do Paraguai suspendeu as negociações até obter detalhes sobre a ação brasileira.
Agora surgiram novos documentos que indicam que atos de espionagem continuaram sendo executados no governo Lula. O material foi apreendido pela Polícia Federal na investigação da “Abin paralela”, concluída na semana passada. Os fatos envolvendo a ação de espionagem contra o Paraguai serão apurados de forma separada.
A Abin obteve uma cópia antecipada da minuta do discurso que Arriola faria durante a visita de Mauro Vieira. O documento da Abin, que foi apreendido pela PF nos computadores e pendrives da agência, tem a data de criação no dia 8 de março de 2023 e, nos seus metadados, consta como autor um funcionário da diplomacia paraguaia. Essa informação indica que o documento foi produzido diretamente pela equipe do chanceler paraguaio.
Outro material foi produzido pela Abin em junho de 2023. Trata-se de um esquema gráfico descrevendo as autoridades do Paraguai responsáveis pela discussão do assunto da tarifa da hidrelétrica de Itaipu e a descrição de documentos do governo paraguaio obtidos por meio da ação da Abin, incluindo um outro documento do chanceler paraguaio, desta vez um resumo para orientá-lo na véspera da visita do ministro brasileiro.
Outro documento obtido foi uma apresentação de slides do PowerPoint produzida pela Abin no início de 2023 para expor aos integrantes do governo Lula as ações que vinham sendo realizadas na operação de espionagem contra o Paraguai.
A irmandade dos corruptos
O PT enviou o deputado federal Paulo Pimenta para a manifestação em favor da ex-presidente argentina Cristina Kirchner hoje, em Buenos Aires. Em nota, o partido afirmou que Kirchner, condenada a 6 anos de prisão por desvio de dinheiro público, é “vítima de perseguição político-judicial”.
O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula representou a direção nacional do partido no ato no centro da capital argentina. Nas redes sociais, ele se manifestou sobre o ato em Buenos Aires: “O PT não esquece as manifestações dos nossos companheiros e companheiras da Argentina, inclusive a ex-presidenta Cristina Kirchner, quando o presidente Lula foi perseguido pela operação Lava Jato no Brasil. Somos solidários a ela, nesse momento em que mais uma vez querem tirar da vida política uma grande liderança popular, assim como fizeram com Perón no seu tempo e com Lula mais recentemente. Por isso, estarei no ato desta quarta-feira, que certamente será histórico!”.
A Suprema Corte de Justiça da Argentina determinou em 10 de junho a prisão da ex-presidente depois de rejeitar por unanimidade um recurso contra sua condenação a 6 anos de prisão por desvio de dinheiro público. O caso envolve o direcionamento de fundos públicos para licitações vencidas por um amigo e sócio da família Kirchner, destinadas à construção de estradas na Patagônia. Muitas dessas obras nunca foram concluídas ou foram canceladas. O esquema fraudulento causou prejuízos estimados em US$ 1 bilhão aos cofres públicos argentinos.
E os corruptos formam mesmo uma irmandade. Não foi à toa que o Brasil do PT deu asilo à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, que foi condenada por corrupção em abril… Agora o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nega acesso a documentos, ofícios e trocas de comunicações que citem a ex-primeira-dama.
Foram pedidos ao ministro, via Lei de Acesso à Informação (LAI), os documentos trocados entre o MJSP e o Ministério de Relações Exteriores sobre o tema. Lewandowski alegou sigilo para impedir o fornecimento dos dados.
Nadine Heredia, que, além de ter recebido asilo do Brasil do PT, foi retirada do Peru num avião da FAB, é casada com o ex-presidente peruano Ollanta Humala, que governou o país entre 2011 e 2016. Os dois foram condenados a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro na eleição de 2011, num processo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht e o governo da Venezuela.
Khamenei na mira de Trump
O aiatolá Ali Khamenei prometeu uma resposta dura, se houver uma “agressão” dos Estados Unidos contra o Irã. Khamenei também fez novas ameaças contra Israel, em pronunciamento televisionado nesta quarta. O conflito direto entre os dois países entrou no sexto dia, com novos bombardeios e a possibilidade de uma ação dos Estados Unidos.
O líder supremo do Irã afirmou que qualquer ataque direto dos Estados Unidos ao país terá “consequências sérias e irreparáveis”. Ele afirmou ainda que o Irã nunca se renderá, numa resposta direta a Trump, que já exigiu uma “rendição incondicional” do país.
Também hoje, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que qualquer intervenção dos Estados Unidos no conflito poderia gerar uma “guerra total” no Oriente Médio. Ele alertou que uma ação americana “seria extremamente imprudente, extremamente irresponsável” e sugeriu que o Irã continua aberto a uma solução negociada.
Até o momento, o conflito entre Irã e Israel deixou 248 mortos nos dois países — 224 no Irã e 24 em Israel —, segundo balanços oficiais divulgados por autoridades locais.




Comentários